Banda
larga chega a todo o País De
e
Semana nº 763 de 4 a 10 de Novembro de 2005
Hans
Erhard Reiter, da Ericsson, foi uma
das muitas figuras conhecidas no mundo
das TIC que marcaram presença
no Fleit 2005
A Portugal Telecom promete cobrir
100% do território nacional até Março
de 2006, através da tecnologia Pico DSLAM
«A banda larga vai chegar à totalidade
do território nacional até Março
do próximo ano». O anúncio foi
feito pelo presidente da Comissão Executiva
do Grupo PT, Miguel Horta e Costa que falava durante
a sessão de abertura do III Fórum
Luso-Espanhol de Inovação em Telecomunicações
– Fleit 2005. Para concretizar esta promessa,
o operador incumbente deverá recorrer à
tecnologia Pico DSLAM, desenvolvida no seio do próprio
grupo, através da PT Inovação.
O produto agora anunciado por Horta e Costa não
é mais do que uma pequena caixa telealimentada
que viabiliza a cobertura ADSL «mesmo em zonas
remotas e de baixa densidade populacional».
O equipamento pode ser montado em armários
de sub-repartição ou igualmente em
infra-estruturas de exterior, permitindo a ligação
em banda larga de até oito clientes via telefone
«e sem alteração do preço».
Com
mais este passo, o responsável máximo
do Grupo PT acredita que a empresa «está
a contribuir para a construção de
uma rede de auto-estradas de banda larga ao detalhe
do indivíduo». Horta e Costa aproveitou
para sublinhar que, uma vez concretizado este objectivo,
«Portugal passa a ser o terceiro país
europeu a conseguir atingir esta meta histórica,
logo a seguir à Holanda e também à
Bélgica».
O CEO da PT revelou ainda que a sua empresa «investiu
já mais de 3 mil milhões de euros
só no projecto da banda larga». Mas
para garantir uma efectiva utilização
deste tipo de tecnologia, Horta e Costa lembrou
ser indispensável ultrapassar um outro desafio
igualmente importante: «Conseguir colocar
um PC em cada casa.»
E, se é verdade que nos últimos anos,
«o número de PCs duplicou, a verdade
é que estes valores não são
ainda suficientes». De qualquer forma, o responsável
máximo do operador incumbente disse acreditar
que, «tal como foi possível ultrapassar
o desafio da banda larga, também este segundo
será certamente resolvido».
Por outro lado, o uso da tecnologia de banda larga
depende ainda «da capacidade financeira dos
utilizadores». Para minimizar esta situação,
Horta e Costa lembrou que a sua companhia «tem
vindo a criar um conjunto vasto de pacotes de preços
adaptados a todas as bolsas e situações».
Igualmente presente neste Fórum, Mário
Lino, ministro das Obras Públicas, Transportes
e Comunicações, apontou algumas das
tecnologias indispensáveis à viabilização
da Sociedade de Informação no nosso
país. De acordo com o governante, existe
um enorme potencial na oferta de VoIP, na terceira
geração, nas novas tecnologias sem
fios e também no WiMax. A sua conjugação
permitirá «o desenvolvimento do acesso
móvel em banda larga, com impactos ainda
imprevisíveis nos futuros serviços
a prestar aos clientes».
O ministro sublinhou a baixa taxa de penetração
de computadores pessoais nos lares portugueses mas
lembrou ao mesmo tempo «a elevada taxa de
utilização de banda larga».
Lino aproveitou a ocasião para fazer saber
que o Governo está disposto a promover «esta,
e outras tecnologias, através de um conjunto
de iniciativas programadas para o Plano Tecnológico».
Entre estas, o ministro garantiu que o Governo,
«está a estudar todas as formas ao
seu alcance para estimular a aquisição
de computadores».
Fabricantes
focados na convergência
Os
principais fabricantes de equipamentos
para infra-estruturas de telecomunicações
marcaram presença no Fleit
2005 e aproveitaram para, mais uma
vez, demonstrar que estão a
apostar fortemente nas arquitecturas
IMS e nos novos standards 3G, no sentido
de permitirem aos operadores a disponibilização
de novos serviços de multimedia.
Alcatel, Ericsson, Huawei, Lucent
Technologies e Siemens são
actualmente dos maiores impulsionadores
de um mercado que se prevê que
venha a evoluir muito significativamente
nos próximos anos.