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Networking
De
A convergência das tecnologias de comunicação
com o protocolo IP está a fazer com que as redes desempenhem cada
vez mais o papel de plataformas aplicacionais, dinamizando a sua procura.
Por outro lado, o fim da OPA da Sonaecom à PT significou o regresso
aos investimentos nas redes dos operadores
O mercado das redes está em grande transformação sendo
bastante difícil definir o que actualmente representa. Dada a tendência
existente com a convergência das tecnologias de comunicação
para o protocolo IP, no limite poderíamos englobar nele todo mercado
de redes de comunicação, para consumidores, empresas ou operadores.
Ao mesmo tempo, as arquitecturas de TI estão cada vez mais centradas
nas redes, permitindo a sua simplificação e abrindo portas
a novas formas mais vantajosas de suportar as aplicações. As
próprias redes desempenham cada vez mais o papel de plataformas aplicacionais.
Tendo em conta todos estes factores, a IDC estipula que
o mercado nacional de networking represente cerca de 302 milhões
de dólares,
sendo expectável que este segmento de mercado registe um crescimento
de 10,7 por cento em 2007 e de 6,6 por cento até 2010. No que diz
respeito às soluções de IP, a empresa analista de
mercado avalia o mercado português em 43 milhões de dólares,
esperando que este segmento cresça 52% no corrente ano e 25% até 2010.
Nuno Almeida Carvalho, director-geral das actividades empresariais e mercados
verticais da Alcatel-Lucent Portugal, reconhece que nos primeiros dois
trimestres de 2007 o mercado mostrou «sinais de algum dinamismo,
traduzido num crescimento quer das vendas, quer das oportunidades de negócio,
quer das intenções de investimento nesta área por
parte dos clientes», destacando a telefonia IP, os contact centers
e as redes metropolitanas ou regionais de alto desempenho como as áreas
de maior crescimento.
Por outro lado, João Paulo Fernandes, director-geral de Vendas e
Marketing da NEC Portugal, destaca neste período o fim da OPA da
Sonaecom sobre a Portugal Telecom e, consequentemente, o levantar das restrições
impostas nos principais operadores portugueses ao lançamento de
novos projectos. Por isso, João Paulo Fernandes defende que se assistiu «a
um assinalável número de consultas ao mercado que deverão
ser responsáveis por um saudável crescimento do mercado em
2007 face a 2006».
João Gonzalez, country manager da Avaya Portugal, salienta que na área
de mercado na qual actua, telefonia IP e call center, ao comparar as previsões
para o primeiro semestre deste ano com os dados do primeiro semestre do
ano passado, verifica-se um crescimento de 30% em facturação
e mais do dobro de novos clientes. Este facto, no entender do responsável
da Avaya, reflecte duas realidades que afectam o mercado da telefonia IP.
Por um lado está a verificar-se a existência de muitos projectos
novos em clientes de pequena e média dimensão associados
a uma forte redução de preços. Por outro, o segmento
do mercado de networking está com uma taxa de crescimento superior à média
do sector das tecnologias de informação.
Por seu lado, Nuno Silveiro, contry sales manager da SMC Portugal, destaca
nesta primeira metade do ano que «o mercado de networking mostrou-se
particularmente activo nas soluções VoIP e na infra-estrutura
associada». De acordo com o responsável da SMC, as unidades
fast ethernet com gestão tiveram um crescimento acima de anos anteriores
o que demonstra um conhecimento das necessidades por parte dos instaladores,
mas o grande desenvolvimento deu-se na migração para Gigabit «com
uma ressalva importante para os backbones a 10G», comenta Nuno Silveiro,
que no seu entender, o mercado wireless estabilizou, em grande medida «devido à expectativa
do protocolo 802.11n, mas também fruto da base já instalada
fruto do boom existente nos últimos dois anos».
O responsável em Portugal da HP ProCurve, Frederico Martins, identifica
os primeiros seis meses de 2007 como «muito positivos». Para
este responsável, foi notório neste espaço de tempo «o
aumento do investimento significativo nesta área, quer seja em vendas
isoladas de equipamentos como em projectos completos de implementação
ou de migração de infra-estruturas».
O director-geral da Cisco Portugal, Carlos Brazão, salienta o desempenho
positivo da empresa no primeiro semestre deste ano, destacando para esse
facto, «a reconhecida apetência dos portugueses pelas tecnologias,
o que faz com que Portugal tenha frequentemente indicadores de adopção
tecnológicos significativamente acima do que os indicadores económicos
poderiam apontar».
Tendo em conta as previsões da convergência global para redes
e plataformas baseadas nas tecnologias IP, a capacidade de adopção
de novas tecnologias demonstrada pelo mercado português, bem como
o dinamismo evidenciado pela indústria, Carlos Brazão acredita
que estão reunidas todas as condições para continuar
optimistas em relação ao desempenho do mercado nacional de
redes nos últimos seis meses de 2007.
João Gonzalez partilha o positivismo demonstrado por Carlos Brazão,
estimando que o crescimento no sector continue. A quantidade de projectos
existentes com decisão prevista para o segundo semestre «indica
que isso vai acontecer», conclui o country manager da Avaya Portugal.
A opinião de Frederico Martins é que «a procura no
mercado vai continuar a evoluir de forma positiva», assim como a
de João Paulo Fernandes que defende que a onda positiva de inovação
de rede e serviços iniciada pelos operadores no primeiro semestre
de 2007, após a conclusão do processo de OPA sobre a PT,
deverá manter-se «no segundo semestre levando novamente a
um crescimento do volume de negócios relativamente ao segundo semestre
de 2006».
Nuno Almeida Carvalho perspectiva para
o segundo semestre do corrente ano a continuação da tendência
de crescimento já observada
para o primeiro semestre.
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