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Semana Informática > Actualidade > Oracle debate transformação do negócio
 
Oracle debate transformação do negócio
De
Semana nº 927 de 8 a 14 de Maio de 2009


 
Num mundo composto de mudança, as empresas só sobrevivem se avançarem com uma efectiva e eficaz modificação empresarial

O debate em torno de uma inevitável transformação no seio das empresas deu o mote ao encontro organizado pela Oracle Portugal no Centro Cultural de Belém. As cerca de 350 pessoas que assistiram ao evento tiveram a oportunidade de ouvir e descobrir de que forma a tecnologia pode ajudar as organizações a enfrentarem a crise e a superarem os desafios com sucesso, num mundo que está em constante mudança.


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O debate, moderado pelo professor do Instituto Superior Técnico (IST), José Tribolet, juntou elementos da Administração Pública e do sector empresarial que vieram deixar as suas experiências em matéria de business transformation. Antes disso, Tribolet aproveitou para sublinhar a necessidade de se desenharem arquitecturas de mudança exequíveis dentro das empresas ou nas instituições de Administração Pública, debatendo-se os problemas e garantindo-se que todos sabem do que se fala e que é conhecido, de forma transversal, aquilo que se está a fazer.

O professor chamou ainda a atenção para a importância da informática e das novas tecnologias, nos dias que correm e, muito ao seu jeito directo, sublinhou que, «hoje em dia, um executivo que não saiba nada sobre informática, não pode nunca dirigir uma empresa». José Tribolet deixou uma ideia do que seria, a seu ver, o caminho a seguir no âmbito de business transformation e garantiu que «o enterprise governance é um requerimento fundamental para passar a ter efectivos negócios em tempo real».

Do lado da Administração Pública, o painel contou com os testemunhos de Anabela Pedroso, presidente da Agência para a Modernização Administrativa (AMA) e de Luís Goes, presidente do Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça (ITIJ). Anabela Pedroso lembrou que «não é fácil montar uma arquitectura de processos de negócio, nomeadamente na Administração Pública». Da sua «já longa experiência» esta responsável lembrou que até há pouco tempo havia o problema de se avançarem com projectos «sem se saber bem para que é que se queria essa tecnologia». Actualmente, esta realidade mudou, «sendo que o verdadeiro contexto de arquitectura empresarial surge quando a AP se começa a juntar e a implementar processos comuns».

Anabela Pedroso sublinhou ainda que «os novos modelos de negócio e as arquitecturas empresariais não podem deixar de fora a Web 2.0 e todas as novas funcionalidades da tecnologia». Uma ideia de imediato corroborada por José Tribolet, para quem «a Web semântica é fundamental».

Por seu lado, Luis Goes adiantou que «o ponto fundamental na mudança é o piloto», ou seja, «a arquitectura pode até estar muito bem desenhada, mas, se ninguém correr para atingir os objectivos, então nada se faz». Assim sendo, no caso do Ministério da Justiça, a governação «foi muito importante», ao mesmo tempo que se exigia um necessário «entendimento entre as diferentes partes».

Do lado do sector empresarial, o cenário foi traçado por António Vidigal, CEO da EDP Inovação, empresa na qual «a mudança se vai fazendo por áreas», já que existem ali «milhões e milhões de linhas de código que seriam impensáveis refazer do zero». No caso da Galp Energia, Manuel Ferreira explicou que «já se começou a implementar o modelo de business transformation», sendo que a empresa o fez «por uma questão de racionalização de custos».

O debate contou ainda com as contribuições de Thomas Oestreich, chief EPM strategist da Oracle EMEA, e de Rui Miranda, director Industry Strategy & Insight da Oracle EMEA. O Insight Group não é mais do que «uma espécie de empresa de consultoria que existe dentro da própria Oracle». A ideia é trabalhar de perto com os clientes, «ajudando-os a tomar decisões e apontando-lhes caminhos possíveis a seguir». Constituído por cerca de 20 elementos na EMEA, este é um grupo de trabalho transversal à companhia que actua em diferentes países, independentemente da origem dos seus profissionais. No ano passado, em Portugal, o Insight Group «trabalhou com dois clientes», ajudando a Oracle a passar «de simples fornecedor de tecnologia a um importante parceiro estratégico», assegurou Rui Miranda.

 
 
 
 
 
     
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