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Salários de mãos dadas com o currículo
De
De acordo com 7º Estudo Salarial da Hays, em 2007,
os aumentos salariais acima da linha da inflação tiveram como
alvo o pessoal técnico com conhecimentos actualizados em áreas
tecnológicas emergentes
Numa altura em que abundam recursos de TI no mercado de trabalho e as técnicas
de recrutamento são cada vez mais personalizadas, a relação
currículo/salário ganha uma nova expressão. No seu último
Estudo Salarial, a Hays Information Technology aponta uma tendência
de evolução do mercado nesse sentido, com os inquiridos a relacionar
os aumentos salariais, acima da linha da inflação, previstos
para 2007, com o nível de conhecimentos técnicos em áreas
específicas, como o Java e .Net.
«Aqueles que se mantiveram actualizados em relação
aos seus conhecimentos nas tecnologias emergentes beneficiam bastante mais
do que aqueles com CVs que apenas demonstrem um conjunto de conhecimentos
desactualizados, originando assim uma falta de candidatos disponíveis»,
revela a empresa.
Da mesma forma, a Hays revela que o facto de em 2006 terem aparecido muitas
pequenas empresas nacionais de TI, que criaram novas oportunidades de emprego,
provocou também uma pressão ascendente nos níveis
salariais dos profissionais classificados. Ocasionalmente, estas pequenas
empresas viram-se obrigadas a pagar mais pelo mesmo conjunto de conhecimentos
técnicos, já que são encaradas como um risco maior
pelos potenciais candidatos.
Este relatório revela ainda que as grandes multinacionais continuam
a recrutar no nosso país, procurando conhecimentos técnicos
a um custo relativamente baixo, quando comparado com outros países
europeus.
A Hays apurou que, embora continue a existir uma forte procura de profissionais
com experiência, actualmente, o mercado está mais equilibrado,
com os candidatos a procurar consolidar as suas posições
e a estar alerta a mudanças baseadas unicamente em aumentos consideráveis
de salário.
Apesar dos aumentos salariais verificados durante 2006 não terem
sido demasiado elevados, a empresa considera que o número de processos
de recrutamento foi relativamente estável. Quase 60 por cento dos
inquiridos admite ter sido um ano pouco dinâmico nesta matéria
e apenas 5% afirmou que este mercado atravessou um bom momento em 2006.
A maioria dos profissionais de TI inquiridos no Estudo Salarial mostrou-se
satisfeito com a sua remuneração. Apenas 38% considerou que
esta está desadequada às funções que exerce,
situação que é desculpada com o facto de os pacotes
salariais anteriormente praticados serem já elevados. Mais de metade
destes profissionais revelou não ter obtido aumentos durante 2006
e quase 18% afirma ter sido aumentado acima dos 6%.
A Hays apurou que a remuneração variável ainda não é aplicada
na maioria dos casos, já que 53% dos profissionais afirma não
a possuir. Nos restantes casos, em que uma percentagem variável
do salário existe, esta é atribuída tendo em linha
de conta os objectivos (quase 37%) e através de ajudas de custo
(mais de 31%).
Nos últimos anos, a Hays constatou um maior número de ofertas
de emprego aos nossos candidatos, cujo pacote salarial incluía elementos
variáveis. Em 2003, este número era de cerca de 38%, enquanto
que actualmente em Portugal e Espanha esse valor se encontra acima dos
50%.
Apesar dos esquemas referidos estarem habitualmente ligados a posições
comerciais, cuja performance dos profissionais é facilmente medida
e directamente associada aos objectivos das vendas, os esquemas de bónus
estão a ser também implementados nas remunerações
dos profissionais de “Back Office” e de suporte, cuja performance é medida
através de uma avaliação constante.
Para os executivos de topo, o esquema de bonificação é uma
prática standard – mais de 90% das propostas apresentadas
aos candidatos deste nível baseiam uma substancial parcela da remuneração
na performance do profissional. Tipicamente, cerca de 40% do salário é pago
num bónus final.
Nos níveis médios e técnicos (posições
não comerciais), os pacotes salariais, incluindo um sistema de bónus,
são cada vez mais frequentes, em que mais de 40% dos profissionais
deste nível auferem 10 a 20% do salário base quando atingem
os objectivos. Mais de 50% dos candidatos entrevistados, que trabalham
em funções técnicas, «beneficiam neste momento
de um elemento variável, seja ele uma parte ou o todo da sua remuneração
total, ou seja, em média, este elemento atinge cerca de 15% da remuneração
total anual, existindo casos em que o valor máximo atingível é de
20% e, alguns, pode até chegar a 30/35%», revela a Hays.
Face a estes dados é possível verificar que a atitude dos
candidatos face aos elementos salariais variáveis está a
mudar. Em anos anteriores, muitos candidatos mostraram alguma desconfiança
em relação aos elementos variáveis e muitos demonstravam
pouca atenção relativamente aos possíveis ganhos implícitos
nestes esquemas salariais, quando tomavam a decisão final perante
uma oferta de trabalho específica.
Esta situação alterou-se e actualmente os candidatos já consideram
estes possíveis ganhos e além disso, em muitos casos estão
preparados para aceitar uma oferta de trabalho com um salário base
baixo, em troco de um esquema comissional mais elevado, desde que se identifiquem
com a empresa e com o projecto.
Por outro lado, o Estudo
Salarial revela que os profissionais demonstram cada vez mais interesse
por pacotes de benefícios oferecidos em vez
do salário base em si. Carros de empresa, esquemas de pensão,
seguro médico, telemóvel e computadores portáteis são
alguns dos benefícios que “ajudam” os candidatos a decidir.
Mais de 70% dos profissionais inquiridos beneficia deste tipo de regalias.
Cerca de 54% dos recursos admite possuir um seguro de saúde e 52%
aponta o telemóvel como benefícios. A quase totalidade dos
profissionais (92,7%) acredita que estes mesmos benefícios são
uma boa ferramenta de cativação e considera-os na altura de
analisar novas propostas de emprego (87,6%).
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