O ranking das 200 Maiores Empresas TIC a operar em Portugal reporta uma quebra global de volume de negócios de -4%
Podemos descrever a crise e o seu impacto na economia real de muitas formas. Na realidade, no ano passado sentimos uma ligeira confirmação do que se espera que possa estar a acontecer em 2011, com as fortes retracções em investimentos em tecnologias de informação.
Apesar de tudo, o ranking das 200 Maiores Empresas TIC a operar em Portugal – importa salientar que empresas multinacionais de grande peso como a Microsoft, Cisco, Oracle, Ericsson, Samsung ou Dell, só para citar alguns casos, preferiram não reportar valores nacionais, ficando assim fora do ranking –, apenas reporta uma quebra global de volume de negócios de -4%, tendo totalizado um valor de 4,6 mil milhões de euros.
Acresce a esse indicador o facto de o ano 2010 coincidir com um conjunto de alterações na contabilidade de algumas empresas provocadas pela adopção do novo Sistema de Normalização Contabilística (SNC). Estas mudanças tiveram impacto directo na forma como vários indicadores e rácios passaram a ser apresentados.
Nos primeiros dez lugares, a quebra total na facturação foi de -6%, o que mostra que representando estas 10 empresas 44% do total da facturação das 200 Maiores Empresas de TIC retratadas nesta análise, as restantes 190 empresas caem em média cerca de 10%.
No sub-ranking do hardware, apesar da falta de informação de alguns intervenientes de peso, a CPCDI e a HP continuam a dominar claramente este segmento de mercado.
No sub-ranking de software é de destacar a forte presença de empresas portuguesas, sendo um segmento em que existe bastante mais concorrência do que no hardware.
No sub-ranking dos serviços o destaque vai novamente para o facto de metade das empresas que constituem o Top 10 serem portuguesas, sinal de forte competitividade face às empresas multinacionais, que tradicionalmente dominam este segmento. Apesar de a IBM estar em primeiro lugar, claramente à frente da Novabase, as quatro empresas seguintes à IBM conseguem facturar mais do dobro desta, o que indica forte competição pelos contratos de serviços de TI em Portugal, e no caso de empresas nacionais, de contratos no estrangeiro.
No que diz respeito aos crescimentos, nota-se novamente que empresas pequenas ainda conseguem crescer três dígitos, destacando-se a este nível cinco empresas: KCS IT, Fixeads, Grenke, Grupo Izone e PCMedic. Na categoria de maiores activos, o destaque vai novamente para a presença de cinco empresas nacionais no Top 10, sinal de que é possível ter empresas nacionais com dimensão considerável.
Na sempre importante categoria de empregadores é de salientar que apenas três das empresas do Top 10 geral fazem parte do Top 10 de empregadores.