| |
ESTADO
DA NAÇÃO |
SECTORES
EM ANÁLISE |
|
Formação
De
As mudanças que estão a acontecer no mercado
de software, com a introdução de novas ferramentas e versões,
são o empurrão que os formadores estavam à espera para
revitalizar o negócio
O mercado de formação está sob influência dos
novos astros do panorama do software. O Vista e o Office 2007 serão,
indubitavelmente, os motores deste mercado nos próximos tempos. A
procura de formação nesta área, por utilizadores e gestores
de sistemas, «tem tendência para crescer, ainda que a um ritmo
gradual», defende a directora comercial da Galileu, Cláudia
Vicente.
No segundo semestre «existirá um mercado mais amadurecido para apostar
na procura de profissionais certificados nas credenciais recentemente lançadas
pela Microsoft, tais como Microsoft Certified Technology Specialist, Microsoft
Certified Professional Developers e Microsoft Certified IT Professionals»,
complementa a directora adjunta da Rumos, Marlene Almeida.
A obtenção de formação e certificação
em Microsoft Exchange 2007 e na área de Desenvolvimento na Framework
3.0 será outra das tendências futuras.
A responsável do departamento de Formação do Citeforma,
Cristina Tavares, acredita que este cenário será propício
ao crescimento investimento das empresas em formação, em
sincronia com a evolução da economia. «Esta realidade
impulsionará a procura de formação por iniciativa
do trabalhador, enquanto reforço do seu portfolio de competências»,
acrescenta esta responsável.
À margem de uma evolução positiva, surgem porém
alguns factores que poderão criar uma resistência ao investimento
em formação, especialmente no mercado particular. A directora
comercial da Galileu garante que se sente cada vez mais dificuldades financeiras
em efectuar este tipo de investimento, mesmo que as empresas apresentem alternativas
de financiamento. «Apesar da percepção clara da importância
da formação e da certificação em tecnologias de
informação, o nível de endividamento das famílias
portuguesas e a precariedade do mercado de trabalho transformam a percepção
de um investimento efectivo», explica Cláudia Vicente.
Actualmente, não existe consenso na determinação do
valor do mercado nacional de formação informática.
Existem estudos que estabelecem o seu valor na casa dos 30 milhões
de euros e especialistas que garantem que este segmento, embora classificado
como um motor estratégico do desenvolvimento empresarial, não
ultrapassa os 17,5 milhões de euros.
A directora do Instituto de Formação Prisma, Sónia
Rosa, diz que este é um dado difícil de apurar por dois grandes
motivos. «Para além de ser muito vasto e abarcar agentes tão
diversos como as empresas de formação, os fabricantes ou
produtores, os free-lancers ou as escolas de negócio associadas
a universidades, este mercado também abarca diversas temáticas,
como sistemas de informação, comportamental, gestão
de projectos, consultoria, entre muitas outras».
No entanto, é inegável que a formação é reconhecida
como um factor diferenciador, quer para os profissionais, porque permite
a sua distinção e reconhecimento no mercado empresarial,
quer para as empresas às quais confere um maior nível de
competitividade.
Paralelamente, o consultor para a área de TI do Citeforma, Vítor
Santos, considera que está a assistir-se a uma maior procura, por
parte das empresas, de prestações de serviços na área
das TI, «devido à combinação de dois factores,
que são a introdução das medidas de formação
profissional no código do trabalho e a importância que esta área
representa para grande parte das empresas, independentemente da sua área
de negócio».
Consciente de que o crescimento da procura de formação será um
padrão do sector no próximo semestre e no próximo ano,
a vice-presidente e directora de qualidade da NHK, Fátima Gil, alerta
para a importância dos formandos serem exigentes na procura. Os potenciais
alunos devem «apostar em empresas com grandes certificações
e com sistemas de qualidade sólidos», afirma esta responsável.
|