Exportação per capita cresce nas empresas De Rui Jorge Cruz
Em finais
de 2005, as 26 empresas analisadas possuíam
em conjunto 4068 trabalhadores e somaram vendas
para o estrangeiro de 430,759 milhões de
euros. A Chipidea, a NumberFive e a Altitude Software
são as empresas que ocupam o pódio
Agora que tanto se fala de produtividade
- em geral, e lamentavelmente, só do trabalho
-, é irresistível lançar um
olhar sobre a capitação do valor exportado
pelas empresas do sector das TI.
Este sector usa de forma intensiva os equipamentos
e o software, recorre também intensivamente
a uma nova forma de capital - o conhecimento, traduzido
na elevada qualificação dos seus trabalhadores
e protagonistas - mas não é por isso
que deixa de usar mão-de-obra de modo bastante
intensivo, por mais geradores automatizados e inteligentes
de código e de aplicações que
sejam inventados. Exemplos: a Altitude Software,
com 220 empregados, a Chipidea (216), a Critical
Software (147) ou o grupo Aitec, com 250 pessoas.
É claro que as empresas
com uma grande componente de serviços de
TI precisam, em princípio, de dispor de mais
técnicos do que um laboratório de
desenvolvimento de uma start-up. Por isso, empresas
como a Novabase (1326 pessoas), a Reditus (470),
a WeDo (230) ou a Promosoft (296) são as
que registam maiores números de trabalhadores.
No total, o levantamento aqui feito das empresas
portuguesas de TI exportadoras mostra que as 26
empresas consideradas empregavam, em finais de 2005,
cerca de 4068 trabalhadores e somaram vendas para
o estrangeiro 430,759 milhões de euros.
Restringindo a análise às empresas
contactadas e que disponibilizaram toda a informação
necessária, o em 2005 foi de cerca de 33
500 euros - montante que será interessante
comparar com o equivalente noutros sectores.
Como seria de esperar, foram as empresas com maior
peso da exportação no total das suas
vendas que revelaram montantes mais altos no valor
exportado anual per capita: a Chipidea, com 96.412
euros, seguida da NumberFive (68 403 euros) e de
Altitude Software (62 225 euros).
Existe aqui, contudo, uma correlação
mais importante e significativa: o potencial exportador
em valor será maior nas empresas que assentem
a sua actividade mais em capital intelectual próprio
- tecnologias e produtos por si desenvolvidos -
e menos em serviços baseados em trabalho
de menor qualificação ou de menor
valor acrescentado.