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Semana Informática > Especial > Segurança
 
 
ÍNDICE:
 Análise de mercado TI
Sector cresce muito acima do PIB nacional
Portugal longe da média europeia em investimentos em TI

 Sectores em análise
Um ano de crescimento comedido
Bases de dados
Business intelligence
Contact Centers
Enterprise resource planning
Formação
Gestão documental
Infraestruturas
Integradores
Outsourcing
Networking
Segurança
Servidores
Sistemas de Informação geográfica
Armazenamento
Telecomunicações
 Opinião
Simplificar as TI para vencer no negócio

 Internacionalização
Tecnológicas aumentam capacidade de internacionalização

 Modernização Empresarial
QREN fomenta investimento nacional

 Mercado de trabalho
Recrutamento de profissionais de TI no bom caminho

 Estudo Salários/Opinião
Salários de mãos dadas com currículos
SI do really matter!

 VOXPOP
Empresários pedem redefinição de objectivos do Governo
  ESTADO DA NAÇÃO SECTORES EM ANÁLISE

Segurança
De

 
As diversas análises realizadas à segurança empresarial apontam num único sentido: as ameaças são cada vez mais críticas e acontecem com maior assiduidade. Entre as mais comuns destacam-se o aumento das vulnerabilidades de alto risco, o crescimento dos incidentes relacionados com pirataria direccionada e roubos de identidade

A convergência tecnológica e a introdução de novas plataformas nas empresas originaram novas necessidades de segurança. No estudo «Segurança de TI e Continuidade de Negócios. Sondagem e Previsões 2005-2008», realizado pela IDC Portugal, apresenta-se como principal motivo para a implementação de medidas de segurança a crescente utilização da Internet e uma maior abertura dos sistemas aos parceiros de negócio, com 58,2% e cerca de 47,3% de respostas, respectivamente.

A empresa analista de mercado estima que em 2006 o mercado nacional de software de segurança mais appliances tenha rondado os 50 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 14%. A mesma empresa prevê um crescimento médio anual de 13% por cento para o período compreendido entre 2005 e 2010, data em que este sector deverá representar mais de 80 milhões de euros.


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Neste estudo, a IDC concluiu que mais de 70% das empresas nacionais têm intenções de aumentar o seu investimento em segurança da informação, apesar das barreiras ao investimento em segurança. Presentemente, o principal obstáculo ao investimento está associado à dificuldade que as organizações têm em determinar o risco real que corre, factor apontado por 76,4% das empresas. O segundo factor apontado como barreira à segurança é a dificuldade em justificar internamente o investimento em segurança, referido por cerca de 40% dos inquiridos.

O lucro é o que move a criminalidade informática. Num ambiente de ameaças em constante mudança, os decisores devem encarar a segurança como uma obrigação.
Perante este cenário, é legítimo questionar se os principais players de segurança em Portugal partilham e confirma esta visão.

Antivírus não é suficiente para proteger um  sistema empresarial
João Caires, business director da Panda Software Portugal, refere que no primeiro semestre de 2007 verificou-se um aumento da venda de software no mercado de retalho e no das appliances, tanto na tradicional oferta de secure content management como nos equipamentos de unified threat management. Em relação ao mercado empresarial, a percepção deste responsável da Panda é que «existem algumas barreiras ao crescimento em volume, dada a maior competitividade, originada pela multiplicidade de novas ofertas, que acaba por ter como consequência final o decréscimo do valor do mercado». Segundo este interlocutor, o antivírus está a tornar-se num produto de comodity do ponto de vista das empresas, que deixam de pesquisar e validar as propostas perante indicadores de qualidade, serviço ou capacidade de gestão.

Miguel Brown, account manager enterprise da McAfee Portugal, salienta, por seu lado, que neste primeiro semestre se observa que as empresas estão a valorizar a segurança dos seus equipamentos, «devido ao crescente número de ameaças». O responsável da McAfee refere que cada vez mais os utilizadores estão cientes de que «um antivírus poderá não ser suficiente para proteger um sistema ou uma empresa». Os hackers mudaram o seu modo de actuação, passando de uma fase de reconhecimento e de prestígio técnico, para a fase das organizações criminosas que visam um único objectivo – os lucros. Para combater esta tendência torna-se necessário «enveredar por um tipo de produtos e soluções diferentes e mais completas do que as utilizadas hoje em dia pela maioria das organizações».

O responsável de Vendas da Trend Micro em Portugal, Filipe Rolo, defende também que face ao aparecimento constante de novas ameaças maliciosas, o mercado nacional de segurança tem apresentado um constante crescimento. Neste primeiro semestre foi visível não só «na forte aposta de clientes em novas tecnologias e soluções anti-malware, como também nos elevados investimentos dos fabricantes em laboratórios de pesquisa».

Pedro Sottomayor, customer solution architect da CA Ibéria, não partilha a visão da maioria dos responsáveis consultados, referindo o mercado nacional de segurança é «lento e imaturo». Para este responsável, é normal que isto aconteça uma vez que se trata «de uma matéria complexa e para a qual as soluções estão, também elas, em fase de grande evolução».

André Ribeiro, director-geral da RealSoft, empresa que em Portugal representa a BitDefender, acredita que a aparição de um novo sistema operativo da Microsoft «veio dinamizar bastante o mercado de segurança informática, como acontece sempre que há uma novidade deste tipo». O director-geral da RealSoft salienta que, cada vez mais, «há uma maior consciencialização da importância da segurança informática em si como um conjunto de políticas a seguir».

Por seu lado, Júlio Rodrigues, responsável pela Unidade de Negócio de Servidores e Ferramentas na Microsoft Portugal, menciona que nos primeiros seis meses de 2007 o mercado teve um desempenho muito positivo na área das infra-estruturas de segurança. «O desafio que se coloca hoje às empresas ao nível da segurança é enorme, dada a necessidade de protecção dum número crescente de ameaças com níveis de sofisticação superiores», explica Júlio Rodrigues, salientando ainda que a procura de novas funcionalidades e serviços a partir de múltiplos pontos de acesso, bem como a crescente importância das soluções de colaboração, dos sistemas de e-mail e dos portais internos e externos à organização, «tem vindo a alargar a superfície potencial das ameaças». Por estes motivos, gerir soluções de segurança tornou-se num dos maiores compromissos para muitas empresas, verificando-se «um aumento claro de soluções nesta área».

Proteger todos os activos
Em relação às perspectivas às tendências que vão pautar os últimos seis meses de 2007, Mário Machado, director business unit da Symantec Portugal, advoga que as soluções de segurança tradicionais por si só, «não conseguem resolver na totalidade os problemas de gestão de segurança e informação». Por este motivo, é notória uma procura crescente de soluções que circunscrevam toda a empresa, que lhes proporcionem uma visão global centralizada, gestão fácil e optimizada de toda a infra-estrutura de TI. «A segurança dos sistemas de informação e da informação, propriamente dita, não pode continuar a ser pensada nem executada sem ter em conta a conformidade com políticas e regulamentações, o armazenamento e a disponibilidade da informação», diz Mário Machado.

O segundo semestre é a altura do ano em que os produtores de soluções de software de segurança actualizam as suas ofertas para o retalho. Nesse aspecto, Raul Oliveira, director-geral da iPortalMais, empresa que comercializa soluções da Kaspersky, espera «um bom comportamento do mercado», quer ao nível do software quer ao nível das appliances.

O responsável da Microsoft, Júlio Rodrigues, acredita que a gestão de segurança de conteúdos e a gestão pró-activa de ameaças serão as principais áreas de investimento, uma vez que são aquelas que apresentam uma forte taxa de crescimento. Pedro Sottomayor, customer solution architect da CA Ibéria, acredita, baseado nas estimativas dos analistas, que o mercado cresça acima dos dois dígitos.

 
 
 
 
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