Sector em alta
De
Alfredo Sousa/Gestor
Semana nº 949 de 6 a 12 de Novembro de 2009
As 200 empresas que responderam ao ranking totalizaram, em 2008, um volume de negócios de 5 mil milhões de euros, empregando 22 792 pessoas. Se tivermos em conta as TI e as telecomunicações, o volume de negócios conjunto ascende aos 15,2 mil milhões de euros
Em 2007, «a poupança nas compras
transversais do Estado deverá situar-se
entre os 15 e os 20 milhões de euros».
A garantia foi deixada por Francisco Velez Roxo,
presidente da Agência Nacional das Compras
Públicas (ANCP), durante o executive lunch
organizado pela Associação Portuguesa
para o Desenvolvimento das Comunicações
(APDC), cujo objectivo era debater o papel das
tecnologias de informação e comunicação
na modernização da administração
pública.
É possível que as consequências da grave crise económica só sejam visíveis nos resultados relativos ao exercício fiscal de 2009, porque a grande maioria das empresas deste ranking conseguiu alcançar crescimentos positivos, apesar da redução de negócios que se fez sentir no último trimestre de 2008. Mesmo assim, nesta edição, relativa ao ano fiscal de 2008, as empresas que constam do ranking geral totalizaram um volume de negócios de 5 mil milhões de euros, quando as mesmas empresas, em 2007 realizaram um volume de negócios de 4,5 mil milhões de euros. Estes 500 milhões de euros correspondem a um crescimento de 11 por cento.
Se a análise em questão tiver em conta não o mesmo universo de empresas que responderam este ano, mas sim o volume de negócios reportado pelas companhias que responderam ao ranking publicado pelo Semana Informática na edição do ano anterior – relativa ao ano fiscal de 2007 – cujo volume de negócios total foi de 4,7 mil milhões de euros, nesse caso o crescimento seria de apenas um dígito, mais precisamente de 7%.
O sector de TI conseguiu gerar mais empregos em 2008 do que em 2007, sendo que o ranking das 200 maiores empresas conseguiu passar de 21 787 para 22 792 empregados, correspondendo a um aumento de 5%. Destaque neste campo para a Novabase, Contact-Act, IBM, Accenture e Glint, as únicas com mais de 1000 trabalhadores.
HP consolida liderança
Pelo sexto ano consecutivo, a HP Portugal lidera este ranking. A empresa – que entretanto adquiriu a EDS – conseguiu crescer 4% e manteve-se à frente da CPCDI, que apesar de registar uma taxa de crescimento de 10% só conseguiu atingir o segundo lugar do ranking.
Outra subida é a da IBM que passa de quarto para terceiro lugar, à custa de um crescimento de 4% e aproveitando a queda da Novabase para quinto lugar, devido ao decrescimento do negócio de -7%. Este facto deve-se às operações descontinuadas pela Novabase em 2008. Os resultados líquidos das operações em continuação foram de 10,4 milhões de euros; caso essas operações fossem excluídas, o volume de negócios comparável seria de 270 milhões de euros, segundo as normas IFRS. Fechando o top 5 encontra-se a Microsoft que sobe um lugar graças a um crescimento de 18%.
Dentro das 10 maiores empresas de TI há quatro entradas novas, a Techdata (6º), a Erisson Telecomunicações (8º), a JP Sá Couto (9º) e a Alcatel-Lucent Portugal (10º). A DLI Portugal ocupa o mesmo lugar que na edição anterior, mantendo o sétimo lugar do ranking.
Elevada procura de hardware
Ao analisar o segmento de hardware verifica-se que em 2008 registou uma subida de 25%, o que não deixa de ser uma performance de respeito. Este ano, verifica-se uma alteração na liderança deste sub-ranking com a CPCDI a conseguir o primeiro lugar, embora com a HP muito perto, no segundo lugar, mas a mais do dobro de vendas do terceiro lugar, este ano ocupado pela JP Sá Couto que se destacou pelo crescimento de 70%. Este ano a Samsung Portugal e a LG Electronics Portugal não apresentaram os resultados do mercado nacional, motivo pelo qual houve algumas mexidas neste sub-ranking. A Toshiba perdeu um posto e a Novabase que volta a este ranking entrando para o quinto lugar. Nos restantes lugares temos a Databox, que perdeu dois postos, seguida da Alcatel-Lucent Portugal, Prólogica, Bizdirect e, fechando o Top10, a Glint.
XXXXXXX Software sobe só um dígito
Depois de em 2007 o sector do software ter apresentado um crescimento de 50%, nesta edição, as aplicações subiram mas apenas 7%. A Microsoft é líder destacado na área de software, uma vez que a sua vantagem é abismal quando comparada com os resultados do segundo classificado, a SAP Portugal. Ambas as empresas mantêm a mesma classificação de 2007. No terceiro lugar está a Novabase seguida, já muito de longe, pela IBM e depois pela Altitude Software, que subiu um lugar. Nos restantes postos encontramos a Datinfor, Normática, Nextiraone, PHC Software e Bizdirect.
A título de curiosidade, o volume de negócios da Microsoft (262 milhões de euros) é superior ao somatório total dos volumes de negócio das restantes nove empresas que constituem o top 10 deste sub-ranking, que perfazem 228 milhões de euros.
Serviços crescem 23%
Os serviços em 2008 registaram uma taxa de crescimento assinalável, mais precisamente 23%. No entanto, este valor resulta pequeno quando comparado com os 69% atingidos em 2007. Neste sub-ranking a IBM repete a liderança incontestada com um volume de negócios de 254 milhões de euros, conseguindo quase duplicar o valor da Novabase que ocupa o segundo lugar deste sub-ranking graças aos 131 milhões de euros realizados em serviços. Na terceira posição surge a SIBS, que caiu uma posição, mesmo tendo apresentado um crescimento de 9%, que acabou por corresponder a um volume de negócios de 120 milhões de euros.
Telecomunicações superam os 10 mil milhões de euros
É de assinalar que globalmente o subsector das telecomunicações apresentou um crescimento de 8% em 2008 contra os 5% de 2007. Este ano, os operadores de telecomunicações totalizaram um volume de negócios na casa dos 10,2 mil milhões de euros.
O sector das telecomunicações é fértil em mudanças e este ano verificamos que a Portugal Telecom volta a liderar o ranking, visto não ter reportado dados em 2007, forçando a Vodafone para um meritório segundo lugar, dada a grande diferença de estruturas. O último lugar do pódio é ocupado pela Sonaecom que consegue manter-se à frente da Zon Multimédia e da Oni. Nos restantes lugares encontramos a Ar Telecom e a Refer Telecom.
Principais crescimentos
Este ano há novamente uma empresa com um crescimento de quatro dígitos. A MDevices passou de um volume de negócios de um milhão de euros em 2007 para 19 milhões de euros em 2008, atingindo um crescimento de 1769%. De seguida surgem três companhias que reportaram subidas de três dígitos, a Izone, com 228%, a Informática ElCorte Inglês, com 123%, e a Hyfas, com 109%. Destaque para duas repetentes, a Wavecom, que cresceu 97%, e a Ábaco Consultores, que atingiu um volume de negócios superior em 74% quando comparado com os dados de 2007.
Em 2008, dentro do Top200 houve 144 empresas com crescimento positivo e 51 com crescimento negativo. Os Top10 dos crescimentos positivos e negativos foram atingidos por empresas que não fazem parte do Top10 global, dando assim indicação que é mais fácil subir ou cair quando se é pequeno.
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