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Semana Informática > Actualidade > Etiqueta electrónica é cara
 
Etiqueta electrónica é cara
De Luisa Dâmaso
Semana nº 755 de 9 a 15 de Setembro de 2005


A secretária-geral da GS1 Portugal Codipor, Maria Luiza Carreira, garante que o desaparecimento do código de barras é um mito

 
 
Maria Luiza Carreira, a secretária- geral da GS1 Portugal Codipor - Associação Portuguesa de Identificação e Codificação de Produtos
Contrariando aqueles que anunciam a morte do tradicional código de barras e a sua substituição pelas inteligentes etiquetas electrónicas, a secretária- geral da GS1 Portugal Codipor - Associação Portuguesa de Identificação e Codificação de Produtos, Maria Luiza Carreira, alerta para as barreiras que esta tecnologia ainda tem de contornar. Não existem muitos projectos concretizados nesta área, à excepção dos projectos-piloto que estão a decorrer nas cadeias Wal-Mart (EUA) e Tesco (Reino Unido). A secretária-geral da GS1 reconheceu, no entanto, que estes dois casos são uma excepção, uma vez que esta tecnologia é ainda muito onerosa para se massificar da noite para o dia. «As etiquetas electrónicas começarão a implantar-se com maior facilidade ao nível das unidades logísticas, nomeadamente nas paletes e nas caixas de embalamento exterior», revelou. A Wal-Mart impôs, no início deste ano, a implementação da tecnologia de Radio Frequency Identification (RFID) para o relacionamento com todos os seus fornecedores e parceiros de negócio. O objectivo, até ao final de 2005, é que os seus 100 maiores fornecedores tenham implementado esta tecnologia e que os restantes o façam até ao final de 2006.

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Os problemas de ordem técnica são a principal dor de cabeça das entidades envolvidas na implementação desta tecnologia e do Electronic Product Code (EPC). O comportamento do EPC em embalagens metálicas, ou, com componentes metálicos é uma das situações que tem de ser analisada, já que a etiqueta deve vir incorporada na própria embalagem do produto.

Actualmente, é ainda incomportável para os fornecedores de produtos de grande consumo ter um sistema de identificação de EPC, uma vez que «custa mais a etiqueta que o produto». Também para os supermercados os investimentos teriam de ser gigantescos Os carrinhos para transportar os produtos com etiquetas electrónicas têm de ser todos de plástico, não podendo ter elementos metálicos.
Desta forma o código de barras «está condenado a existir durante muitos anos», já que mudar uma estrutura comercial para suportar as EPC «só é executável quando 95 por cento dos produtos cheguem ao circuito comercial com as etiquetas de origem», explicou esta responsável.
À semelhança do que aconteceu com o código de barras na altura da sua implementação, o RFID exige um investimento muito grande, quer ao nível da educação dos fornecedores, quer ao nível de equipamentos, e, nos dias de hoje «são poucos os que querem assumir o custo de pioneirismo», realçou a nossa interlocutora.

Questionada sobre o preço das etiquetas, a secretária-geral da GS1 Portugal, revelou que em alguns casos, quando as encomendadas são de larga escala, as etiquetas custam cerca de 50 cêntimos cada uma. No entanto, «há os que garantem que este valor pode ser reduzido aos 5 cêntimos», avançou Maria Luiza Carreira.

Para além dos custos, a Direcção-Geral da Empresa (DGE), do Ministério da Economia e da Inovação destacou a importância da cooperação internacional neste domínio, mais concretamente na normalização e na sensibilização para as vantagens desta tecnologia. Tendo em conta que o desenvolvimento e massificação do RFID envolve a comercialização de infra-estruturas de routers e switches optimizados para correr tais aplicações, a DGE lembrou que colocam-se agora alguns desafios ao mercado, especialmente em relação à atribuição de um standard consensual entre fabricantes, que por seu lado estão já a trabalhar com o consórcio EPCglobal a fim de chegarem a um entendimento global.

A grande aposta é a etiqueta gen2 da EPCGlobal que inclui um EPC que poderá ser lido por todos os leitores em qualquer parte do mundo. De acordo com as previsões, a aprovação desta etiqueta pela EPCGlobal e pela International Standards Organization (ISO) deverá chegar no final de 2005.
 
 
 
 
 
     
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