Eficiência energética da IBM distinguida De
Semana nº 1052 de 20 a 26 de Janeiro
de 2012
A Comissão Europeia (CE) premiou 27 dos centros de dados da IBM pela eficiência energética, com base no Código de Conduta da União Europeia sobre Centros de Dados. Diz a Big Blue que esta acaba por ser «a maior distinção alguma vez recebida por uma empresa, dado o número de centros galardoados». Tendo em conta os prémios atribuídos, Portugal ocupa um dos lugares cimeiros da lista de data centers galardoados, com os seus quatro centros IBM locais a receber distinções. Os restantes centros estão localizados em países como Dinamarca, Itália, Bélgica, Áustria, Finlândia, Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, Holanda, Noruega, Suécia, Polónia e Hungria.
O Código de Conduta da União Europeia (UE) foi criado como resposta ao aumento do consumo de energia dos centros de dados. A UE tem como objectivo informar e incentivar os operadores e proprietários dos centros de dados a reduzir o consumo de energia, numa relação custo-benefício. A avaliação agora realizada tem por base o indicador Power Usage Effectiveness, que mede a eficiência dos computadores. Recorde-se que já em Maio de 2011, o Instituto Uptime tinha atribuído aos centros de dados IBM «uma pontuação de 1,65 de consumo médio de energia, abaixo do consumo médio do sector que se situava em 1,8», diz a empresa.
Os 27 Green Data Centers IBM premiados representam 70% dos data centers integrados na estratégia de outsourcing da IBM em 15 países europeus. Muitos destes centros também foram projectados «para suportar a computação em nuvem, num esforço para ajudar clientes em todo o mundo a operarem de forma mais inteligente», sublinha a IBM. As melhorias de energia implementadas nestes centros de dados IBM «permitiram atingir a meta estabelecida em 2007», ou seja, «duplicar a capacidade de TI dos centros de dados, num período de três anos, sem aumentar o consumo de energia».
Para garantir uma melhor eficiência energética, a IBM utiliza a sua própria tecnologia Mobile Measurement Technology, que inclui, entre outros, software de analítica e milhares de sensores, «para registrar e analisar as temperaturas e o fluxo de ar, de forma a detectar pontos quentes e frios». A Big Blue substituiu ainda «velhos equipamentos por servidores mais eficientes energeticamente».
Conforme explicou Harry van Dorenmalen, presidente da IBM Europa, «os centros de dados sempre foram uma parte essencial do património da IBM e representam uma parte significativa dos custos e da utilização de energia». Assim sendo, «o reconhecimento do compromisso e liderança pelo Código de Conduta da UE é importante» para a IBM, «já que a energia e as questões relacionadas com o clima são parte do longo compromisso corporativo da IBM para com o ambiente», disse ainda o mesmo responsável.