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Semana Informática > Especial > Gestão documental
 
 
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Gestão documental
De

 
Um início de ano a meio gás, marca a gestão documental no nosso país. Foram muitos os pedidos de demonstração mas poucos os projectos adjudicados

Mais do que uma “possibilidade a considerar”, a gestão documental depressa se tem vindo a transformar numa “necessidade a implementar” para a grande maioria das empresas. A verdade, é que as companhias se ressentem cada vez mais dos enormes volumes de informação que se geram diariamente e da necessidade – e, até mesmo, obrigatoriedade – de armazenarem toda essa informação.

Ainda assim, na generalidade, os principais players do mercado, ouvidos pelo Semana, queixam-se de um primeiro semestre marcado por adiamentos, embora perspectivem uma segunda metade do ano recheada de trabalho.   


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Segundo o director comercial da Partner Solutions, Júlio Malheiro, o primeiro semestre de 2007 tem sido marcado pela «consolidação e fecho de muitos dos projectos iniciados no ano anterior». O mesmo responsável não deixou, no entanto, de chamar a atenção para outra situação relevante: «Uma crescente procura deste tipo de soluções, tendo sido solicitadas diversas provas de conceito, pilotos e demonstrações de soluções, tanto no sector privado como na administração pública». Factor que leva a acreditar «que o segundo semestre será excepcionalmente movimentado nesta área».

Na realidade, Júlio Malheiro disse esperar que os segundos seis meses «sejam o tempo das adjudicações e início dos projectos». Existem «muitos projectos em curso que, se não acontecerem imprevistos», podem vir a transformar o segundo semestre no «melhor de sempre para a Partner Solutions», concluiu o mesmo responsável.

Mercado retraído
Da Link, chega a ideia de haver ainda algum «retraimento em termos de investimento». A situação não tem, no entanto, impedido «a procura crescente e muito positiva nesta área, a qual acaba por se traduzir num acréscimo de vendas», reconheceu Ricardo Fragata Silva, director da unidade de administração pública daquela empresa.

Este responsável acredita que «a necessidade de utilizar soluções de gestão documental é cada vez mais uma realidade sentida pela maioria das organizações». Estas começam a tomar consciência «de que no actual contexto empresarial, uma correcta análise da informação disponível é essencial para optimizar o processo de tomada de decisão».

Também apoiado neste contexto, Ricardo Fragata Silva diz ter «perspectivas positivas» para o segundo semestre. A Link conta essencialmente, «com um maior crescimento económico e com uma cada vez maior consciencialização que o investimento em gestão documental é uma prioridade».
Do lado da CSC, o balanço do primeiro semestre é «globalmente positivo», apesar de este «ter ficado um pouco aquém das expectativas» da própria companhia, segundo referiu o seu consulting & systems integration, account manager, Paulo Braz.

Os indicadores do final do ano de 2006 davam conta de uma forte procura prevista para o início do corrente ano que «se veio a verificar» mas, «várias oportunidades foram, por diferentes motivos, adiadas para o segundo semestre».

Segunda metade do ano
Por seu lado, a CSC supõe que os últimos seis meses «sejam francamente melhores que o semestre anterior, fruto do adiamento de decisões que estavam previstas para o início do ano».

Para Paulo Braz, «o mercado de gestão documental revela uma clara melhoria quando comparado com períodos anteriores». No entanto, «o sector privado mostra-se mais dinâmico face ao sector público, existindo uma preocupação evidente na tentativa de melhorar a produtividade e optimizar os processos».
Em jeito de balanço relativamente ao primeiro semestre do ano, o gestor de projectos da Advantis, Fernando Gameiro, referiu que a empresa «atingiu plenamente os seus objectivos tendo reforçado a sua equipa de desenvolvimento em 30%». É, igualmente, de notar «a maior maturidade do mercado que conhece as soluções que existem, as vantagens e desvantagens de cada uma, os custos e, mais interessante, os paradigmas tradicionais e as novas abordagens de implementação».

Relativamente aos meses que aí vêem, Fernando Gameiro admite que «o segundo semestre tenha um desempenho idêntico ao primeiro», mantendo-se «um crescimento de 25%».

No que ao valor do mercado diz respeito, os dados são difíceis de conseguir, embora Júlio Malheiro diga que «as verbas canalizadas para investimentos em gestão documental são cada vez maiores desde há dois ou três anos». Ainda assim, este responsável avançou uma estimativa variável entre os «10 e os 15 milhões de euros».

Já Paulo Braz aproveitou para deixar uma ideia mais abrangente, no âmbito do ILM (que integra não só a gestão documental, como também a gestão de conteúdos, a captura e o storage), com valores «a rondar os 150 milhões de euros», saídos de um total de «4500 milhões em que está avaliado o mercado nacional de TI».

 
 
 
 
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