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Semana Informática > Actualidade > Comércio electrónico pode dinamizar economia portuguesa
 
Comércio electrónico pode dinamizar economia portuguesa
De
Semana nº 914 de 6 a 12 de Feveiro de 2009


 
Alexandre Nilo da Fonseca, presidente da ACEP
Mais de um milhão de consumidores em Portugal fazem compras online com frequência, uma adesão que devia ser melhor aproveitada pelas empresas

Mais de 4 milhões de pessoas em Portugal utilizam regularmente a Internet, e destas, mais de um milhão fazem compras online com frequência. Cerca de 90 por cento dos internautas nacionais tomam a decisão de compra depois de analisarem e compararem os produtos e serviços na Internet. Esta adesão dos consumidores online deveria ser melhor aproveitada pelas empresas, investindo mais nesta área. É por isso que a Associação do Comércio Electrónico em Portugal (ACEP) defende que a utilização do comércio electrónico pode impulsionar a economia nacional. Esta associação vê ainda a adopção da factura electrónica como um meio de redução de custos para as empresas e para o Estado.


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A ACEP socorre-se das estimativas realizadas pela Comissão Europeia (CE), que apontam para uma redução de 18 mil milhões de euros no espaço da União Europeia, para justificar a sua posição. A redução está relacionada com a proposta da CE de revisão das regras de facturação no espaço europeu, regras essas que passam pela simplificação e adopção generalizada da factura electrónica na União Europeia.

Alexandre Nilo Fonseca, presidente da ACEP, refere que as empresas portuguesas «têm que começar a mostrar os seus produtos e serviços aos milhões de potenciais clientes que utilizam a Internet se quiserem sobreviver nestes tempos que vivemos». Segundo este responsável, no actual contexto de acentuada crise económica, o crescimento sustentado das vendas e das pesquisas online nos últimos anos é um sinal importante para as empresas portuguesas. «A adesão do consumidor, e também das empresas, ao comércio electrónico é uma realidade que deve ser aproveitada pelo tecido empresarial, por um lado, para chegar a novos mercados e, por outro, para criar novas oportunidades nos mercados existentes», diz o presidente da ACEP, acrescentado que «a aposta na Internet não é opcional. É obrigatória». Perante esta realidade, Alexandre Nilo da Fonseca deixa o aviso: «Quem não tem um plano de curto prazo para estar online pode não sobreviver.»

A associação defende que estão reunidas as condições para as empresas portuguesas apostarem na Internet, como forma de impulsionar a economia, atendendo aos factos de mais de 1 milhão de portugueses fazerem já compras regularmente na Internet e de mais de 90% dos internautas portugueses tomarem as suas decisões de compras depois de analisarem os produtos e serviços na Internet. A estes dados, a ACEP acrescenta ainda que os compradores online portugueses preferem comprar em sites nacionais, e que 25% das lojas online inquiridas para o Barómetro Trimestral do Comércio Electrónico em Portugal, referente ao terceiro trimestre de 2008, indicaram ter tido um aumento superior a 50% do número de clientes que fizeram compras no seu site.

 
 
 
 
 
     
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