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Servidores
De
Há bons indicadores para a segunda metade do
ano. Os fabricantes acreditam que a consolidação de infra-estruturas,
a virtualização e o business continuity fazem parte da agenda
dos decisores nacionais
O mercado de hardware representa mais de metade do valar dos investimentos
em TI em Portugal, sendo que os servidores representam sensivelmente 84,3
milhões de euros.
Em 2006, venderam-se 22.860 servidores x86, segundo os dados apresentados pelos
analistas da IDC Portugal, representando uma diminuição de sete
por cento face a idêntico período de 2005. No entanto, os dados
relativos ao primeiro trimestre de 2007 indicam uma ligeira melhoria do mercado.
Trata-se de um crescimento marginal de 0,8%, totalizando 5.889 unidades comercializadas
neste período.
De acordo com as diversas sensibilidades recolhidas pelo
Semana, este é um
bom ano para o mercado de servidores em Portugal. Luís Guimarães,
responsável de Marketing da Sun Microsystems em Portugal, comenta
que «o mercado de servidores inverteu a tendência do passado
ano e cresceu ligeiramente no primeiro semestre de 2007», enquanto
Fernando Miranda, gestor de produto de Industry Standard Servers da HP
Portugal, destaca este primeiro trimestre de 2007 como muito positivo.
Neste período em análise, Fernando Miranda destaca os «notórios sinais
de retoma nos investimentos nas TI», como se constata nas áreas
de ferramentas de gestão e servidores blades, que lideram estas
iniciativas. Por outro lado, o mercado Unix em Portugal registou uma queda
de 5% nos primeiros três meses deste ano. No entanto, Fernando Miranda
acredita estar perante «excelentes prenúncios para o que pode
ser um ainda melhor segundo trimestre em 2007».
Quem não partilha o optimismo do responsável da HP é Francisco
Miller Guerra, senior product marketing manager da Fujitsu Siemens Computer
em Portugal, uma vez que considera que o mercado nacional de servidores «está praticamente
estagnado», conforme se pode conferir pelos estudos de mercado existentes.
A directora da Systems & Technology Group, da IBM Portugal, Cristina
Semião, refere, por seu lado, que nos primeiros três meses
de 2007 houve uma resposta do mercado face aos desafios de uma economia
com perspectivas de crescimento, pautada por «uma procura de servidores
de médio e alto desempenho». Esta responsável salienta
que surgiram diversos negócios na sequência de projectos iniciados
ainda em 2006 que foram concluídos com a retoma das negociações
em 2007, em sectores como o sector público, banca e seguros. Por
outro lado, Cristina Semião refere que houve uma afluência
de novos projectos, com destaque para sectores competitivos como o de distribuição
e PME, «bem demonstrativos da forma como o mercado nacional está atento
a determinados temas, nomeadamente, à inovação e à agenda
tecnológica».
O country manager da Dell em Portugal, Luís Ló, encara o
pipeline de projectos e oportunidades de negócio para o segundo
semestre de 2007 como sendo «bastante interessante», quer junto
das grandes contas como no segmento das pequenas e médias empresas.
Francisco
Miller Guerra diz também que há todo «um conjunto
de oportunidades em aberto para a segunda metade do ano», assim como
Cristina Semião, que acredita que os principais investimentos no último
semestre centrar-se-ão nas áreas de segurança, consolidação
de servidores e na virtualização. O interlocutor da HP Portugal
acrescenta ainda que «os sectores da indústria e banca mostram
fortes sinais de investimento em TI; no Estado notam-se alguns focos em particular
na área da saúde». Não obstante, Fernando Miranda
salienta que a área de pequenas e médias empresas tem tido
uma actividade e crescimento notórios.
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