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Semana Informática > Especial > Salários de mãos dadas com o currículo
 
 
ÍNDICE:
 Análise de mercado TI
Sector cresce muito acima do PIB nacional
Portugal longe da média europeia em investimentos em TI

 Sectores em análise
Um ano de crescimento comedido
Bases de dados
Business intelligence
Contact Centers
Enterprise resource planning
Formação
Gestão documental
Infraestruturas
Integradores
Outsourcing
Networking
Segurança
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Sistemas de Informação geográfica
Armazenamento
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 Opinião
Simplificar as TI para vencer no negócio

 Internacionalização
Tecnológicas aumentam capacidade de internacionalização

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QREN fomenta investimento nacional

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Recrutamento de profissionais de TI no bom caminho

 Estudo Salários/Opinião
Salários de mãos dadas com currículos
SI do really matter!

 VOXPOP
Empresários pedem redefinição de objectivos do Governo
  ESTADO DA NAÇÃO ESTUDO SALÁRIOS

Salários de mãos dadas com o currículo
De

 
De acordo com 7º Estudo Salarial da Hays, em 2007, os aumentos salariais acima da linha da inflação tiveram como alvo o pessoal técnico com conhecimentos actualizados em áreas tecnológicas emergentes

Numa altura em que abundam recursos de TI no mercado de trabalho e as técnicas de recrutamento são cada vez mais personalizadas, a relação currículo/salário ganha uma nova expressão. No seu último Estudo Salarial, a Hays Information Technology aponta uma tendência de evolução do mercado nesse sentido, com os inquiridos a relacionar os aumentos salariais, acima da linha da inflação, previstos para 2007, com o nível de conhecimentos técnicos em áreas específicas, como o Java e .Net.


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«Aqueles que se mantiveram actualizados em relação aos seus conhecimentos nas tecnologias emergentes beneficiam bastante mais do que aqueles com CVs que apenas demonstrem um conjunto de conhecimentos desactualizados, originando assim uma falta de candidatos disponíveis», revela a empresa.

Da mesma forma, a Hays revela que o facto de em 2006 terem aparecido muitas pequenas empresas nacionais de TI, que criaram novas oportunidades de emprego, provocou também uma pressão ascendente nos níveis salariais dos profissionais classificados. Ocasionalmente, estas pequenas empresas viram-se obrigadas a pagar mais pelo mesmo conjunto de conhecimentos técnicos, já que são encaradas como um risco maior pelos potenciais candidatos.

Este relatório revela ainda que as grandes multinacionais continuam a recrutar no nosso país, procurando conhecimentos técnicos a um custo relativamente baixo, quando comparado com outros países europeus.

A Hays apurou que, embora continue a existir uma forte procura de profissionais com experiência, actualmente, o mercado está mais equilibrado, com os candidatos a procurar consolidar as suas posições e a estar alerta a mudanças baseadas unicamente em aumentos consideráveis de salário.
Apesar dos aumentos salariais verificados durante 2006 não terem sido demasiado elevados, a empresa considera que o número de processos de recrutamento foi relativamente estável. Quase 60 por cento dos inquiridos admite ter sido um ano pouco dinâmico nesta matéria e apenas 5% afirmou que este mercado atravessou um bom momento em 2006.

A maioria dos profissionais de TI inquiridos no Estudo Salarial mostrou-se satisfeito com a sua remuneração. Apenas 38% considerou que esta está desadequada às funções que exerce, situação que é desculpada com o facto de os pacotes salariais anteriormente praticados serem já elevados. Mais de metade destes profissionais revelou não ter obtido aumentos durante 2006 e quase 18% afirma ter sido aumentado acima dos 6%.

A Hays apurou que a remuneração variável ainda não é aplicada na maioria dos casos, já que 53% dos profissionais afirma não a possuir. Nos restantes casos, em que uma percentagem variável do salário existe, esta é atribuída tendo em linha de conta os objectivos (quase 37%) e através de ajudas de custo (mais de 31%).

Nos últimos anos, a Hays constatou um maior número de ofertas de emprego aos nossos candidatos, cujo pacote salarial incluía elementos variáveis. Em 2003, este número era de cerca de 38%, enquanto que actualmente em Portugal e Espanha esse valor se encontra acima dos 50%.

Apesar dos esquemas referidos estarem habitualmente ligados a posições comerciais, cuja performance dos profissionais é facilmente medida e directamente associada aos objectivos das vendas, os esquemas de bónus estão a ser também implementados nas remunerações dos profissionais de “Back Office” e de suporte, cuja performance é medida através de uma avaliação constante.

Para os executivos de topo, o esquema de bonificação é uma prática standard – mais de 90% das propostas apresentadas aos candidatos deste nível baseiam uma substancial parcela da remuneração na performance do profissional. Tipicamente, cerca de 40% do salário é pago num bónus final.

Nos níveis médios e técnicos (posições não comerciais), os pacotes salariais, incluindo um sistema de bónus, são cada vez mais frequentes, em que mais de 40% dos profissionais deste nível auferem 10 a 20% do salário base quando atingem os objectivos. Mais de 50% dos candidatos entrevistados, que trabalham em funções técnicas, «beneficiam neste momento de um elemento variável, seja ele uma parte ou o todo da sua remuneração total, ou seja, em média, este elemento atinge cerca de 15% da remuneração total anual, existindo casos em que o valor máximo atingível é de 20% e, alguns, pode até chegar a 30/35%», revela a Hays.

Face a estes dados é possível verificar que a atitude dos candidatos face aos elementos salariais variáveis está a mudar. Em anos anteriores, muitos candidatos mostraram alguma desconfiança em relação aos elementos variáveis e muitos demonstravam pouca atenção relativamente aos possíveis ganhos implícitos nestes esquemas salariais, quando tomavam a decisão final perante uma oferta de trabalho específica.

Esta situação alterou-se e actualmente os candidatos já consideram estes possíveis ganhos e além disso, em muitos casos estão preparados para aceitar uma oferta de trabalho com um salário base baixo, em troco de um esquema comissional mais elevado, desde que se identifiquem com a empresa e com o projecto.

Por outro lado, o Estudo Salarial revela que os profissionais demonstram cada vez mais interesse por pacotes de benefícios oferecidos em vez do salário base em si. Carros de empresa, esquemas de pensão, seguro médico, telemóvel e computadores portáteis são alguns dos benefícios que “ajudam” os candidatos a decidir. Mais de 70% dos profissionais inquiridos beneficia deste tipo de regalias. Cerca de 54% dos recursos admite possuir um seguro de saúde e 52% aponta o telemóvel como benefícios. A quase totalidade dos profissionais (92,7%) acredita que estes mesmos benefícios são uma boa ferramenta de cativação e considera-os na altura de analisar novas propostas de emprego (87,6%).

 
 
 
 
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