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Infra-estruturas
De
Os processos de
reestruturação das empresas obrigam a uma maior flexibilidade
dos sistemas de informação de forma a alinhar as infra-estruturas
tecnológicas com os objectivos de negócio
A Service-Oriented Architecture (SOA) é uma arquitectura que tem
como princípio disponibilizar as funcionalidades implementadas pelas
aplicações na forma de serviço. Esta arquitectura será utilizada
em mais de 50 por cento das novas aplicações operacionais mission
critical para os serviços e processos empresariais em 2007, e em mais
de 80% em 2010, segundo a Gartner.
Neste último ano, a SOA aumentou a sua popularidade, traduzindo-se numa
adopção que se tem expandido através de indústrias
verticais, áreas geográficas e de organizações de
dimensões variadas. No entanto, o número de projectos fracassados
cresceu também, e as organizações têm descoberto que
os benefícios da SOA têm os seus custos, à medida que os
desafios associados com a sua adopção se tornaram mais aparentes.
Mas nenhum decisor duvida da necessidade de ter os seus
sistemas de informação
mais flexíveis e dinâmicos de forma a estarem alinhados com
os objectivos de negócio.
A arquitectura orientada a serviços está na agenda dos responsáveis
dos departamentos de tecnologia das principais empresas em Portugal por
ser uma arquitectura estruturante para o desenvolvimento de novos negócios,
no entanto, a Gartner estima que em 2008 os custos iniciais para aplicações
de grandes dimensões orientadas por serviços só se
justificarão para projectos com uma longevidade planeada de três
anos ou mais.
Em relação ao mercado nacional, não existem dados
relativos ao valor ou à real dimensão deste mercado, no entanto,
Luís Nogueira, engenheiro de pré-venda especialista em SOA
para Portugal e Espanha da BEA Systems Portugal, refere que «as empresas
estão finalmente a compreender melhor a área de infra-estruturas
de integração e a sua verdadeira finalidade, e chegam à conclusão
que a sua adopção é praticamente obrigatória».
Sem adiantar dados, o interlocutor da BEA regista que este mercado «está a
crescer, munindo as empresas com melhores capacidades de resposta nos processos
de negócio ao mesmo tempo que é um facilitador da sua reutilização».
Capitalizar os sistemas existentes
José Tavares, SAP NetWeaver business
development manager da SAP Ibéria, segue esta linha de raciocínio
salientando que no primeiro semestre de 2007 as empresas estão a
investir em ferramentas de integração e na SOA «com
vista a garantir a evolução
e a competitividade do seu negócio». Segundo o responsável
da SAP, as empresas têm cada vez mais que «implementar processos
de negócio transversais, capitalizando os investimentos efectuados
nos sistemas existentes». Por este motivo, a integração
de processos de negócio empresariais através de ferramentas
de EAI é, actualmente, «uma das principais preocupações
do mercado empresarial, notando-se cada vez mais uma procura deste tipo
de soluções por parte de todo o tipo de organizações»,
diz José Tavares.
Júlio Rodrigues, responsável pela Unidade de Negócio
de Servidores e Ferramentas na Microsoft Portugal, refere que a área
das infra-estruturas de integração, a par com as soluções
de BI, foi aquela que mais cresceu no último ano em termos de adopção
de tecnologia Microsoft. «Os CIO têm, de uma forma geral, olhado
para novas formas de pensar os seus sistemas de informação
que possibilitem maior agilidade na resposta às necessidades do
negócio», explica este responsável da Microsoft.
Júlio Rodrigues considera que os CIO «têm vindo a repensar
toda a arquitectura dos sistemas, optando por aproximações
SOA como forma de integrar novos investimentos em tecnologia e adoptando
arquitecturas orientadas a web services para os modelos de computação
distribuída, com os necessários benefícios de interligação
dinâmica entre sistemas e interoperabilidade com os sistemas já existentes
na organização». Esta tem sido uma preocupação
que se verifica no nosso mercado de uma forma geral, sobretudo quando estão
a ser pensadas novas soluções de negócio.
A análise que Luís Nogueira faz dos primeiros seis meses
deste ano não diverge muito do desempenho deste segmento de mercado
no ano transacto. Para o responsável da BEA, as empresas continuam
a voltar-se para os standards, investindo menos em soluções
proprietárias. Esta situação está a fazer com
que muitas organizações que já fizeram investimentos
em soluções proprietárias há algum tempo «pensem
em reestruturar os seus sistemas». Espera-se que a tendência
verificada neste primeiro se mantenha até ao fim do ano. Luís
Nogueira constata que há «um maior crescimento neste género
de projectos», uma vez que existe cada vez mais concorrência, «o
que contribui para diminuir o total cost of owenrship das infra-estruturas à medida
que os preços dos equipamentos vão baixando».
Integração e colaboração dos sistemas
de informação
Até ao fim do corrente ano, o interlocutor
da BEA acredita que o mercado nacional cresça acima da média
europeia, tal como referem vários estudos do sector, uma vez que
a mudança de
sistemas proprietários para sistemas baseados em standards «será uma
das tendências mais marcantes do mercado».
O responsável da Microsoft Portugal, Júlio Rodrigues, aponta
o segundo semestre de 2007 como um período de «excelentes
perspectivas», uma vez que a adopção de infra-estruturas
de integração SOA e modelos de desenvolvimento aplicacional
orientados aos Web Services tem sido uma tendência verificada no
mercado que se manterá nos próximos seis meses, bem como
nos próximos anos.
Para este responsável, os CIO estão a repensar aspectos como
a gestão do ciclo de vida das aplicações e dos sistemas
de informação como um todo, no que se refere à colaboração
entre equipas, integração de sistemas e automação,
existindo por isso «um entusiasmo à volta do SOA que leva
muitos CIO e profissionais de TI de uma forma geral, a pensarem que esta
pode ser uma boa aposta no longo prazo para os seus sistema de informação».
José Tavares,
SAP NetWeaver business development manager da SAP Ibéria,
defende também que a tendência de investimento em plataformas
e estratégias de integração «deverá manter-se
ao longo de 2007», pois cada vez mais existem necessidades de integração
e colaboração impostas pelo mercado, pela concorrência
e pela evolução dos sistemas de informação. Segundo
o interlocutor da SAP, este facto permitirá às organizações
que estão melhor preparadas do ponto de vista da sua infra-estrutura
serem mais competitivas, dado que facilmente se adaptarão a novas
necessidades de mercado, com rapidez e flexibilidade, «sem pôr
em risco os seus orçamentos de sistemas de informação».
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