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Semana Informática > Estratégia > eticadata quer requalificar rede de parceiros
 
 
eticadata quer requalificar rede de parceiros
De
Semana nº 769 de 16 a 22 de Dezembro de 2005

 
   
A empresa tem programado acções de qualificação, formação e certificação. Está ainda agendado o incremento do número de parcerias do tipo “integrador”

A requalificação da sua rede de parceiros é uma das apostas da eticadata para os próximos tempos. O anúncio foi feito ao Semana pelo director comercial da companhia, Jorge Segadães, que disse ser intenção da eticadata «levar a cabo uma requalificação da rede actual, proporcionando aos parceiros o acesso a acções de qualificação/formação/certificação». Posteriormente, uma eventual reorganização «poderá levar a algumas alterações de estatuto», adiantou ainda o mesmo responsável.

Por outro lado, a eticadata pretende incrementar o número de parcerias do tipo “integrador” «por forma a potenciar o alargamento do âmbito de utilização do software pela via da customização/verticalização». Na verdade, a companhia tem tentado atrair para a sua «“esfera de influência”, empresas que produzem e/ou representam soluções de hardware e/ou software, e que possam complementar a oferta, potenciando mecanismos de integração».


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A eticadata tem plena consciência da importância da sua rede de parceiros. Como adiantou Jorge Segadães, sem ela «seria certamente mais difícil conseguir corresponder às expectativas das empresas que adquirem o software eticadata». O perfil tipo do utilizador final requer «uma grande proximidade e disponibilidade», pelo que através de uma rede alargada de competências, sejam comerciais e/ou técnicas, a eticadata pretende «chegar mais facilmente aos destinatários do seu trabalho».

Os parceiros podem promover acções de índole variada junto do seu público-alvo, «as pequenas e médias empresas», ou «utilizarem eles próprios o software da eticadata como ferramenta de gestão».

Actualmente com 332 parceiros activos em Portugal, a companhia está sempre a fazer «prospecção e a tentar angariar novos nomes». Como referiu o director comercial da eticadata: «Estamos atentos às oportunidades.» A classificação dos parceiros divide-se por quatro tipos: parceiro certificado (PC), parceiro autorizado (PA), ponto de venda (PV) e parceiro integrador (PI).

Classificação dos parceiros
O primeiro é a entidade reconhecida como «mais capaz quer técnica quer comercialmente para representar a eticadata software e os seus produtos». Por seu lado, o PA é aquele que cumpre requisitos mínimos para representar os produtos eticadata, enquanto as entidades classificadas por Ponto de Venda «terão apenas responsabilidades comerciais na representação dos produtos, estando limitadas na linha de soluções a representar».

Finalmente, o PI é aquele que possui soluções específicas que possam integrar-se com os produtos da eticadata, tendo em vista a necessidade de complementar a solução final a apresentar ao utilizador.
Por seu turno, segundo disse ainda Jorge Segadães, o parceiro certificado e o parceiro autorizado terão uma subclassificação que permitirá identificar qual ou quais as linhas de produtos estão autorizados a representar. Assim sendo, existem os parceiros certificados Platinum e Gold, bem como os parceiros autorizados igualmente Platinum e Gold. Por definição o «parceiro Platinum, terá conhecimentos para representar todas as linhas de produtos».

A admissão ao estatuto a que o parceiro se candidata tem um período provisório de avaliação de seis meses, «de forma a permitir o cumprimento deste, dos requisitos que lhe forem impostos». A revisão do estatuto é feita anualmente, mas uma empresa pode candidatar-se automaticamente ao nível Platinum, «desde que cumpra os respectivos requisitos para tal», garantiu Segadães.

Entre estes, estão os que se referem à formação. Neste caso, após a admissão (provisória) pela eticadata, o parceiro terá o compromisso de durante os seis meses subsequentes ter preparado um técnico, certificado ou autorizado, consoante o estatuto a que se candidatou.

Assim sendo, ao técnico certificado é exigida a frequência em formação e também «fazer com sucesso um exame, elaborado pela eticadata software». Já o técnico autorizado deverá ter frequência num conjunto mínimo de módulos. Uma vez cumprida esta condição, «o parceiro pode pedir a concessão do estatuto definitivo a que se candidatou», garantiu o responsável da eticadata.

Quando se trata do parceiro certificado, este terá ainda mais três meses para preparar o segundo técnico certificado, «como é requisito deste estatuto». O não cumprimento «implicará o retrocesso ao estatuto imediatamente inferior», advertiu Jorge Segadães.

Exclusividade colocada de lado
De notar que ao ponto de venda não é aplicado o requisito de formação, uma vez que as responsabilidades deste tipo de entidades, não vão além do aspecto comercial. O mesmo sucede com o parceiro integrador ao qual, dado o seu perfil, «não será exigido qualquer requisito ao nível de formação».
A eticadata optou por não exigir exclusividade aos seus parceiros. Na base desta decisão está o facto de a companhia ter consciência «de que alguns aspectos particulares do cliente final, do negócio e/ou do segmento de mercado específico podem determinar parcerias complementares, ou mesmo alternativas».

Entre os apoios dados aos seus parceiros contam-se o suporte directo na organização de eventos, como workshops, apresentações e “demos”, «através do envolvimento directo dos recursos técnicos e humanos» da eticadata. A empresa prevê ainda a comparticipação financeira nas acções de marketing promovidas pelos parceiros, já que «tem plena consciência da importância desta componente na gestão moderna de uma organização que pretende ser competitiva». Cada parceiro terá igualmente direito a um percentual do seu volume de compras, como forma de financiamento de campanhas promocionais, de publicidade e para participação em eventos.

Entre os diferentes parceiros da companhia, contam-se nomes como a Mailinfor, a Viabyte, Tecnologias de Informação, a JIFortec, a B&S Computadores, a Sisopção, a NT Informática e a RigorConta, todos eles detentores do estatuto de parceiros autorizados Platinum. Parceiro desde 1998, a Mailinfor integra o Datalog, um produto de vigilância associado às soluções de venda da eticadata. Esta ferramenta efectua o controlo de dados e viabiliza a integração de software para POS, ATM, receptores de GPS, sistemas de NPR e outros sistemas via porta RDS.232.

Com quatro recursos alocados à integração de produtos eticadata, o acordo entre as duas companhias foi estabelecido em 1998. Entre os sectores de mercado preferenciais da Mailinfor contam-se «o empresarial, as cadeias de lojas, as redes de franchising e as oficinas e stands de automóveis», disse ao Semana o sócio gerente da companhia, Pedro Martins.

De olho nas PME
Já no caso da Viabyte, Maria Cândida Meneses explicou que o mercado-alvo preferencial são as pequenas e médias empresas (PME), nomeadamente empresas de serviços ou comerciais, franchising e cadeias de lojas «em que as soluções eticadata respondem integralmente às necessidades». A sócia-gerente da companhia falou ainda no mercado específico de stands e oficinas de automóveis para os quais o seu parceiro tem software, «o AutoGest Stands e Oficinas». A Viabyte trabalha há já sete anos com a eticadata, tendo optado por integrar apenas soluções deste fabricante, «quer passem pela configuração e parametrização das aplicações, quer requeiram desenvolvimentos adicionais».

Paralelamente, a Viabyte tem vindo a desenvolver algumas aplicações para integrarem com produtos do parceiro, «que visam tratar situações específicas que não são contempladas no software standard». Segundo Maria Cândida Meneses, foram ainda criadas «interfaces entre outras aplicações verticais e o software da eticadata, nomeadamente com a Gestão Comercial e a Contabilidade». A companhia possui duas pessoas dedicadas a esta parceria, ambas a nível de direcção, «uma responsável pela parte de implementação e outra pelo desenvolvimento e programação». Para além destes recursos, actualmente conta-se mais um técnico e, segundo a sócia-gerente da Viabyte, pretende-se «admitir um segundo no início do ano com competências na área da programação».

Do lado da JIFortec, a relação de parceria começou há cerca de oito anos, existindo actualmente quatro recursos alocados a esta área de negócio. Embora não integre tecnologia proprietária com ferramentas da eticadata, a JIFortec «tem algumas rotinas a trabalhar integradas», sublinhou o seu gerente, José Isidro. A empresa abrange todas as áreas de negócio, optando por «estudar caso a caso cada cliente novo». Embora não integre apenas eticadata, já que a companhia «não tem software para todas as vertentes de negócio, nomeadamente restauração», ao longo dos anos de parceria, as duas companhias têm vindo a trabalhar conjuntamente em feiras e eventos e também «no apuramento de novas funcionalidades e sugestões para as aplicações futuras».

A trabalhar em projectos que funcionam como módulos verticais para determinados sectores de actividade, em que o software standard não se adapta completamente às regras e modelos de negócio específicos dos sectores, a B&S Computadores é parceira eticadata desde 1998, «portanto há sete anos», referiu o seu director comercial, Paulo Almeida.

Entre os diferentes projectos em que tem vindo a trabalhar, este responsável aproveitou para destacar alguns ligados à gestão de transitários, picking de encomendas sem fios em tempo real e conectores de EDI. Com três elementos a trabalhar a tempo inteiro soluções eticadata e um a tempo parcial, a B&S Computadores focaliza-se, essencialmente, no mercado das PME. Paulo Almeida acredita que «a consultoria de gestão, baseada na experiência profissional dos quadros técnicos, constitui a grande mais-valia das soluções da companhia».

Um jovem parceiro
A trabalhar com empresas da área do comércio, serviços e algumas da indústria, a Sisopção estabeleceu o acordo de parceria com a eticadata em Fevereiro de 1998. Embora não integre apenas software deste parceiro, esta «é a solução que aconselha», referiu o seu sócio gerente, Nelson Henriques.

Os três técnicos e o programador, «que trata das interfaces», têm vindo a desenvolver diferentes projectos, entre os quais «alguns módulos específicos para determinados negócios». Já do lado da NT Informática, 95 por cento do software integrado é eticadata. Mas a companhia integra também tecnologia proprietária, contando com seis recursos alocados a esta área de negócio para um total de sete anos de trabalho em comum.

O mais jovem parceiro da eticadata contactado pelo Semana é a RigorConta, com acordo estabelecido há apenas três anos. Actualmente, a companhia conta com dois técnicos formados em tecnologia do parceiro e integra «praticamente» apenas eticadata, segundo disse ao Semana, o seu socio-gerente, Carlos Henriques. As pequenas e médias empresas são o mercado-alvo preferencial desta companhia que tem o seu negócio restringido ao distrito de Santarém e, dentro deste, «particularmente à sua zona Norte». Na origem desta situação estão «motivos de ordem operacional e de proximidade».

A verdade é que, este último aspecto é tido como «de grande importância» para a RigorConta, já que lhe permite «rapidez no apoio técnico constante às várias solicitações» que, em 95% dos casos, dizem respeito a «questões relacionadas com consultoria, no âmbito das aplicações».

Entre as mais-valias que a Mailinfor encontra nesta parceria, Pedro Martins optou por destacar «a possibilidade de implementar soluções tecnologicamente evoluídas com suporte pós-venda que permite garantir o bom funcionamento do parque informático». Já do lado da Sisopção, Nelson Henriques falou no preenchimento «de certas lacunas» que a sua companhia possuía «em termos de software de gestão».

A evolução da empresa suportada nas novas tecnologias e também a possibilidade «de dotar os clientes com as ferramentas de gestão mais adequadas à modernização das suas empresas» são, segundo Carlos Henriques, algumas das mais-valias que esta parceria trouxe à RigorConta. Já Maria Cândida Meneses aponta «a notoriedade que a própria marca aporta, a continuidade na evolução tecnológica e a qualidade e constante optimização dos produtos», como pontos a favor desta relação com a eticadata.

Do lado das vantagens para a eticadata, José Isidro acredita que o valor que aportam às soluções do parceiro é «de alta importância». Este responsável disse que «as soluções são muito bem enquadradas com os negócios das empresas», ao passo que o director-geral da NT Informática, João Pedro Matos, apontou «a facilidade de utilização» como a grande mais-valia. Já Paulo Almeida disse ao nosso jornal que «as soluções eticadata fazem parte do portfolio de produtos em que a B&S Computadores coloca mais ênfase».


 
Parceiros Tempo de parceria Técnicos alocados Pontos a melhorar
JIFortec 8 anos 4 Um processo mais célere no lançamento das novas aplicações
B&S Computadores 7 anos 4 Capacidade de resposta às solicitações apresentadas, nomeadamente relacionadas com o desenvolvimento de novos produtos
NT Informática 7 anos 6 Criação de um objectivo anual em termos de software e saídas de novos produtos
Sisopção 7 anos 4 Rapidez no desenvolvimento de novas soluções
Mailinfor 7 anos 4 N.D.
Viabyte 7 anos 3 N.D.
RigorConta 3 anos 2 Aplicações deverão dispor da maior simplicidade possível nas diferentes vertentes que as compõem
 
 
 
 
 
     
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