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Semana Informática > Especial > Infra-estruturas
 
 
ÍNDICE:
 Análise de mercado TI
Sector cresce muito acima do PIB nacional
Portugal longe da média europeia em investimentos em TI

 Sectores em análise
Um ano de crescimento comedido
Bases de dados
Business intelligence
Contact Centers
Enterprise resource planning
Formação
Gestão documental
Infraestruturas
Integradores
Outsourcing
Networking
Segurança
Servidores
Sistemas de Informação geográfica
Armazenamento
Telecomunicações
 Opinião
Simplificar as TI para vencer no negócio

 Internacionalização
Tecnológicas aumentam capacidade de internacionalização

 Modernização Empresarial
QREN fomenta investimento nacional

 Mercado de trabalho
Recrutamento de profissionais de TI no bom caminho

 Estudo Salários/Opinião
Salários de mãos dadas com currículos
SI do really matter!

 VOXPOP
Empresários pedem redefinição de objectivos do Governo
  ESTADO DA NAÇÃO SECTORES EM ANÁLISE

Infra-estruturas
De

 
Os processos de reestruturação das empresas obrigam a uma maior flexibilidade dos sistemas de informação de forma a alinhar as infra-estruturas tecnológicas com os objectivos de negócio

A Service-Oriented Architecture (SOA) é uma arquitectura que tem como princípio disponibilizar as funcionalidades implementadas pelas aplicações na forma de serviço. Esta arquitectura será utilizada em mais de 50 por cento das novas aplicações operacionais mission critical para os serviços e processos empresariais em 2007, e em mais de 80% em 2010, segundo a Gartner.

Neste último ano, a SOA aumentou a sua popularidade, traduzindo-se numa adopção que se tem expandido através de indústrias verticais, áreas geográficas e de organizações de dimensões variadas. No entanto, o número de projectos fracassados cresceu também, e as organizações têm descoberto que os benefícios da SOA têm os seus custos, à medida que os desafios associados com a sua adopção se tornaram mais aparentes.


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Mas nenhum decisor duvida da necessidade de ter os seus sistemas de informação mais flexíveis e dinâmicos de forma a estarem alinhados com os objectivos de negócio.
A arquitectura orientada a serviços está na agenda dos responsáveis dos departamentos de tecnologia das principais empresas em Portugal por ser uma arquitectura estruturante para o desenvolvimento de novos negócios, no entanto, a Gartner estima que em 2008 os custos iniciais para aplicações de grandes dimensões orientadas por serviços só se justificarão para projectos com uma longevidade planeada de três anos ou mais.
Em relação ao mercado nacional, não existem dados relativos ao valor ou à real dimensão deste mercado, no entanto, Luís Nogueira, engenheiro de pré-venda especialista em SOA para Portugal e Espanha da BEA Systems Portugal, refere que «as empresas estão finalmente a compreender melhor a área de infra-estruturas de integração e a sua verdadeira finalidade, e chegam à conclusão que a sua adopção é praticamente obrigatória». Sem adiantar dados, o interlocutor da BEA regista que este mercado «está a crescer, munindo as empresas com melhores capacidades de resposta nos processos de negócio ao mesmo tempo que é um facilitador da sua reutilização».

Capitalizar os sistemas existentes
José Tavares, SAP NetWeaver business development manager da SAP Ibéria, segue esta linha de raciocínio salientando que no primeiro semestre de 2007 as empresas estão a investir em ferramentas de integração e na SOA «com vista a garantir a evolução e a competitividade do seu negócio». Segundo o responsável da SAP, as empresas têm cada vez mais que «implementar processos de negócio transversais, capitalizando os investimentos efectuados nos sistemas existentes». Por este motivo, a integração de processos de negócio empresariais através de ferramentas de EAI é, actualmente, «uma das principais preocupações do mercado empresarial, notando-se cada vez mais uma procura deste tipo de soluções por parte de todo o tipo de organizações», diz José Tavares.

Júlio Rodrigues, responsável pela Unidade de Negócio de Servidores e Ferramentas na Microsoft Portugal, refere que a área das infra-estruturas de integração, a par com as soluções de BI, foi aquela que mais cresceu no último ano em termos de adopção de tecnologia Microsoft. «Os CIO têm, de uma forma geral, olhado para novas formas de pensar os seus sistemas de informação que possibilitem maior agilidade na resposta às necessidades do negócio», explica este responsável da Microsoft.

Júlio Rodrigues considera que os CIO «têm vindo a repensar toda a arquitectura dos sistemas, optando por aproximações SOA como forma de integrar novos investimentos em tecnologia e adoptando arquitecturas orientadas a web services para os modelos de computação distribuída, com os necessários benefícios de interligação dinâmica entre sistemas e interoperabilidade com os sistemas já existentes na organização». Esta tem sido uma preocupação que se verifica no nosso mercado de uma forma geral, sobretudo quando estão a ser pensadas novas soluções de negócio.

A análise que Luís Nogueira faz dos primeiros seis meses deste ano não diverge muito do desempenho deste segmento de mercado no ano transacto. Para o responsável da BEA, as empresas continuam a voltar-se para os standards, investindo menos em soluções proprietárias. Esta situação está a fazer com que muitas organizações que já fizeram investimentos em soluções proprietárias há algum tempo «pensem em reestruturar os seus sistemas». Espera-se que a tendência verificada neste primeiro se mantenha até ao fim do ano. Luís Nogueira constata que há «um maior crescimento neste género de projectos», uma vez que existe cada vez mais concorrência, «o que contribui para diminuir o total cost of owenrship das infra-estruturas à medida que os preços dos equipamentos vão baixando».

Integração e colaboração dos sistemas de informação
Até ao fim do corrente ano, o interlocutor da BEA acredita que o mercado nacional cresça acima da média europeia, tal como referem vários estudos do sector, uma vez que a mudança de sistemas proprietários para sistemas baseados em standards «será uma das tendências mais marcantes do mercado».

O responsável da Microsoft Portugal, Júlio Rodrigues, aponta o segundo semestre de 2007 como um período de «excelentes perspectivas», uma vez que a adopção de infra-estruturas de integração SOA e modelos de desenvolvimento aplicacional orientados aos Web Services tem sido uma tendência verificada no mercado que se manterá nos próximos seis meses, bem como nos próximos anos.
Para este responsável, os CIO estão a repensar aspectos como a gestão do ciclo de vida das aplicações e dos sistemas de informação como um todo, no que se refere à colaboração entre equipas, integração de sistemas e automação, existindo por isso «um entusiasmo à volta do SOA que leva muitos CIO e profissionais de TI de uma forma geral, a pensarem que esta pode ser uma boa aposta no longo prazo para os seus sistema de informação».

José Tavares, SAP NetWeaver business development manager da SAP Ibéria, defende também que a tendência de investimento em plataformas e estratégias de integração «deverá manter-se ao longo de 2007», pois cada vez mais existem necessidades de integração e colaboração impostas pelo mercado, pela concorrência e pela evolução dos sistemas de informação. Segundo o interlocutor da SAP, este facto permitirá às organizações que estão melhor preparadas do ponto de vista da sua infra-estrutura serem mais competitivas, dado que facilmente se adaptarão a novas necessidades de mercado, com rapidez e flexibilidade, «sem pôr em risco os seus orçamentos de sistemas de informação».

 
 
 
 
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