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Prológica muda de mãos
De
Semana nº 774 de 27 de Janeiro a 2 de Fevereiro de 2006

 
 
Luís Cabrita, presidente do conselho de administração da Prológica SGPS

A operação baseou-se num management buy out de três dos antigos gestores da empresa e num management buy in realizado por dois novos accionistas. O negócio ficou concluído no início de Janeiro

O negócio em questão baseia-se na aquisição de 67 por cento da Prológica SA, detida pelo grupo belga Systemat. A operação realizada pelos novos managers dá origem à constituição da Prológica SGPS, enquanto a Systemat, que fica com 33% do capital da empresa, mantém a sua estrutura accionista sob a designação de Prológica SA.

Em entrevista ao Semana, Luís Cabrita, presidente do conselho de administração da Prológica, não revelou os valores envolvidos no negócio.


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O presidente do conselho de administração da Prológica explicou que no início do ano, o Grupo Systemat, accionista a 100% da Prológica e cotado na bolsa belga, decidiu em assembleia-geral encerrar totalmente ou parcialmente todas as operações internacionais. Na altura, a Systemat possuía operações no Magreb, em França e em Portugal.

As operações no Magreb foram as primeiras a fechar, uma vez que se tratavam de operações indirectas, logo, mais simples de encerrar. Seguiu-se a operação em França que ficou concluída com um processo de management buy out. No seguimento dessa estratégia, a Systemat contactou o director-geral em Portugal para saber se existia algum interesse em realizar-se uma operação semelhante a esta.

Na altura Luís Cabrita e João Pinto e Sousa, dois ex-sócios da ParaRede, ponderaram entrar na operação. Uma vez consumada a entrada da nova administração, os planos traçados para o próximo exercício fiscal passam por aumentar a facturação da Prológica de 30 milhões de euros para 33 milhões de euros, registar um crescimento de 2% de lucro e iniciar a internacionalização de alguns produtos, de forma a que os negócios no estrangeiro representem 4% das receitas totais em 2006.

Luís Cabrita refere que estas metas são «perfeitamente tangíveis» com o aumento das competências internas da companhia e com a manutenção do volume de negócios na comercialização de hardware e dos licenciamentos Microsoft. Por outro lado, a administração da Prológica tem em vista o início de um novo pacote de serviços que possibilite o aumento da margem dos negócios de uma forma indirecta. Para isso, vão ser criadas novas linhas de produtos de software através de novas representações para entrada no mercado a curto prazo.

Este novo posicionamento da Prológica implica uma nova reorganização da empresa, baseada em soluções e produtos e na especialização da oferta de soluções. A empresa está a atravessar um processo de certificação da norma ISO 9001. O Semana publicará na próxima edição uma entrevista com o novo presidente do conselho de administração da Prológica, na qual revelará detalhes das operações da empresa.
 
 
 
 
 
     
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