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Telecomunicações
De
Desfeita a OPA da Sonaecom à PT,
o mercado começou a dinamizar-se. Aquisições,
novas ofertas e redefinição de públicos-alvo
são algumas das novidades do sector
Após o bloqueio da oferta pública de aquisição
(OPA) sobre a Portugal Telecom, os operadores continuam a apelar à regulação
do sector das telecomunicações, uma vez que as normas reguladoras
tardam em materializar-se.
Ao todo, e de acordo com os dados da IDC Portugal, o mercado nacional de telecomunicações
está valorizado em cerca de 6 mil milhões de euros.
À margem deste cenário fazem-se negócios, concentram-se
carteiras de clientes e esgrime-se no mercado uma luta de titãs, cujas
armas são novas ofertas de serviços e de produtos, conforme se
pode constatar pelos 25 milhões de euros que a Sonaecom deu para adquirir
o negócio residencial da Oni e pelos 16 milhões de euros que desembolsou
para integrar a operação da Tele2 Portugal.
O acesso móvel e com crescente qualidade a serviços
como a Internet e a televisão, tradicionalmente fixos, a disponibilização
de conteúdos informativos e de entretenimento cada vez mais diversificados
e a massificação da banda larga móvel vieram alterar
de modo irreversível a forma de comunicar. O triple play conheceu
este ano o seu ponto alto em termos de ofertas e é, para alguns
operadores, estratégico para o crescimento do negócio.
Na opinião do chief financial officer da Oni Communications, Rui
Martins, o mercado das telecomunicações em Portugal rondará,
actualmente, os 7 milhões de euros, incluindo fixo e móvel,
voz, dados, serviços, operadores, empresas e residenciais. No entanto,
este responsável afirma que, futuramente, «a sobreposição
destes serviços com outros de TI dificultará o apuramento
deste valor».
Com base nos últimos dados da Anacom, relativos a 2006, a penetração
do mercado móvel em Portugal atingiu os 112,8 por cento, o que representa
um aumento em relação a 2005 e uma posição
acima da média da UE. A penetração da Internet de
banda larga subiu para os 13,3%, mas, ainda assim, situou-se abaixo da
média europeia. Quanto à penetração das redes
fixas permaneceu praticamente inalterada durante 2006 e também abaixo
da média europeia.
De acordo com o administrador executivo e COO da Sonaecom, Luís
Reis, os serviços móveis «aumentaram relativamente
ao ano anterior, mas o pequeno aumento que se verificou nos serviços
de rede fixa deveu-se a um acréscimo no aluguer de circuitos e serviços
de dados, que compensou o decréscimo nos serviços de telefonia
fixa».
A mobilidade ao nível da oferta de serviços é a clara
tendência em toda a Europa e acentuar-se-á no futuro. A TMN
afirma que as pessoas «deixaram de se deslocar para utilizar os serviços,
uma vez que estes andam com eles».
Em termos de evolução de mercado, perspectiva-se um crescimento
da oferta de serviços na área fixo/móvel, tanto no
mercado de consumo como empresarial. À semelhança do que
aconteceu com o e-mail, é provável que se assista a uma nova
migração de aplicações Web para o móvel
na área dos conteúdos pessoais. No contexto empresarial,
a tendência é para ofertas de soluções integradas
de comunicação através de um só operador.
«Os indicadores permitem pensar que o país vai estar melhor no
segundo semestre de 2007», constata o chief financial officer da Oni
Communications. De acordo com este responsável, no segundo semestre
algumas das tendências dos últimos meses para o sector serão
observadas de forma muito clara, nomeadamente, fixos à procura do negócio
móvel, móveis a entrar no fixo, operadores a ganhar competências
nas TI, parcerias, especialização e segmentação
de operadores.
Para a Oni Communications, o segundo semestre de 2007 será o período
da consolidação da mudança que está a ser preparada
a nível interno e que marcará segundo Rui Martins, «um
novo ciclo de crescimento que terá início no último
trimestre do ano».
A par da «inovação e da diferenciação
da oferta», a TMN garante que a estratégia deve assentar,
acima de tudo, «na qualidade do serviço, com vista a proporcionar
sempre a melhor experiência de utilização aos clientes».
No business plan deste operador destaca-se a aposta de tornar a utilização
da Internet móvel o mais próxima possível da fixa
(internetnotelemóvel), bem como na disponibilização
de serviços como a Casa T (móvel e fixo), que a TMN considera
ser a «primeira e realmente a única solução
de homezoning no País», bem como o Pack Voz Fixa, orientado
para profissionais e empresas.
Durante 2007, as orientações estratégicas da Sonaecom
relativamente ao fixo passarão por consolidar a adaptação
do seu negócio a um modelo de acesso directo e por fazer crescer
a sua quota de mercado de banda larga. «A Sonaecom irá usar
a sua oferta de triple play e home video como propostas complementares
ao seu produto de double play e para promover a sua venda», revela
o administrador executivo e COO da Sonaecom.
Quanto à Optimus,
as suas prioridades operacionais «vão
continuar a consistir em iniciativas de crescimento, extraindo maior valor
da voz, do messaging, dos dados e do multimédia e alargando as fronteiras
do mercado tradicional, através do lançamento e promoção
de produtos convergentes fixo/móvel e produtos móveis de acesso à Internet»,
esclarece o mesmo responsável.
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