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Semana Informática > Actualidade > INSEAD defende mudanças na gestão e avaliação de activos de TI
 
 
INSEAD defende mudanças na gestão e avaliação de activos de TI
De
Semana nº 868 de 1 a 7 de Fevereiro de 2008


 
As administrações das grandes empresas desprezam o valor dos seus activos de TI quando comparados com outros activos, regularmente avaliados, como o numerário, a marca, o imobiliário e a propriedade intelectual

Um estudo do INSEAD identifica o software como um activo fundamental para a estratégia de negócio e como um veículo importante para a criação de valor no negócio. O trabalho foi conduzido pelo professor Soumitra Dutta, chair of Business & Technology do INSEAD, e assenta numa pesquisa quantitativa realizada pela Micro Focus junto de vários CIO e CFO.

Apesar de um investimento global de um trilião de dólares em TI no ano de 2006, os investigadores concluíram que os sistemas de TI ainda são um activo empresarial oculto, colocando em evidência o facto de a dimensão e valor dos activos de TI serem ignorados pelas empresas líderes mundiais, quando comparados com outros activos, regularmente avaliados, como o numerário, marca, imobiliário e propriedade intelectual.


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O estudo identifica ainda a falta de ferramentas adequadas para avaliar o valor de negócio dos principais activos de software de uma empresa e desafia os executivos de topo a comunicarem o real valor para o negócio dos seus principais activos de software, muitas vezes considerados apenas como um custo, ao Conselho de Administração.

«As empresas têm gerido os seus principais activos de software como um custo, que deve ser minimizado e não como um activo para criação de valor», afirma Soumitra Dutta, acrescentando ainda que os CIO e os CFO «precisam de comunicar ao Conselho de Administração o valor de negócio dos principais activos de software bem como tornar prioritária a medição do valor dos seus activos de software».

De acordo com chair of Business & Technology do INSEAD, os principais activos de software representam um valor oculto nas empresas e necessitam de ser correctamente avaliados para um conjunto de situações e exemplifica: «A tomada de decisões de investimento acertadas; demonstrações financeiras; fusões e aquisições; negociação de parcerias; licenciamento e franchising e transparência nas relações com os investidores».

Soumitra Dutta sugere a metodologia de Conjoint Analysis como a melhor abordagem para medir o valor dos principais activos de software. Segundo este académico, numa aplicação tradicional desta metodologia, as pessoas fazem trade-offs nos diferentes atributos do produto. Para aplicar esta técnica aos activos de software, «é necessário fazer trade-offs nos diferentes resultados de negócio associados a um activo de software». No entender deste responsável do INSEAD, se as organizações analisarem a conversão dos resultados reais de negócio gerados pelos sistemas centrais de TI em métricas de valor de negócio, então «existe uma forte oportunidade de calcular o real valor financeiro dos principais activos de software para o negócio», conclui Soumitra Dutta.

 
 
 
 
 
     
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