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Contact centers
De
Este sector é apontado como um dos que apresentam
a maior taxa de crescimento na economia nacional, e a tendência é para
continuar
Portugal é um mercado bastante evoluído em matéria
de contact centers, sendo procurado por algumas multinacionais, que fixam
no nosso país os seus centros de atendimento globais. A juntar a isto
destaca-se também o facto de as empresas procurarem captar novos clientes
e fidelizar os actuais com serviços mais orientados.
Num estudo realizado em 2004, a Datamonitor previa que até 2008 Portugal
albergasse cerca de 600 contact centers, num total de 14 mil posições
de atendimento. O certo é que, de acordo com a Associação
Portuguesa de Contact Centers (APCC), actualmente, estes valores em termos de
posições de atendimento já foram largamente ultrapassados
e este sector económico é um dos que apresentam maior crescimento
na economia portuguesa. Estima-se que este sector produza directamente mais de
1,3 mil milhões de euros, o que, salvo os contributos indirectos, corresponde
aproximadamente a 1 por cento do produto interno bruto (PIB) nacional.
De acordo com a APCC, este sector deverá continuar a
crescer nos próximos dois anos, embora não a um ritmo tão
acentuado como até agora. A IDC estima que este mercado cresça
a um ritmo anual de 7% até 2008. As pequenas e as médias
organizações
e a administração pública serão as instituições
que mais implantarão novos contact centers. De acordo com estes
dados da IDC, o mercado português de centros de contacto deverá valer
este ano cerca de 22 mil posições de atendimento (valores
acumulados).
A actividade de contact center em Portugal está organizada em cinco
grandes sectores de actividade. Em número de clientes, as telco
e os serviços financeiros têm as maiores operações,
seguidos dos contact centers que actuam em regime de outsourcing, utilities
e serviços. Estes cinco grupos de actividade englobam praticamente
80% de toda a actividade realizada no mercado.
Traçado um cenário de crescimento, os fornecedores de tecnologia
nesta área acreditam que o mercado está a acordar para as
novas tendências em termos de arquitecturas baseadas em standards
como o SIP e, de acordo com o CEO da Collab, Pedro Quintas, os clientes
pedem «muito claramente contact centers IP, com um foco renovado
nos cenários de interacção multimédia».
O director-geral da Altitude Software Portugal, José Santos Coelho,
partilha da mesma opinião e admite que «existe uma maior dinâmica
no mercado, com um número crescente de consultas aos fornecedores
de tecnologia nesta área».
No primeiro trimestre de 2007 «verificou-se a continuação
da tendência de migração para IP dos contact centers,
além da criação de raiz de muitos novos projectos
em IP», esclarece o country manager da Avaya Portugal,
João Gonzalez.
Esta dinamização parece estar a ser potenciada no segmento
de pequenos e médios centros de contacto, (até 50 PAs) e
nas áreas de forte potencial como a administração
pública local e central e indústria e serviços. «Apesar
de a dimensão média dos contat centers actualmente em implementação
ser relativamente reduzida, o mesmo não pode ser dito da sua sofisticação,
já que estes incorporam cada vez mais canais de contacto (voz, e-mail,
web, sms ), havendo já alguns a equacionar a implementação
de vídeo, potenciando o crescimento da terceira e quarta gerações
de terminais móveis», revela o director de Marketing e Desenvolvimento
de Negócio da NextiraOne Portugal & Espanha, Pedro Morão.
A Siemens Enterprise Communications espera que o contact center para o
Centro de Atendimento do Serviço Nacional de Saúde seja um
bom prenúncio para o sector e que possa chamar a atenção
das empresas para este canal de comunicação, que pode ser
encarado como um factor de diferenciação perante a concorrência.
Para o segundo semestre de 2007, a Siemens identifica um maior potencial
de crescimento na área das aplicações adicionais como
outbound dialing, call recording e monitoring, e-mail response management
software, workforce management software e e-learning. Por outro lado, observa-se «um
número crescente de PME que investem em soluções compactas
e económicas, em muitos casos baseadas em VoIP, para optimizar o
atendimento ao cliente», refere o CEO Siemens Enterprise Communications,
Stefan Nüesch.
Do ponto de vista tecnológico, o director de Marketing e Desenvolvimento
de Negócio da NextiraOne espera a afirmação de novos
conceitos de Dynamic Contact Center e Business Process Routing. O Dynamic
Contact Center possibilita a adaptação/alteração
automática das tarefas executadas no CC (inbound, outbound, tratamento
de e-mail) pelos diferentes agentes, em função da normal
evolução da actividade e do volume de interacções
expectável, optimizando assim o funcionamento do CC e o rendimento
dos agentes. O Business Process Routing permitirá elevar o patamar
de routing de interações com clientes através de uma
maior sintonia entre os contactos com clientes e os processos de negócio
de cada empresa.
Do ponto de vista do negócio, o director-geral da Altitude Software
Portugal garante que o controlo de custos «continuará a ser
prioritário», mas afirma que a melhoria dos serviços
ao cliente «não está a ser descurada».
Os principais fornecedores esperam que 2007 seja um ano fértil em
oportunidades de negócio. Todos esperam aumentar o volume de negócios.
A
Contact, por exemplo, prevê assegurar até final do ano um
crescimento, apoiando-se no arranque das novas instalações
nas Caldas da Rainha, que, de acordo com a administração, serão
determinantes para o crescimento do negócio durante este ano.
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