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Enterprise Resource Planning
De
Os principais players dizem que o mercado dá mostras
de vitalidade, com as PME ainda a merecerem destaque
Apesar de se encontrarem amplamente disseminadas entre as empresas, nem
por isso as ferramentas de Enterprise Resource Planning (ERP) deixam de assegurar
o seu lugar de destaque no mercado nacional das TI. Segundo a IDC, o sector
vale, em Portugal, qualquer coisa como 50 milhões de euros (68 milhões
de dólares), com crescimentos de 7,4 por cento até 2010.
Francisco Ramos Chaves, responsável pela área de aplicações
de gestão da Microsoft, vai um pouco mais longe no valor estimado, apontando
para «os 80 milhões de euros», não incluindo aqui as
bases de dados. Por seu turno, Ilda Freitas, ERP business development manager
da SAP Ibéria, não avançou valores concretos mas sublinhou
que o mercado global nesta área «continua a surpreender pela sua
vitalidade e Portugal não é excepção».
Para a responsável da SAP, o ERP é hoje «uma
ferramenta tão comum de trabalho, que as empresas dependem dele
para sobreviver».
Mas, a verdade é que «a consciência por parte das companhias
relativamente a este facto não é ainda total», sendo
que o despertar para esta realidade «está a ser um processo
gradual, cuja verdadeira dimensão é ainda desconhecida».
Face a esta realidade, Ilda Freitas referiu que «a avaliação
do mercado nacional de ERP é sempre um processo inacabado e cujo
valor é sempre crescente». No entanto, o grande desafio continuará a
ser a capacidade de comunicar ao mercado nacional «a forma como o "velho" ERP é a
resposta para os "novos" desafios de gestão das organizações»,
garantindo, desta forma, «que este mercado, em Portugal, continua
a valorizar-se».
Jorge Saraiva, director-geral da Exact Portugal, considera que o ERP é um
mercado «essencialmente de substituição, razão
pela qual prevalece uma maior maturidade em todo o processo de compra».
Mercado
maduro
No entanto, fruto deste «mercado mais maduro», existem
novos níveis de exigência e necessidades «que vão
além
do tradicional ERP», disse ainda Jorge Saraiva. De acordo com o responsável
da Exact, num País em que a esmagadora maioria das organizações
são PME e que em virtude dos actuais paradigmas de gestão
competem com organizações globais «onde perdem competitividade
numa perspectiva de economias de escala», proliferam em Portugal «acções
inovadoras e extremamente criativas de novas formas competitivas».
Estes casos acabam por demonstrar «a maturidade e também uma
tendência de não utilizar as TI somente para a sua área
administrativa mas sim como propulsor de negócio, gerando mais-valias
competitivas».
Para uma área específica dos ERP, ou seja, as soluções
particularmente concebidas para as empresas com actividade de crédito
especializado, Luís Dias, administrador da Vantyx Systems, apontou
um valor de mercado a rondar «os 12 milhões de euros».
Este responsável adiantou que os primeiros seis meses de 2007 foram «muito
positivos» – com crescimentos no trimestre na casa dos 10% –,
esperando-se que o segundo semestre «consolide o crescimento verificado
no primeiro».
Em jeito de balanço e perspectivas relativamente a 2007, Jorge Saraiva
explicou que «o primeiro semestre de 2007 foi uma agradável
surpresa para a Exact Portugal», sendo que a companhia praticamente «dobrou
o orçamento inicialmente previsto». Por seu lado, tradicionalmente, «o
segundo semestre representa pouco menos de dois terços do ano».
Assim sendo, e fruto de «uma primeira metade onde a Exact bateu todos
os recordes, a segunda metade surge com perspectivas muito elevadas».
Na realidade, dentro da Exact, a perspectiva «é que em 2007, à semelhança
de 2005, Portugal vai voltar a ser o país, entre os 50 onde a Exact
está presente, com maior crescimento».
PME marcam mercado
Do lado da SAP Ibéria, Ilda Freitas explicou que
se assiste «a
um despertar das empresas – principalmente as mais pequenas – para
a importância que representa a utilização de um ERP».
Face a esta realidade, o primeiro semestre de 2007 «tem decorrido
de acordo com o típico comportamento de um primeiro semestre: sempre
em constante aceleração até às férias»,
observou esta responsável. A consolidação de uma solução
dirigida ao mercado das PME «está a ser, neste semestre,
um contributo significativo para o sucesso da SAP trazendo eficácia
na abordagem a este segmento».
Ao longo dos últimos seis meses do ano, Ilda Freitas disse esperar
que «a aposta nas soluções SAP para as PME continue
a dar frutos», assim como «o upgrade para a última versão
ERP 6.0».
Do lado da Microsoft, o balanço faz-se através do Microsoft
Dynamics NAV que, de acordo com Francisco Ramos Chaves, se afirmou «inquestionavelmente
no mercado nacional, apresentando um crescimento de 43% face ao período
homólogo anterior, ou seja, quatro vezes superior à taxa
de crescimento do mercado».
No que diz respeito a
perspectivas para o segundo período do ano,
o responsável da Microsoft avançou que a companhia está «muito
optimista», já que se constata «que há cada vez
mais empresas portuguesas a apostar e a investir na inovação
como factor diferenciador».
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