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Semana Informática > Especial > Telecomunicações
 
 
ÍNDICE:
 Análise de mercado TI
Sector cresce muito acima do PIB nacional
Portugal longe da média europeia em investimentos em TI

 Sectores em análise
Um ano de crescimento comedido
Bases de dados
Business intelligence
Contact Centers
Enterprise resource planning
Formação
Gestão documental
Infraestruturas
Integradores
Outsourcing
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Sistemas de Informação geográfica
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Telecomunicações
 Opinião
Simplificar as TI para vencer no negócio

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Tecnológicas aumentam capacidade de internacionalização

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QREN fomenta investimento nacional

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 Estudo Salários/Opinião
Salários de mãos dadas com currículos
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Telecomunicações
De

 
Desfeita a OPA da Sonaecom à PT, o mercado começou a dinamizar-se. Aquisições, novas ofertas e redefinição de públicos-alvo são algumas das novidades do sector

Após o bloqueio da oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Portugal Telecom, os operadores continuam a apelar à regulação do sector das telecomunicações, uma vez que as normas reguladoras tardam em materializar-se.

Ao todo, e de acordo com os dados da IDC Portugal, o mercado nacional de telecomunicações está valorizado em cerca de 6 mil milhões de euros.

À margem deste cenário fazem-se negócios, concentram-se carteiras de clientes e esgrime-se no mercado uma luta de titãs, cujas armas são novas ofertas de serviços e de produtos, conforme se pode constatar pelos 25 milhões de euros que a Sonaecom deu para adquirir o negócio residencial da Oni e pelos 16 milhões de euros que desembolsou para integrar a operação da Tele2 Portugal.


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O acesso móvel e com crescente qualidade a serviços como a Internet e a televisão, tradicionalmente fixos, a disponibilização de conteúdos informativos e de entretenimento cada vez mais diversificados e a massificação da banda larga móvel vieram alterar de modo irreversível a forma de comunicar. O triple play conheceu este ano o seu ponto alto em termos de ofertas e é, para alguns operadores, estratégico para o crescimento do negócio.

Na opinião do chief financial officer da Oni Communications, Rui Martins, o mercado das telecomunicações em Portugal rondará, actualmente, os 7 milhões de euros, incluindo fixo e móvel, voz, dados, serviços, operadores, empresas e residenciais. No entanto, este responsável afirma que, futuramente, «a sobreposição destes serviços com outros de TI dificultará o apuramento deste valor».
Com base nos últimos dados da Anacom, relativos a 2006, a penetração do mercado móvel em Portugal atingiu os 112,8 por cento, o que representa um aumento em relação a 2005 e uma posição acima da média da UE. A penetração da Internet de banda larga subiu para os 13,3%, mas, ainda assim, situou-se abaixo da média europeia. Quanto à penetração das redes fixas permaneceu praticamente inalterada durante 2006 e também abaixo da média europeia.

De acordo com o administrador executivo e COO da Sonaecom, Luís Reis, os serviços móveis «aumentaram relativamente ao ano anterior, mas o pequeno aumento que se verificou nos serviços de rede fixa deveu-se a um acréscimo no aluguer de circuitos e serviços de dados, que compensou o decréscimo nos serviços de telefonia fixa».

A mobilidade ao nível da oferta de serviços é a clara tendência em toda a Europa e acentuar-se-á no futuro. A TMN afirma que as pessoas «deixaram de se deslocar para utilizar os serviços, uma vez que estes andam com eles». 

Em termos de evolução de mercado, perspectiva-se um crescimento da oferta de serviços na área fixo/móvel, tanto no mercado de consumo como empresarial. À semelhança do que aconteceu com o e-mail, é provável que se assista a uma nova migração de aplicações Web para o móvel na área dos conteúdos pessoais. No contexto empresarial, a tendência é para ofertas de soluções integradas de comunicação através de um só operador.

«Os indicadores permitem pensar que o país vai estar melhor no segundo semestre de 2007», constata o chief financial officer da Oni Communications. De acordo com este responsável, no segundo semestre algumas das tendências dos últimos meses para o sector serão observadas de forma muito clara, nomeadamente, fixos à procura do negócio móvel, móveis a entrar no fixo, operadores a ganhar competências nas TI, parcerias, especialização e segmentação de operadores.

Para a Oni Communications, o segundo semestre de 2007 será o período da consolidação da mudança que está a ser preparada a nível interno e que marcará segundo Rui Martins, «um novo ciclo de crescimento que terá início no último trimestre do ano».

A par da «inovação e da diferenciação da oferta», a TMN garante que a estratégia deve assentar, acima de tudo, «na qualidade do serviço, com vista a proporcionar sempre a melhor experiência de utilização aos clientes». No business plan deste operador destaca-se a aposta de tornar a utilização da Internet móvel o mais próxima possível da fixa (internetnotelemóvel), bem como na disponibilização de serviços como a Casa T (móvel e fixo), que a TMN considera ser a «primeira e realmente a única solução de homezoning no País», bem como o Pack Voz Fixa, orientado para profissionais e empresas.

Durante 2007, as orientações estratégicas da Sonaecom relativamente ao fixo passarão por consolidar a adaptação do seu negócio a um modelo de acesso directo e por fazer crescer a sua quota de mercado de banda larga. «A Sonaecom irá usar a sua oferta de triple play e home video como propostas complementares ao seu produto de double play e para promover a sua venda», revela o administrador executivo e COO da Sonaecom.

Quanto à Optimus, as suas prioridades operacionais «vão continuar a consistir em iniciativas de crescimento, extraindo maior valor da voz, do messaging, dos dados e do multimédia e alargando as fronteiras do mercado tradicional, através do lançamento e promoção de produtos convergentes fixo/móvel e produtos móveis de acesso à Internet», esclarece o mesmo responsável.

 
 
 
 
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