PMO quer mais clientes internacionais
De
Semana nº 871 de 22 a 28 de Fevereiro de 2008
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Alexandre Rodrigues,
partner da PMO Consulting |
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A empresa de consultoria pretende apostar numa estratégia internacional, embora sinta que há ainda muito a fazer no mercado português
Nascida em 2001, a PMO Consulting pretende agora começar a apostar fortemente no mercado internacional, através da criação de uma estratégia específica neste campo. Em entrevista ao Semana, o partner da PMO, Alexandre Rodrigues, explicou que deseja «aumentar a recorrência dos clientes internacionais». O objectivo passa por «firmar parcerias com empresas locais», capazes de impulsionar o negócio. A verdade é que, como salientou Alexandre Rodrigues «os negócios aparecem muitas vezes através deste tipo de parcerias».
O responsável da companhia fez saber, no entanto, que não sente, «neste momento, qualquer necessidade de localizar internacionalmente» a PMO Consulting, até porque «com a capacidade de deslocação que existe hoje em dia, isso acabaria por não compensar». De qualquer forma, o mercado internacional «é para agarrar», muito no seguimento de outros projectos que já têm vindo a ser desenvolvidos além-fronteiras. Neste âmbito, Alexandre Rodrigues deixou o exemplo dos trabalhos feitos «para a Nato, na Bélgica», ou para «a Vodafone na Alemanha» onde a PMO é responsável por acções de formação na sua área de central: a gestão de projectos.
A aposta no mercado internacional não invalida a continuação do trabalho em Portugal, «país onde ainda há muito a fazer», segundo o nosso interlocutor. De qualquer forma, o partner da PMO Consulting explicou que se torna necessário marcar presença em «economias produtivas» onde existe «maior capacidade para pagar os projectos». Na verdade, «não é que se dê mais importância a determinada situação, mas uma economia produtiva revela mais capacidade para investir».
Falta de recursos
Quando se fala em procurar mais projectos fala-se, necessariamente, em crescer no número de recursos internos. A este nível, Alexandre Rodrigues explicou que existe «uma grande dificuldade de recrutamento». Actualmente com cerca de 15 consultores, a companhia sente sempre dificuldade em encontrar quadros técnicos «capazes de responder às suas necessidades». A empresa procura «expertise de gestão muito elevada e de espectro fino», circunstâncias que «reduzem ainda mais o espectro».
Dos elementos que compõem a equipa da PMO actualmente, cerca de 20 por cento «tem doutoramentos e a maior parte avançou para o MBA». No fundo, a companhia tem uma cultura «virada para a aprendizagem» e para a transferência de conhecimento.
A companhia surge focada na gestão de projectos e disponibiliza um conjunto de serviços unicamente direccionados «para a necessidade de melhorar o negócio e a actividade das organizações». Conforme referiu Alexandre Rodrigues, este «é um conceito bastante abrangente» mas que se pode resumir ao facto de sabermos, à partida, «que nos dias que correm, a actividade de negócio das organizações passa cada vez mais por alterações e essas alterações precisam de ser geridas».
A empresa acompanha o cliente no terreno e ao longo de todo o processo de implementação das técnicas de gestão de projectos. Ajuda ainda a definir o que é importante para aquele cliente e dá formação aos recursos humanos.
Os serviços da PMO incluem três vertentes principais, sendo a primeira das quais a de consultoria de apoio à definição, desenvolvimento e implementação de metodologias de gestão de projectos, o que permite à organização «delinear a estratégia correcta e eficaz para evoluir na escala de maturidade da gestão de projectos, enquanto respondendo a curto prazo às necessidades mais prementes do negócio», segundo garante a companhia.
A segunda vertente diz respeito à consultoria de apoio à definição, desenvolvimento, customização e implementação de sistemas aplicacionais. Neste caso, pretende-se ajudar a delinear «a estratégia correcta e eficaz para evoluir um sistema aplicacional de apoio à metodologia da gestão do projecto» adoptada pelo cliente.
Formação com grande procura
A terceira área é a de formação de recursos humanos em project management, até porque «a prática profissionalizada da gestão de projectos exige know-how técnico e uma cultura de trabalho compatível com as técnicas de gestão de projectos», defende a PMO Consulting.
Neste caso, existem dois tipos de cursos principais: um de 200 horas «que por vezes é dado em regime de pós-graduação» e um de apenas 30 horas, denominado Complet Project Management.
No entanto, o responsável da PMO explicou que o curso de 200 horas tem vindo a suplantar o de apenas 30, sendo que a companhia «ultrapassou já a vigésima edição deste tipo de acção de formação». Começou por ser desenvolvido para a Portugal Telecom, foi depois também aplicado na Microsoft e tem vindo a ser requerido por diferentes clientes da PMO. No final, todos os quadros que frequentem este tipo de curso ficam certificados pelo Project Management Institute (PMI).
A empresa lusa começou por trazer para Portugal o PMI no qual baseia toda a sua oferta de serviços e produtos. Na altura, o PMI não existia em Portugal, pelo que a companhia optou «por convidar algumas outras consultoras a registarem-se também no PMI e a lançarem os seus cursos de formação totalmente alinhados com este conceito». Na verdade, tratava-se de criar «algum tipo de concorrência já que não é possível jogar sozinho num campeonato de futebol».
Ainda assim, Alexandre Rodrigues defendeu que a concorrência existente no mercado português «não oferece exactamente aquilo que a PMO disponibiliza». No fundo, existem algumas diferenças: «Os nossos competidores não fazem apenas gestão de projectos; não é esse o único serviço que vendem», enquanto que «a PMO não vende nada mais para além de gestão de projectos», clarifica o partner da PMO Consulting.
Em termos de facturação, Alexandre Rodrigues referiu que a sua empresa factura, em média, «100 mil euros por mês», sendo que a companhia tem vindo a crescer «com alguma calma».
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