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Sector das TI cresce mais do que a média europeia

De Rui Jorge Cruz

 
   
As Tecnologias de Informação em Portugal representaram no ano passado 1,4 por cento do valor total do mercado europeu. As estimativas para 2006 são as de um crescimento de 6,6%, bem acima dos 4,8% da média europeia

Os gastos realizados em Portugal em tecnologias de informação (TI) no ano de 2005 ascenderam a algo como 2680 milhões de euros - montante estimado pelo Observatório Europeu das Tecnologias de Informação (mais conhecido pela sigla em inglês EITO) -, a que corresponderia um crescimento nominal de 4,3 por cento face ao ano anterior. Estes números resultaram de um esforço conjunto do Observatório Europeu e da IDC. Mas, se se considerar o montante calculado por esta empresa de estudos de mercado para os investimentos em TI no mercado português em 2005 - 2323 milhões de euros (2962,3 milhões de dólares) neste ano contra 2178 milhões de euros (2777,8 milhões de dólares) no ano anterior -, chegar-se-á a um crescimento de 6,6 por cento, mais animador num ano em que a taxa oficial de inflação se situou nos 2,3 por cento.


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A nível europeu, a estimativa destas duas entidades para o crescimento dos gastos em tecnologias de informação em 2005 situa-se entre os 4,2 e os 4,98%. Tal diferença resulta não só das metodologias distintas como também do facto de a IDC fazer as suas contas em dólares norte-americanos (e 2005 foi um ano de apreciáveis oscilações na depreciação da moeda dos EUA face ao euro).

Em relação ao crescimento de 4,1% registado pelo EITO para o conjunto dos 25 países da União Europeia em 2005, Portugal situa-se, assim, um pouco acima da média - facto ainda mais acentuado se se considerar a União a 15, cuja média de gastos em TI se cifrou nos 3,8%, no mesmo ano em que Viviane Reding, a comissária europeia para a Sociedade da Informação, lançou a iniciativa «i2010 - Por uma Sociedade da Informação Europeia para o Crescimento e o Emprego».

De acordo com a IDC, 55,1% dos gastos em Portugal no ano passado com as TI destinaram-se a hardware (face a 35,8% na Europa), tendo o software absorvido 13,9% (contra 19,7% a nível europeu) e os serviços 31% (44,5%). Este contraste com o muito maior peso relativo dos equipamentos face aos serviços numa comparação com o conjunto da Europa sugere que, no domínio das TI, Portugal se encontra ainda num estádio mais atrasado de maturação dos seus sistemas de informação.

O EITO, por seu lado, fornece uma interessante repartição do investimento europeu no conjunto das tecnologias de informação e comunicações. Num mercado estimado, em 2005, de 516,7 mil milhões de euros (659 mil milhões de euros), só os serviços dos operadores de telecomunicações contribuíram com nada menos de 44%. Ora, se se descontar esta parcela, verifica-se que o peso dos serviços no conjunto dos gastos em TI no Velho Continente se situa nos 11,2% - número que não surpreenderá dados os enormes investimentos que os países do Leste europeu ainda estão a fazer nas suas infra-estruturas de sistemas de informação.

Portugal constituiu, no ano passado, 1,4% do mercado europeu no hardware, e 0,6% tanto no software como nos serviços - pesos relativos que, segundo a IDC, se deverão manter em 2006 e até 2009. Para 2006, a IDC prevê que o mercado das TI em Portugal cresça acima da média europeia, para o equivalente a 2502 milhões de euros (3190 milhões de dólares).

Portáteis aproximam-se dos desktops
Olhando mais de perto o mercado português das TI em 2005, ainda de acordo com a IDC, verifica-se que o segmento dos computadores pessoais de secretária apresenta vendas na ordem das 348 mil unidades, menos 3,8% que no ano anterior. Com uma quota de 29%, a HP liderou este segmento graças a um aumento de 10,5% no seu volume de vendas e o segundo maior vendedor, a Solbi, ficou-se pelos 8,1%, a par da Dell, com 8%.

 
   
A Solbi foi, assim, a grande perdedora de 2005 nos PC, com menos 35,5% de unidades vendidas, tendo a HP subido 10,5% e a Dell uns surpreendentes (porque confinados às grandes empresas) 24,2%. Também a Fujitsu Siemens Computer registou um recuo de 33,5% nas suas vendas de desktops, o que a relegou para a sexta posição.

De acordo com os dados provisórios da IDC, o panorama dos PC parece ter-se alterado no primeiro trimestre de 2006, com um crescimento de 2,6 por cento do total de unidades, com a HP e a Dell a reforçarem posições (37,9 e 10,5%, respectivamente), à custa sobretudo da Tsunami (JP Sá Couto) e da Solbi, ambas com 6,4% do mercado.

Já nos computadores portáteis a tendência foi inversa - um crescimento de 36,4% no número de unidades -, com um volume de quase 299 mil máquinas em 2005. O número de notebooks vendidos está, assim, a aproximar--se rapidamente do dos desktops, o que mostra que, neste particular, o mercado português está em linha com a tendência mundial para a substituição do tradicional computador de secretária pelo portátil, tanto no lar como nas empresas.

Os dados provisórios da IDC para o primeiro trimestre deste ano mostram um crescimento de 42,3% (mais cerca de 26 mil portáteis vendidos) face a igual período do ano passado.

Neste segmento dos portáteis, a Acer, de Taiwan, conseguiu o primeiro lugar, com 21,4% das unidades vendidas, ultrapassando a HP - que se ficou pelos 19,6% - e a Toshiba (16,7%). A Acer apostou numa agressiva política de preços, a qual lhe permitiu aumentar as suas vendas em 76,3% face a 2004. E embora a aposta nos preços baixos tenha sido comum a quase todos os fabricantes asiáticos, o conglomerado de Taiwan dispõe de condições particularmente favoráveis para esta estratégia, pois, além da sua própria marca, é um dos maiores (se não o maior) produtores de notebooks em regime de OEM para outros fabricantes.

Nos três primeiros meses de 2006, o ranking dos computadores portáteis voltou a apresentar a HP no primeiro lugar, com 18,8% seguida da Asus - que, com um crescimento estrondoso de 593%, chegou à quota de 17,5%, ultrapassou a Toshiba (cujo aumento de vendas lhe permitiu chegar à quota de 17,3%) e relegou a Acer para quarta posição (13,8%).

O crescimento das vendas dos dispositivos portáteis não se fica pelos computadores. Outros, como os computadores de bolso ou os telemóveis com organizadores pessoais (também conhecidos por smartphones), registaram igualmente um crescimento continuado, com mais de 200 mil unidades. De acordo com a IDC, o total de telemóveis continuou a constituir a fatia de longe mais grossa na área da mobilidade, com 3283 milhões de unidades em 2005 - número só justificável num mercado já saturado como o português por este ano ter sido o do lançamento, pelos operadores de telecomunicações, de ofertas de serviço mais atraentes baseadas na terceira geração de comunicações móveis (3G), nomeadamente em matéria de serviços de dados.

Arquitectura x86 alavanca procura de servidores
No capítulo dos servidores de arquitectura x86 - ou seja, com processadores da Intel ou da AMD -, o ano passado viu a procura crescer 13,2%, para mais de 24 mil unidades. De acordo com o EITO, esta taxa de crescimento só é comparável à da União Europeia a 15 mais Noruega e Suíça; se se considerar a União Europeia (a 15 ou a 25) ou o conjunto da Europa, esta taxa é cerca do dobro em qualquer dos casos.

A HP voltou a manter aqui uma liderança destacada, com uma quota de 47,3% e um crescimento de 16,4% em termos de unidades (Fig. 4). Seguiu-se-lhe a IBM, com 14% do mercado mas um crescimento das vendas de 32,3%. Notável foi a progressão da Dell neste segmento, tendo-lhe um aumento das suas vendas de 61,1% garantido a terceira posição, com 11,9%.

 Venda de servidores em Portugal entre 2004 e 2005
Fabricante 2004 Quota de mercado 2005 Quota de mercado Crescimento
HP 10.073 46,00% 11.720 47,30% 16,40%
IBM 2.615 11,90% 3.461 14,00% 32,30%
Dell 1.838 8,40% 2.962 11,90% 61,10%
Solbi/CityDesk 1.555 7,10% 1.262 5,10% -18,80%
Fujitsu Siemens 1.541 7,00% 712 2,90% -53,80%
Tsunami 194 0,90% 395 1,60% 103,60%
Acer 156 0,70% 343 1,40% 119,80%
Shine 271 1,20% 229 0,90% -15,50%
NEC CI 106 0,50% 100 0,40% -5,70%
Grupo Bull 29 0,10% 48 0,20% 65,60%
Outros 3.519 16,10% 3.564 14,40% 1,30%
Total 21.897 100,00% 24.769 100,00% 13,20%
        (Fonte: IDC)

Em termos relativos - pois as suas vendas não ultrapassaram as centenas de unidades -, assinale-se o crescimento da Tsunami (marca nacional) e da Acer, respectivamente de 103,6 e 119,8%. Nas perdas de posições, destacaram-se a Solbi e a Fujitsu Siemens, com quebras de 18,8 e 53,8%.

O cenário oferecido pelos dados provisórios da IDC para o primeiro trimestre deste ano mostra que a IBM trocou de lugar com a Dell por ter visto as vendas de servidores baixarem quase 62% face ao período homólogo de 2005. A HP mantém a posição cimeira, com 50,9% das vendas graças encomendas de 2973 unidades.

Interessante no domínio dos servidores é a acesa concorrência de diversos fabricantes globais também já pela gama de entrada: com modelos cujos preços se situam, por vezes, abaixo dos 500 euros, a distinção entre os computadores de secretária e os servidores volta a esbater-se. Das especificações dos equipamentos às funcionalidades que os acompanham, os servidores da gama de entrada estão a nivelar-se pelos PC da gama média, o que leva já clientes empresariais a optarem por esse mesmo tipo de servidores para equiparem os seus postos de trabalho (desde que a portabilidade não seja um requisito).

Venda de impressoras cai em 2005
As impressoras, pelo contrário, registaram em 2005 um recuo nas vendas face ao ano anterior. De acordo com o Gartner, venderam-se menos de 230 mil unidades, das quais 40,4% couberam à HP - empresa que, apesar de ver o seu volume de vendas reduzido em 24% face a 2004, manteve a liderança nas impressoras. Também em perda esteve a Samsung (16%) mas a Epson e a Lexmark cresceram, respectivamente, 19 e 25 por cento, o que lhes proporcionou o segundo e o terceiro lugares do ranking, respectivamente com 24,1% e 11,8%.

Já a IDC apresenta um panorama das vendas de impressoras com algum contraste com este no que respeita às unidades - 204 mil -, mas a HP também lidera (com uma quota de 45,7 por cento), seguida igualmente da Epson (16,2%) e da Lexmark (12,4%).

Ainda segundo o Gartner, no primeiro trimestre deste ano, a HP continuou a perder quota de mercado mas o mesmo sucedeu com as “ganhadoras” de 2005: tanto a Lexmark como o Epson registaram grandes quebras nas suas vendas de impressoras (respectivamente menos 32% e menos 79%), parecendo a grande beneficiária ser a Samsung, cujas vendas cresceram 46% face ao período homólogo de 2005.

 Comercialização de portáteis no mercado nacional entre 2004 e 2005
Fabricante 2004 Quota de mercado 2005 Quota de mercado Crescimento
Acer 36.326 16,60% 64.027 21,40% 76,30%
HP 47.387 21,60% 58.639 19,60% 23,70%
Toshiba 42.297 19,30% 49.822 16,70% 17,80%
Asus 12.250 5,60% 25.276 8,50% 106,30%
Fujitsu Siemens 13.749 6,30% 17.270 5,80% 25,60%
Tsunami 9.556 4,40% 9.229 3,10% -3,40%
Sony 3.130 1,40% 9.062 3,00% 189,50%
Solbi/CityDesk 7.521 3,40% 8.708 2,90% 15,80%
Dell 4.611 2,10% 7.220 2,40% 56,60%
Triudus 5.472 2,50% 4.637 1,60% -15,30%
Outros 36.972 16,80% 45.020 15,10% 22,40%
Total 219.090 100,00% 298.911 100,00% 36,40%
         
(Fonte: IDC)

Sector financeiro injecta 700 milhões de euros
Para 2006, a IDC prevê que os investimentos das empresas do sector financeiro em tecnologias de informação cresçam na ordem dos 5%, para um montante superior aos 700 milhões de euros. Dos 688 milhões de euros gastos no ano passado, 44% destinou-se aos serviços de TI, 40 por cento ao hardware e 16 por cento ao software.

Porque o combate à fraude e à lavagem de dinheiros, por um lado, e as imposições de maior concorrência e harmonização de práticas no âmbito da União Europeia, por outro, serão os principais motores dos investimentos do sector nos próximos anos, deverá ser a parcela de gastos com o software a registar um maior crescimento - 112 milhões de euros em 2005 para 146 milhões de euros em 2009, segundo a IDC. Para tal também contribuirão não só as metas no plano da racionalização e da integração das suas infra- -estruturas como também no da diversificação dos serviços prestados aos clientes (como é o caso dos serviços online).

A avaliação do desempenho das empresas em tempo quase real é, por outro lado, uma das recomendações do Gartner para este sector visando a disponibilização permanente de informação pormenorizada aos gestores de topo e aos accionistas. É, aliás, também neste sentido que apontam as normas impostas pelo documento conhecido por «Basileia II», que acarretam, por seu lado, no domínio das TI, desafios em matéria de arquitectura, integração e gestão de dados - os quais têm fortes implicações nos processos de negócio e constituem uma oportunidade para ganhos de eficiência mas também um risco no caso de se verificarem falhas na análise dos processos ou na escolha e articulação dos componentes das soluções adoptadas.

Operadores fixos investiram 5,23% do PIB
Segundo o Observatório Europeu das Tecnologias de Informação (EITO), Portugal e Grécia foram os países da União Europeia a 15 que mais viram crescer os seus investimentos em telecomunicações em 2005. Em contraciclo com a evolução da economia, tais investimentos foram feitos, em Portugal, sobretudo nas infra-estruturas das redes móveis, em particular nas tecnologias 3G e HSDPA - por muitos considerado o 3,5G e que permite às telecomunicações móveis baterem-se efectivamente com o DSL e o cabo na disputa pelos serviços de dados.

 Comercialização de PCs em Portugal entre 2004 e 2005
Fabricante 2004 Quota de mercado 2005 Quota de mercado Crescimento
HP 92.212 25,50% 101.929 29,30% 10,50%
Solbi/CityDesk 43.950 12,10% 28.364 8,10% -35,50%
Dell 22.390 6,20% 27.820 8,00% 24,20%
Tsunami 32.449 9,00% 27.320 7,80% -15,80%
Fujitsu Siemens 27.845 7,70% 18.504 5,30% -33,50%
GoldNet 11.543 3,20% 17.963 3,10% 55,60%
Acer 9.144 2,50% 14.744 4,20% 61,30%
Chip7 9.857 2,70% 10.717 3,10% 8,70%
Triudus 126.417 3,50% 9.911 2,80% -21,40%
Shine 7.970 2,20% 8.916 2,60% 11,90%
Outros 91.971 25,40% 82.110 23,60% -10,70%
Total 361.948 100,00% 348.297 100,00% -3,80%
         
(Fonte: IDC)

Ainda de acordo com o EITO, os investimentos em infra-estruturas (capital fixo) por parte dos operadores de telecomunicações portugueses em 2005 terá ultrapassado os 6300 mil milhões de euros, na ordem dos 5,23% do PIB - um montante sem dúvida elevado se se tiver em conta que, segundo o Gartner, a facturação das telecomunicações em 2005 em pouco terá passado dos 2800 mil milhões de euros. A IDC, que emprega uma metodologia distinta para quantificar o valor das telecomunicações, considera que este mercado já em 2004 ultrapassara os 5 mil milhões de euros.

Mesmo assim, importa assinalar que os operadores portugueses (à imagem dos seus congéneres europeus) têm vindo a cooperar e a partilhar custos na implantação das suas redes de 3G como forma de viabilizar os serviços de terceira geração. No auge da “bolha”, estes mesmos operadores pagaram autênticas fortunas pelas licenças de operação nesta banda de frequências mas os elevados custos de implantação das novas redes - que têm de possuir uma densidade três vezes superior às do GSM - e os atrasos no desenvolvimento dos telemóveis para o 3G forçaram ao adiamento do seu arranque.

Cresce a aposta da administração pública
À míngua de números fiáveis quanto aos investimentos em tecnologias de informação e comunicações na administração pública portuguesa em 2005, um dos estudos mais recentes nesta área pertence à IDC e, partindo do ano de 2004, faz uma projecção dos investimentos nesta área até 2008.

Sob o título «Administração Pública Central e Local, Saúde e Educação: Sondagem e Previsões, 2004 - 2008» e datado de Setembro de 2005, este estudo resulta de um trabalho desenvolvido a nível europeu há mais de dez anos, assentando as previsões em modelos exclusivos [da IDC] e específicos de cada mercado, contando também com uma sondagem junto de 94 organismos públicos nacionais. E nele se diz que, globalmente, em 2004, os gastos da administração pública em tecnologias de informação terá sido de 253 milhões de euros (323 milhões de dólares). Ainda de acordo com este estudo, o crescimento acumulado dos investimentos na administração pública em tecnologias de informação e comunicações entre 2003 e 2008 será cerca de 35%, atingindo os milhões de euros 322 milhões de euros (411 milhões de dólares) em 2008.

As áreas da economia e finanças, da segurança social e da defesa serão as principais beneficiárias dos gastos da administração pública em 2004. O investimento total neste ano em hardware foi de 113,2 milhões de euros (144 milhões de dólares), prevendo-se que atinja os 146 milhões de euros (186 milhões de dólares) em 2008, com um crescimento médio anual entre 2003 e 2008 de 6,9%. Nas categorias de serviços e de software, esperam--se «crescimentos médios de, respectivamente, 5,1% e 8,7% entre 2003 e 2008». Neste ano, os investimentos em software atingirão os 37 milhões de euros (47 milhões de dólares) - contra os 26,6 milhões de euros (34 milhões de dólares) de 2004 -, e os gastos em serviços ficarão nos 138,8 milhões de euros (177 milhões de dólares) quando em 2004 este valor cifrou-se nos 113,7 milhões de euros (145 milhões de dólares). Por seu lado, a Associação Nacional das Empresas das Tecnologias de Informação e Electrónica (ANETIE) conduziu uma análise detalhada do Programa de Simplificação Administrativa e Legislativa (SIMPLEX) com o objectivo de apurar também o impacto económico que as medidas deste iniciativa governamental, directa ou indirectamente, provocarão na indústria nacional das TI, estimando a associação que o mesmo possa ultrapassar os 100 milhões de euros.

PME tornam-se alvo das TI
No outro extremo, por assim dizer, do tecido económico português - as pequenas e médias empresas (PME) -, os investimentos em tecnologias de informação e comunicações (TIC) assumiram em 2005 uma expressão talvez inesperada atendendo ao momento depressivo do ciclo económico. O que é certo é que, segundo a IDC, as pequenas e médias empresas gastaram o equivalente a milhões de euros 832,2 milhões de euros (1060 milhões de dólares) no ano passado, um montante mais de três vezes acima do da administração pública.

Se, no tecido económico português, predominam largamente as pequenas empresas, deverá referir-se que, para a IDC, uma PME é qualquer empresa com menos de 100 empregados. Numa análise um pouco mais fina, restrita às empresas com 10 a 99 trabalhadores, verifica-se que este subconjunto é responsável por cerca de 70% dos 1060 milhões de dólares de investimentos em TIC.

Deste total de gastos em tecnologias de informação e comunicações pelas pequenas e médias empresas em 2005,501 milhões de euros (639 milhões de dólares) foram em hardware, 97,2 milhões de euros (124 milhões de dólares) foram em software e menos de 235,2 milhões de euros (300 milhões de dólares) foram canalizados para serviços de TI. A IDC estima que, em 2009, os investimentos totais das pequenas e médias empresas em TIC tenham passado os 705,7 milhões de euros (900 milhões de dólares), com o software a registar um crescimento médio anual superior, na ordem dos 8%.
 
 
 
 
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