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Outsourcing
De
Ao longo de 2007, o sector público deverá ser
responsável por investimentos superiores a 30 milhões de euros
nesta área
A confiança dos gestores portugueses parece estar a aumentar, à medida
que aumenta também o recurso ao outsourcing. Os especialistas consideram
que o outsourcing de TI está muito perto da maturidade. De acordo
com um estudo da Edinfor-LogicaCMG, cerca de metade das empresas portuguesas
debate regularmente o tema da prestação de serviços
ao nível da administração.
O estudo revela que a segurança (de instalações e de itens
informáticos) é apontada como a área que mais frequentemente é entregue
a empresas especializadas, sendo objecto de 63 por cento dos contratos executados
ou em execução no nosso país. As infra-estruturas de TI
são a segunda área mais subcontratada, com 46% das intenções.
A Edinfor refere ainda que a gestão de recursos humanos
aparece como objecto de 32% dos contratos actuais, seguida pelas áreas
de CRM, SCM e de processamento de salários.
As organizações optam por concentrar-se no que sabem fazer,
ou seja, na sua área de negócio, deixando a área
de TI sob responsabilidade de empresas especializadas
Pressionados pelo mercado, os CEO, CFO e CIO «procuram soluções
e parcerias que lhes permitam externalizar alguns sérvios e soluções
de forma a garantir níveis de eficiência e reduções
de custos, que dificilmente conseguiriam obter através de processos
internos», esclarece o director de vendas e responsável pela
unidade de Outsourcing da Fujitsu Services, Carlos Barros.
A directora da unidade de Support Services da Mainroad, Luísa Afonso,
concorda com o cenário descrito anteriormente e acrescenta que há claramente
um maior alinhamento com os objectivos, bem como o acesso a equipas, ferramentas
e/ou processos, que potenciam um serviço «de maior qualidade
do que o que executariam internamente e com custos muito mais reduzidos».
De acordo com esta responsável, a procura de serviços de
outsourcing, em que se acredita beneficiar de economias de escala, aumentou
significativamente no último semestre e deverá continuar
a crescer. Como consequência, o director da Rumos, Carlos Figueira,
garante que irá assistir-se a uma maior transferência dos
valores de investimento em hardware para o segmento dos serviços. «Irão
aparecer novas formas de aluguer com base em soluções de
pagamentos indexadas à utilização, onde estão
ainda integrados serviços complementares e de suporte», prevê este
especialista.
O sector financeiro é o que apresenta um maior crescimento em termos
de investimento em outsourcing, no entanto, a T-Systems ITC Ibéria
afirma que é o sector industrial o que lidera o volume de investimento.
No entender do director-geral da sucursal portuguesa da T-Systems ITC Ibéria,
Mário Marques, o sector público é o menos desenvolvido
nesta matéria, mas o que apresenta maiores perspectivas de modernização. «Prevê-se
que ao longo de 2007, este sector possa movimentar investimentos superiores
a 30 milhões de euros», afirma este responsável.
Face a esta crescente procura dos vários sectores por serviços
de outsourcing, durante este ano, tem-se verificado também uma forte
pressão ao nível dos preços dos serviços, no
entanto, existe um «pipeline interessante», afirma Mário
Marques. «Está prevista uma crescente procura, assim como
crescentes necessidades em áreas especializadas, nomeadamente na
de BPO», continua o director-geral da sucursal portuguesa da T-Systems
ITC Ibéria.
Perante a maturidade do mercado, a Novabase acredita que começa
a assistir-se a uma especialização dos modelos de contrato
associados. O conceito de multisourcing, com a substituição
dos contratos globais pela soma de contratos especializados, favorece o
aparecimento de diferentes fornecedores por torres de competência. «As
soluções de near-shore começam a ganhar espaço,
por oposição ao modelo clássico de off-shore, sendo
que alguns projectos-piloto em Portugal têm demonstrado a viabilidade
deste conceito como forma de as empresas nacionais internacionalizarem
os seus serviços no espaço europeu», esclarece o administrador
da Novabase SGPS, Álvaro Ferreira.
As perspectivas dos fornecedores destes serviços são animadoras
e todos eles contam com um crescimento significativo dos seus volumes de
negócios. Os analistas estimam que o mercado de outsourcing de TI
cresça entre 10 e 20% nos próximos três anos.
Esta área
de negócio vai «apresentar um crescimento significativo
durante este ano e nos próximos três», confirma o responsável
pela unidade de Outsourcing da Fujitsu Services.
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