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Sistemas de Informação Geográfica
De

 
O mercado de SIG mereceu nota positiva na primeira metade do 2007. A tendência deverá manter-se na segunda metade do ano

Os sistemas de informação geográfica (SIG) são uma área de grande dinamismo dentro do mundo das tecnologias. Nos primeiros meses de 2007 esta foi uma tendência que se manteve, com os principais players nacionais a concordarem com a ideia de que os SIG “estão de boa saúde”.

Miguel Mendes, CEO da Geoglobal, defendeu a ideia que este mercado esteve, durante o primeiro semestre «muito activo». A situação, consubstanciada «tanto ao nível de propostas, como ao nível de adjudicações», denotou «um significativo acréscimo de actividade». Também o director-geral da PH Informática, Hugo Dias, defendeu que o desempenho do mercado SIG nacional, nos primeiros meses de 2007, «foi bastante bom, tendo-se efectivamente notado uma consolidação da apetência para este tipo de investimento».


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O Estado terá sido, no entender da Autodesk, o grande responsável pelo «excelente resultado» registado no início do ano. O director-geral da companhia, Jorge Horta, defendeu que se detectou «um forte investimento nas áreas de captura e edição da informação geoespacial». No entender deste responsável, o crescimento pode ficar a dever-se «à progressiva pressão que as administrações Central e Local estão a ter, para dar informação de maior qualidade e para simplificar os processos bidireccionais de relação com os cidadãos».

Apesar de ter considerado o primeiro período do ano como «regular, sem registo de uma quebra ou aumento na procura», o applications support supervisor security, Government & Infrastructure Division da Intergraph Portugal, João Pedro Fernandes, mencionou uma excepção: «Um acréscimo na componente de serviços profissionais contratados.» Também para a ESRI, o desempenho do mercado de SIG, ao longo dos primeiros meses de 2007 «esteve dentro das expectativas». No entanto, o director executivo da companhia, Vasco Pinheiro, salientou um «acréscimo do interesse pela tecnologia», situação que este responsável considerou constituir «um prenúncio, muito positivo, para os restantes trimestres deste ano».

Últimos seis meses
Vasco Pinheiro disse acreditar que, na segunda metade de 2007, «a tendência é aumentar o investimento em sistemas cada vez mais sofisticados», nomeadamente, em «sistemas de informação geográfica baseados na Web». Desta forma, garante-se «uma evolução para ambientes de cooperação, internos e entre organizações».

A Internet é também o ponto de referência da Intergraph Portugal para a segunda metade deste ano. No entender de João Pedro Fernandes, «a disponibilização de serviços na Web», a que se junta a «operacionalização de processos com inclusão de funções de georreferenciação», serão tendências a ter em conta.

Do lado da Autodesk, acredita-se que, à semelhança do que aconteceu na primeira metade do ano, também na segunda metade, e pelo menos até ao terceiro trimestre, «o Estado deverá continuar a investir com o mesmo ritmo». No entanto, Jorge Horta aproveitou para falar na possibilidade de investimentos «relacionados com o ambiente, as infra-estruturas e o turismo».

Já Hugo Dias acredita que a principal tendência terá a ver com «uma aposta na mobilidade e consequente capacidade de acesso a informação SIG útil, utilizando dispositivos móveis». Deverá ainda verificar-se «a disponibilização de serviços na Web para o cidadão, nas áreas do urbanismo, turismo e utilities».   

Miguel Mendes referiu que as tendências de investimento actual se focam, principalmente, em duas áreas de desenvolvimento: «As aplicações geográficas que potenciam o business intelligence e as aplicações de gestão de recursos móveis.» A primeira corresponde a soluções que integram as bases de dados de negócio «com ferramentas de normalização/validação e georreferênciação de informação».
Outra área de grande desenvolvimento, até ao final do ano, «é a mobilidade assistida ou Mobile Resource Management», disse o CEO da Geoglobal. Foi uma área que «se potenciou associada à capacidade de transferência de dados em tempo real através das redes de telecomunicação móvel GPRS, e ainda, pelo desenvolvimento de equipamentos industriais móveis com elevada capacidade de processamento e autonomia».

Valores do mercado
Feitas as contas ao ano, o Semana quis também fazer as contas ao dinheiro e tentar perceber quanto pode valer, afinal, o mercado nacional de TI. Os players nacionais foram unânimes em referir que «não existe um valor facilmente quantificável». No entender de João Pedro Fernandes, este é um mercado «cada vez mais indissociável do mercado mais abrangente das TIC». No entanto, este responsável não quis deixar de sublinhar que a componente geoespacial «contribuirá, seguramente, com uma parcela anual superior a cinco milhões de euros» no que respeita à subcomponente tecnológica, «e, possivelmente, o triplo» quando contabilizada a componente de serviços profissionais.

A fusão com outras áreas de negócio é também a razão apontada por Miguel Mendes para a dificuldade em encontrar uma valoração concreta. Na verdade, «a integração das tecnologias de informação geográfica com sistemas ERP, CRM ou aplicações de logística em tempo real» tem tornado «difícil a definição da fronteira entre estas áreas de negócio». Por outro lado, a utilização de tecnologias de informação geográfica em Mobile Resource Management «acrescenta uma nova área de desenvolvimento com tão elevado potencial», que ainda não é possível «quantificar com exactidão», sublinhou Miguel Mendes.

Embora sem apontar valores, Hugo Dias acredita que este é «um mercado bastante significativo face ao potencial de crescimento que se verifica», enquanto Vasco Pinheiro aponta o dedo à «ausência de dados estatísticos» e também a «uma grande confusão entre o que é exclusivamente SIG e o que é CAD», para dizer que não existem valores de mercado concretos.

 
 
 
 
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