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Semana Informática > Especial > Recrutamento de profissionais de TI no bom caminho
 
 
ÍNDICE:
 Análise de mercado TI
Sector cresce muito acima do PIB nacional
Portugal longe da média europeia em investimentos em TI

 Sectores em análise
Um ano de crescimento comedido
Bases de dados
Business intelligence
Contact Centers
Enterprise resource planning
Formação
Gestão documental
Infraestruturas
Integradores
Outsourcing
Networking
Segurança
Servidores
Sistemas de Informação geográfica
Armazenamento
Telecomunicações
 Opinião
Simplificar as TI para vencer no negócio

 Internacionalização
Tecnológicas aumentam capacidade de internacionalização

 Modernização Empresarial
QREN fomenta investimento nacional

 Mercado de trabalho
Recrutamento de profissionais de TI no bom caminho

 Estudo Salários/Opinião
Salários de mãos dadas com currículos
SI do really matter!

 VOXPOP
Empresários pedem redefinição de objectivos do Governo
  ESTADO DA NAÇÃO MERCADO DE TRABABALHO

Recrutamento de profissionais de TI no bom caminho
De S.I./eWeek

 
Apesar de o desemprego atormentar a economia do País, o mercado de trabalho para profissionais da área tecnológica continua a evoluir positivamente

O mercado de tecnologias de informação constitui actualmente um dos sectores mais dinâmicos em Portugal, continuando a ser extremamente apelativo e recompensador para os profissionais deste sector. «É um sector que tem tido um crescimento ainda moderado, mas bem visível, no qual se registou um aumento progressivo do número de processos de recrutamento e selecção desenvolvidos ao longo dos últimos trimestres», afirma o responsável da Michael Page, Nuno Troni.

Algumas empresas a actuar no mercado de recrutamento afirmam que, com o fim da OPA da Sonaecom sobre a Portugal Telecom, o mercado de recrutamento para as TI sofreu uma ligeira aceleração, nomeadamente, no sector das telecomunicações.


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De acordo com a Michael Page, durante o ano de 2006 e o 1º trimestre de 2007, a função de account manager foi a mais procurada, tanto por empresas de hardware, como de software, serviços ou consultoria. Os processos de account manager representaram cerca de 55% do número total de processos desenvolvidos para empresas de TI, sendo que em metade destes processos o nível de experiência requerido para a função era já elevado – entre 5 a 9 anos de experiência. O account manager tende a evoluir para duas funções distintas – business development manager ou sales manager.

«Trata-se de uma posição extremamente exigente, em que é fundamental uma licenciatura em engenharias ou gestão, experiência alargada na venda de uma determinada solução/produto, aliado a um conhecimento profundo de uma área de negócio específica, como banca e seguros ou telecomunicações, entre outras», explica o mesmo responsável.

O segundo perfil mais procurado (cerca de 20% do total) foi o de channel manager, sendo que a designação da posição pode variar de empresa para empresa. Trata-se de uma posição que tem sofrido uma evolução bastante significativa, passando de um profissional que anteriormente lidava apenas com o canal, descurando muitas vezes o cliente final, para um perfil de um profissional que para além de manter uma ligação bastante estreita com o canal, o apoia na identificação, negociação e conclusão de novas oportunidades de negócio junto do cliente final. O perfil de pre-sales é também um dos mais requisitados por parte das empresas, sendo exigido um forte background técnico aliado a uma apetência comercial consistente.

A par dos account manager e channel manager, realçam-se ainda as funções de business development manager, sales manager e technical account manager, embora com uma menor procura.
Relativamente ao core business das empresas que mais têm recrutado em Portugal, a Michael Page revela que as da área de software, com destaque para as que actuam nas áreas de business intelligence, hardware e integradores, são os maiores contratadores.

No campo das oportunidades nas telecomunicações, a Grafton Technologies revela que os engenheiros nas áreas de ADSL, optical e IP foram os mais procurados.

O anúncio de imprensa continua a ser o principal canal de recrutamento, No entanto o division manager da Grafton Technologies, Marco Gomes, afirma começar a notar-se uma sensibilização das empresas para recorrer a consultoras na área de recrutamento especializado. «Estas empresas não só têm profissionais identificados com as competências pretendidas, como também têm mecanismos que permitem, de uma forma rápida e eficaz, encontrar o profissional certo», explica este responsável.
Os portais corporativos, os portais de emprego online são outros dos canais destacados pela section manager da Hays Information Technology, Anabela Silva.

Quando se trata de perfis juniores, esta responsável refere que são muito valorizadas as parcerias com universidades de referência. As faculdades são um dos grandes fornecedores de recursos e é lá que muitas empresas vão buscar profissionais qualificados, ou procurar juniores para moldar à imagem do seu negócio. A Faculdade de Ciências da Universidade Nova é um desses pólos. Por exemplo, o quinto ano de formação do curso de Engenharia Informática do Departamento de Informática da FCUL, ou o segundo ano do mestrado em Engenharia Informática (com a adaptação do processo de Bolonha) é, no entender da faculdade, «um veículo privilegiado para a colocação no mercado de licenciados em engenharia».

As feiras de emprego organizadas pelas universidades são outro dos canais que permitem o contacto com o mercado empregador. A FCUL organiza anualmente um jobshop de informática - Informania – com o objectivo de promover o primeiro contacto entre os alunos e o mundo empresarial. «A Informania é o espaço por excelência para as empresas conhecerem os finalistas da FCUL e divulgarem as condições que oferecem para a realização de projecto em engenharia informática», assume a professora do DI-FCUL, Ana Afonso.

De acordo com esta docente, nos últimos anos, a oferta tem excedido o número de alunos finalistas. No ano lectivo de 2005/2006 foram registadas 124 ofertas de emprego para um universo de 50 alunos e no último ano 2006/2007 foram feitas 212 ofertas para cerca de 80 alunos.

Quando o mercado procura profissionais com requisitos específicos, encontra-se já bastante generalizado o recurso aos chamados head hunters, ou ao executive search. «Enquanto que na última década, as empresas recorriam a executive search para perfis de top management, hoje, esta metodologia é empregue para várias posições, independentemente da senoridade dos candidatos», esclarece o responsável da Michael Page.

Geralmente, na área das TI, quem recorre aos serviços de executive search são empresas multinacionais ou nacionais de dimensão. De acordo com o director-geral da Hire&Trust, Nuno Fraga, «os perfis mais procurados agrupam-se em duas grandes áreas: comercial e gestão de projectos».

Quanto aos critérios mais privilegiados pelos contratadores, a partner responsável pela área de executive search do Eurogroup, Dalila Almeida, destaca o «bom conhecimento técnico actualizado e os excelentes skills relacionais». Segundo ele, as competências de comunicação, relação interpessoal e liderança são alvo de uma ponderação, cada vez mais, elevada durante a avaliação de perfis.

Portugal é reconhecido pelos especialistas em executive search como um mercado de talentos na área das TI. «Ao nível do top management existe um número relativamente interessante de talentos, alguns inclusive com reconhecimento internacional», confirma o managing partner da Boyden, Luís Melo.
De acordo com este responsável, existem empresas estrangeiras, nomeadamente nas áreas SAP, que procuram recursos portugueses pelo facto de os considerarem não apenas bons tecnicamente e com potencial de crescimento, mas também por estes poderem ser «atraídos por packages salariais mais baixos do que os profissionais dos países de origem dessas empresas».

Em relação aos estrangeiros que enviam CVs para trabalhar em Portugal ao nível do top management, Luís Melo diz que são maioritariamente americanos.

 Empresas de mãos dadas com universitários
O recrutamento nas faculdades é uma opção para muitas empresas tecnológicas que actuam no mercado nacional. Actualmente, as grandes empresas criaram programas específicos para executar esta estratégia. A Novabase institucionalizou o Novabase Academy e através dela recruta anualmente o «melhor talento existente à saída das principais universidades portuguesas», refere a directora de recursos humanos da empresa, Ana Maçarico.

O HP University é outra das iniciativas nesta área. Promovido pela HP em todo o mundo, este programa visa acolher candidatos recém-formados para participarem num programa de 10 semanas de formação, antes de integrarem a HP Portugal. «A HP gosta de atrair novos talentos com vontade de experimentar o mundo empresarial na área das tecnologias», justifica a directora de recursos humanos da HP Portugal, Ilda Ventura.

As vantagens são muitas, mas a que mais salta à vista é a facilidade de formar alguém à medida das empresas. «Desta forma consegue-se ter a certeza de que vai desempenhar as tarefas de acordo com a linha definida pela empresa», afirma o director-geral da PHC, Ricardo Parreira.
 
 
 
 
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