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Semana Informática > Negócios > Altior quer ultrapassar os 100 consultores
 
Altior quer ultrapassar os 100 consultores
De
Semana nº 764 de 11 a 17 de Novembro de 2005


 
 
Franck Deschodt e Sónia Jerónimo, directores executivos da Altior em Portugal
Até ao final do próximo ano, a companhia espera triplicar os 35 quadros com que contava inicialmente

O crescimento ao nível do número de consultores é um dos principais objectivos da Altior, uma empresa de consultoria em ciência e tecnologia, até ao final de 2006. Integrada no Grupo Altran desde 2000, a companhia, que nasceu em 1998, conta actualmente com cerca de 90 elementos, «embora não fossem mais de 35 quando em 2004 a nova administração assumiu funções», explicou ao Semana a directora executiva da Altior em Portugal, Sónia Jerónimo.

O crescimento ultrapassou «claramente os 100 por cento», tendo em conta que a companhia «aposta sempre no recrutamento dos melhores entre os melhores engenheiros disponíveis no mercado nacional». Esta é, de resto, segundo Franck Deschodt, director executivo da Altior, «uma das suas grandes mais-valias e também um factor de diferenciação face à concorrência». O facto de procurar primeiro os consultores e só depois pensar na obtenção de novos projectos «ajuda a que se possa contar com mão-de-obra mais qualificada e, ao mesmo tempo, uma maior confiança do lado dos clientes».


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A empresa actua nas áreas de consultoria de sistemas de informação/TI, telecomunicações e também consultoria organizacional. Ao nível do volume de trabalho, a primeira é a que representa a maior fatia, com um total de 70%.

Os restantes 30% dividem-se entre os 25% das telecomunicações e os 5% da área organizacional. Por seu lado, dentro da área de TI, a empresa encontra-se organizada «por poles de competência com diferentes níveis e que compreendem a parte de desenvolvimento, a funcional, a área de testes, o CRM e o BI, entre outras», sublinhou Deschodt. Os consultores Altior dispõem ainda de formação ao nível de tecnologias como as da Microsoft, da SAP e de Java.

Ainda até ao final do ano, a empresa deverá apostar também «no desenvolvimento de competências específicas ao nível da consultoria organizacional para o sector da banca e seguros». O trabalho deverá decorrer em paralelo «com todos os outros projectos já em desenvolvimento no seio da Altior», existindo actualmente «um primeiro trabalho em curso, embora seja algo ainda muito pequeno», referiu o responsável da empresa de consultoria.

A Altior conta actualmente com 25 a 30 clientes no mercado nacional, «dispondo de parcerias muito fortes com alguns deles», referiu o director executivo. De resto, a ideia de cliente-parceiro «é um conceito chave no posicionamento da Altior» que apresenta este tipo de relacionamento com empresas como a PT-SI, com a qual tem vindo a trabalhar no âmbito dos sistemas de informação do próprio Grupo Portugal Telecom. Da lista de clientes da Altior fazem ainda parte nomes como «a Siemens e a Motorola», segundo referiu Sónia Jerónimo.

A empresa conta com projectos em diferentes pontos do mundo, com destaque para os que tem vindo a desenvolver no Egipto, na Arábia Saudita, na Holanda, em França, na Inglaterra, em Espanha, em Itália e em Marrocos, «em muitos dos casos através da presença directa da Altior naquelas localizações geográficas», sublinhou Franck Deschodt. Um outro país onde a empresa poderá vir a apostar «é no Brasil, através do aproveitamento de sinergias com empresas do grupo ali instaladas», explicou a administradora da companhia.

No caso de Portugal, os clientes situam-se «quase todos na zona da grande Lisboa», embora a Altior tenha consciência «das oportunidades existentes noutros pontos do País». No que à concorrência diz respeito, a empresa de consultoria diz «sentir o peso das grandes instituições» mas «procura usar sempre as suas melhores armas para lhes fazer frente», defendeu a administradora.

Apesar do mau momento do mercado, os responsáveis da Altior mostraram-se confiantes no futuro e defenderam que «o mercado tem vindo a evoluir». Sónia Jerónimo lembrou mesmo que «os empresários estão a ficar um pouco fartos da instabilidade que se tem vivido e começam a querer seguir em frente». Esta situação «vai ajudar a criar um nova dinâmica no mercado».
 
 
 
 
 
     
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