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Semana Informática > Actualidade > Microsoft apoia presidência portuguesa da UE
 
 
Microsoft apoia presidência portuguesa da UE
De
Semana nº 836 de 4 a 10 de Maio de 2007


 
 
A Microsoft assinou dois novos protocolos com o Governo português
O investimento ronda os 250 mil euros, entre licenciamento integral de 200 computadores e disponibilização do Office 2007 System, do Forefront Client Suite e de serviços de apoio

A Microsoft anunciou o estabelecimento de um protocolo com a Estrutura de Missão para a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia. O acordo traça as linhas mestras do apoio que a empresa de Bill Gates deverá prestar ao Governo luso, no âmbito da presidência portuguesa da UE, que decorre nos últimos seis meses de 2007.

Representando um investimento de 250 mil euros, a multinacional norte-americana vai avançar com a cedência de uma infra-estrutura tecnológica que prevê o licenciamento integral de 200 computadores a utilizar pelas delegações políticas dos países europeus, pela própria organização e ainda pelos jornalistas que acompanharem as acções promovidas. O valor a investir compreende também a instalação de ferramentas de produtividade e de segurança da Microsoft, como a suite completa do Office 2007 System ou o Forefront Client Suite.


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A multinacional norte-americana vai ainda assumir toda a área referente a serviços, nomeadamente no que diz respeito a consultoria de gestão de projecto, onde está prevista a instalação, parametrização, customização, uniformização de ambientes e help-desk. Este apoio deverá ser totalmente coordenado por uma equipa da Microsoft especialmente designada para o efeito, e vai contar ainda com a colaboração de algumas universidades técnicas nacionais. Neste caso, o objectivo é dar a possibilidade aos estudantes portugueses de Engenharia Informática de se iniciarem «no mundo do trabalho, através de um estágio profissional», refere a empresa.
No entender de Nuno Duarte, director-geral da Microsoft Portugal, o apoio da sua companhia à presidência portuguesa tem como fim «ajudar a posicionar de forma positiva Portugal no mais alto palco da Europa», através da utilização «das tecnologias mais sofisticadas».

Por seu turno, Jaime Leitão, encarregado pela Estrutura de Missão para a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, adiantou que Portugal «procura uma presidência muito leve e sem show-off», mas que apresente, ao mesmo tempo, «critérios de excelência no que diz respeito, por exemplo, à tecnologia e à informática».

Este patrocínio da Microsoft ao Estado-membro que detém a presidência da União Europeia não é novidade, tendo existido já projectos semelhantes noutros países.

A companhia aproveitou ainda a ocasião para assinar um outro protocolo, desta feita com o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), cujo propósito é proporcionar estágios de três meses de formação tecnológica a quadros dos PALOP e de Timor-Leste em Portugal.

Nesse sentido, deverão ser realizados seis estágios por ano, que terão a duração de três meses, totalizando 18 estágios ao longo dos três anos de duração do protocolo. Os estágios, dirigidos a quadros técnicos dos ministérios sectoriais dos PALOP, contam com bolsas de estudo, enquadradas no programa do IPAD para este fim. A ideia é reforçar a formação de quadros técnicos dos ministérios daqueles países africanos e também de Timor-Leste no que à utilização das novas tecnologias diz respeito.

O protocolo prevê ainda o alargamento da Rede de Professores Inovadores de Língua Portuguesa aos PALOP e também a Timor-Leste. Conforme sublinhou Nuno Duarte, este protocolo é um dos 18 previstos no Memorando de Entendimento assinado no princípio de 2006 entre Bill Gates e o Governo português, no âmbito do apoio da Microsoft ao plano tecnológico. Por seu lado, Augusto Correia, presidente do IPAD, defendeu que este tipo de parcerias público/privado estabelecidas com a Microsoft «fazem todo o sentido, ajudando a colocar o país num novo patamar de excelência».

A assinatura dos protocolos contou ainda com a presença de Neil Holloway, presidente da Microsoft Europa, Médio Oriente e África (EMEA), que aproveitou para defender que «a educação é a chave do desenvolvimento e começa pela qualidade das escolas e universidades mas passa também pela formação e desenvolvimento de competências em tecnologias ao longo da vida activa». Holloway explicou ainda que a sua companhia tem memorandos de entendimento com 25 países da União Europeia que beneficiam meio milhão de professores.

O presidente da Microsoft quis também deixar claro que a multinacional aposta na investigação e desenvolvimento na Europa, razão pela qual conta actualmente «com mais de dois mil empregados a trabalhar em investigação» só nesta região.

 
 
 
 
 
     
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