SI do Really Matter!
De Luís Portugal
Deveza
O mercado dos Sistemas de
Informação (SI) deu sinais semelhantes
nos finais de 2006 e princípios de 2007,
em linha com os indícios de recuperação
económica, denotando uma boa performance
de lançamento de investimentos (que se traduzem
em encomendas aos fornecedores). Por outro lado,
os investimentos de mais de meio milhão
de dólares, que se tinham tornado invulgares,
ressurgiram no mercado português, fruto de
mudanças estruturais necessárias
para várias organizações públicas
e privadas – em tecnologia e serviços
(mais nestes).
Segundo o EITO, o mercado português deverá ter crescido 3,4 por
cento em 2006 (em quebra em relação ao crescimento anterior) e
a previsão para 2007 aponta uma aceleração até aos
5.6%. Os dois segmentos de maior crescimento absoluto serão o do hardware
(incluindo o dos servidores que tem tido crescimento negativo) e dos serviços.
Vivemos num ambiente económico com sinais positivos mas ainda não
sustentado porque o investimento não voltou ao crescimento positivo.
Assim se comportará o mercado das tecnologias de informação.
Um bom primeiro trimestre de 2007 significa uma boa primeira metade de
2007? Gostaríamos que a resposta fosse afirmativa mas a aposta não
está à partida ganha.
Por esse motivo, no segundo semestre do corrente ano espera-se que as organizações
consolidem a noção de que a sua capacidade de flexibilidade,
agilidade, segurança e até transparência (pela positiva)
está relacionada com a existência de uma boa e bem gerida
plataforma de SI – seja ela do lado do incremento da facturação
seja do lado da redução dos custos, ambos contribuindo para
o aumento da rentabilidade.
Se as organizações acharem que os investimentos em SI (e
não as suas tecnologias isoladas) são uma rotina, sem valor
acrescentado, sem valor competitivo ou diferenciador, estão erradas.
Do mesmo modo estarão, se não crescerem o valor do investimento
na compra externa de serviços ou se os considerarem fonte de gastos,
em vez de a construção de uma plataforma futura de maior
competitividade e eficiência.
Como é possível imaginar os esforços de modernização
da administração pública, como o SIMPLEX e o PRACE,
sem investimentos em bons e bem geridos SI como suporte? A banca e a sua
liderança na aposta nos SI como factor determinante na sua eficiência,
captura de clientes e redução de custos é um exemplo.
E, mais recentemente, as telecomunicações.
O vento parece soprar a favor de um razoável 2007 para os SI e os “SI
do Really Matter”!
* Administrador-delegado da Unisys Portugal
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