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Semana Informática > Especial > Contact centers
 
 
ÍNDICE:
 Análise de mercado TI
Sector cresce muito acima do PIB nacional
Portugal longe da média europeia em investimentos em TI

 Sectores em análise
Um ano de crescimento comedido
Bases de dados
Business intelligence
Contact Centers
Enterprise resource planning
Formação
Gestão documental
Infraestruturas
Integradores
Outsourcing
Networking
Segurança
Servidores
Sistemas de Informação geográfica
Armazenamento
Telecomunicações
 Opinião
Simplificar as TI para vencer no negócio

 Internacionalização
Tecnológicas aumentam capacidade de internacionalização

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QREN fomenta investimento nacional

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Recrutamento de profissionais de TI no bom caminho

 Estudo Salários/Opinião
Salários de mãos dadas com currículos
SI do really matter!

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Empresários pedem redefinição de objectivos do Governo
  ESTADO DA NAÇÃO SECTORES EM ANÁLISE

Contact centers
De

 
Este sector é apontado como um dos que apresentam a maior taxa de crescimento na economia nacional, e a tendência é para continuar

Portugal é um mercado bastante evoluído em matéria de contact centers, sendo procurado por algumas multinacionais, que fixam no nosso país os seus centros de atendimento globais. A juntar a isto destaca-se também o facto de as empresas procurarem captar novos clientes e fidelizar os actuais com serviços mais orientados.

Num estudo realizado em 2004, a Datamonitor previa que até 2008 Portugal albergasse cerca de 600 contact centers, num total de 14 mil posições de atendimento. O certo é que, de acordo com a Associação Portuguesa de Contact Centers (APCC), actualmente, estes valores em termos de posições de atendimento já foram largamente ultrapassados e este sector económico é um dos que apresentam maior crescimento na economia portuguesa. Estima-se que este sector produza directamente mais de 1,3 mil milhões de euros, o que, salvo os contributos indirectos, corresponde aproximadamente a 1 por cento do produto interno bruto (PIB) nacional.


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De acordo com a APCC, este sector deverá continuar a crescer nos próximos dois anos, embora não a um ritmo tão acentuado como até agora. A IDC estima que este mercado cresça a um ritmo anual de 7% até 2008. As pequenas e as médias organizações e a administração pública serão as instituições que mais implantarão novos contact centers. De acordo com estes dados da IDC, o mercado português de centros de contacto deverá valer este ano cerca de 22 mil posições de atendimento (valores acumulados).

A actividade de contact center em Portugal está organizada em cinco grandes sectores de actividade. Em número de clientes, as telco e os serviços financeiros têm as maiores operações, seguidos dos contact centers que actuam em regime de outsourcing, utilities e serviços. Estes cinco grupos de actividade englobam praticamente 80% de toda a actividade realizada no mercado.

Traçado um cenário de crescimento, os fornecedores de tecnologia nesta área acreditam que o mercado está a acordar para as novas tendências em termos de arquitecturas baseadas em standards como o SIP e, de acordo com o CEO da Collab, Pedro Quintas, os clientes pedem «muito claramente contact centers IP, com um foco renovado nos cenários de interacção multimédia».

O director-geral da Altitude Software Portugal, José Santos Coelho, partilha da mesma opinião e admite que «existe uma maior dinâmica no mercado, com um número crescente de consultas aos fornecedores de tecnologia nesta área».

No primeiro trimestre de 2007 «verificou-se a continuação da tendência de migração para IP dos contact centers, além da criação de raiz de muitos novos projectos em IP», esclarece o country manager da Avaya Portugal, João Gonzalez.

Esta dinamização parece estar a ser potenciada no segmento de pequenos e médios centros de contacto, (até 50 PAs) e nas áreas de forte potencial como a administração pública local e central e indústria e serviços. «Apesar de a dimensão média dos contat centers actualmente em implementação ser relativamente reduzida, o mesmo não pode ser dito da sua sofisticação, já que estes incorporam cada vez mais canais de contacto (voz, e-mail, web, sms ), havendo já alguns a equacionar a implementação de vídeo, potenciando o crescimento da terceira e quarta gerações de terminais móveis», revela o director de Marketing e Desenvolvimento de Negócio da NextiraOne Portugal & Espanha, Pedro Morão.

A Siemens Enterprise Communications espera que o contact center para o Centro de Atendimento do Serviço Nacional de Saúde seja um bom prenúncio para o sector e que possa chamar a atenção das empresas para este canal de comunicação, que pode ser encarado como um factor de diferenciação perante a concorrência. Para o segundo semestre de 2007, a Siemens identifica um maior potencial de crescimento na área das aplicações adicionais como outbound dialing, call recording e monitoring, e-mail response management software, workforce management software e e-learning. Por outro lado, observa-se «um número crescente de PME que investem em soluções compactas e económicas, em muitos casos baseadas em VoIP, para optimizar o atendimento ao cliente», refere o CEO Siemens Enterprise Communications, Stefan Nüesch.

Do ponto de vista tecnológico, o director de Marketing e Desenvolvimento de Negócio da NextiraOne espera a afirmação de novos conceitos de Dynamic Contact Center e Business Process Routing. O Dynamic Contact Center possibilita a adaptação/alteração automática das tarefas executadas no CC (inbound, outbound, tratamento de e-mail) pelos diferentes agentes, em função da normal evolução da actividade e do volume de interacções expectável, optimizando assim o funcionamento do CC e o rendimento dos agentes. O Business Process Routing permitirá elevar o patamar de routing de interações com clientes através de uma maior sintonia entre os contactos com clientes e os processos de negócio de cada empresa. 

Do ponto de vista do negócio, o director-geral da Altitude Software Portugal garante que o controlo de custos «continuará a ser prioritário», mas afirma que a melhoria dos serviços ao cliente «não está a ser descurada».

Os principais fornecedores esperam que 2007 seja um ano fértil em oportunidades de negócio. Todos esperam aumentar o volume de negócios.

A Contact, por exemplo, prevê assegurar até final do ano um crescimento, apoiando-se no arranque das novas instalações nas Caldas da Rainha, que, de acordo com a administração, serão determinantes para o crescimento do negócio durante este ano.

 
 
 
 
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