Franchising Chip7 ultrapassa fronteiras nacionais De
Semana nº 960 de 29 de Janeiro a 4 de Fevereiro
de 2010
Miguel Monteiro, fundador e director-geral da Chip7
O modelo de franchising lançado pela empresa do Grupo Avanport há cerca de um ano deixa de estar circunscrito a Portugal Continental
A Chip7 prepara-se para alargar a sua actividade em 2010, num plano de expansão que envolve investimentos de, aproximadamente, 60 mil euros. Angola, Moçambique, Cabo Verde, Madeira e Açores são os primeiros destinos avançados por Miguel Monteiro, fundador e director-geral da Chip7. Este responsável explica ao Semana como está a ser concretizada a expansão, destacando o maior grau de liberdade concedido aos master franchise que assegurarem a marca nos vários destinos.
Semana Informática – O ano de 2010 será um ano forte para a expansão da Chip 7? Miguel Monteiro – Consideramos que 2010 será um ano propício à consolidação da rede de lojas que já aderiram ao modelo franchising Chip7. Trata-se de um conceito de negócio pioneiro, no terreno há pouco mais de 12 meses, pelo que pensamos que a aposta deve passar, essencialmente, por aprimorar o modelo, garantido mais e melhores condições aos franchisados. Ao nível da expansão, é provável que, durante este ano, meia centena de novas pequenas e médias empresas do sector se possam associar ao modelo de negócio da Chip7.
S.I. – Angola, Moçambique, Cabo Verde, Madeira e Açores surgem como os primeiros destinos. Porquê e quais os timings definidos para estabelecer a operação comercial em cada um deles? M.M. – Existem alguns factores que ajudam a explicar a aposta nas regiões autónomas, em Angola, Moçambique e Cabo Verde como destinos privilegiados para alargar o raio de alcance deste projecto, que até então estava circunscrito a Portugal Continental. Em primeira lugar, trata-se de mercados com potencial de crescimento nesta área, de onde temos recebido múltiplas solicitações. Por outro lado, a Chip7 tem neste momento uma estrutura sólida capaz de fazer face às eventuais contrariedades que poderão advir da aposta nestes destinos, pelo que agora estão reunidas todas as condições para avançar com expansão do projecto. É expectável que, até ao final de 2010, a operação comercial esteja concluída em todos estes mercados.
S.I. – Esta estratégia de expansão assenta no modelo de franchising? M.M – A entrada nestes novos mercados será exclusivamente concretizada através da aposta no modelo de franchising, mais concretamente através de um master franchising. Ou seja, a Chip7 pretende comercializar o território na íntegra junto de um único parceiro que, por sua vez, será responsável pela distribuição do mesmo por todos os potenciais interessados que reúnam as condições de acesso exigidas.
S.I. – Fala-se de um modelo de franchising especial, com mais liberdades. Concretamente o que muda? M.M – O modelo de negócio já aplicado em Portugal Continental e que, em breve, estará em vigor nas regiões autónomas, Cabo Verde, Moçambique e Angola distingue-se do conceito de franchising comum, na medida em que os parceiros não estão obrigados a adquirir produtos à Chip7. A possibilidade de manter os fornecedores com os quais os franchisados já possuem relações privilegiadas é um dos aspectos que tornam este modelo de franchising “especial”.
S.I. – Neste modelo de expansão que condições/garantias são dadas aos franchisados? Diferem consoante o destino? M.M – Entre as condições oferecidas aos franchisados por este modelo de expansão o destaque recai na possibilidade de pertencer a uma vasta rede e de beneficiar das ferramentas de marketing disponibilizadas pela Chip7 (site reúne cerca de 10 mil produtos e é visitado por cerca de 500 mil clientes, mensalmente). A plataforma electrónica de apoio e a formação na área do marketing são mais-valias fundamentais para o desenvolvimento do negócio que os franchisados terão à sua disposição. As condições oferecidas variam de acordo com a realidade de cada destino. Nas regiões autónomas, as garantias são muito semelhantes àquelas que são aplicadas em Portugal Continental, enquanto que em Angola, Moçambique e Cabo Verde são adaptadas às características daqueles mercados.
S.I. – Já estão definidos os parceiros em todos estes destinos ou ainda estão em negociações? M.M – Neste momento, o projecto de expansão está a dar os primeiros passos, pelo que ainda estamos a encetar contactos com o objectivo de encontrar o parceiro que reúna as características e o perfil adequado para assumir um desafio desta natureza. A experiência de mercado e a credibilidade dos interessados são alguns dos critérios valorizados e na base do sucesso do modelo de negócio, a médio e longo prazo.
S.I. – Está previsto um número fechado de parceiros para cada um destes destinos?
b – A política de expansão adoptada prevê a celebração de um contrato com um único parceiro por destino. Caberá a este o papel de negociar o território com todos os interessados, mediante os critérios de admissão estipulados.
S.I. – Destes destinos qual é aquele que consideram mais promissor? M.M – Pelo crescimento registado nos últimos meses, pelo investimento que tem atraído, pela riqueza natural e até pela margem de progressão no sector informático, Angola é, sem dúvida, o destino no qual a Chip7 deposita as maiores expectativas.
S.I. – Quando o processo estiver finalizado, que retorno esperam obter? M.M – A aposta nestes mercados ao abrigo do modelo de franchising visa, numa primeira fase, a capitalização dos direitos de entrada e do fee mensal relativos à admissão de interessados na rede Chip7. Numa segunda fase, o retorno expectável abrange a exportação de produtos Chip7. Através da oferta de condições de aquisição por valores altamente competitivos, a Chip7 poderá aumentar o volume de exportação dos produtos para os novos destinos.
S.I. – E em termos de investimento da vossa parte, estamos a falar de que valores? M.M – O investimento para colocar em prática o plano de expansão do modelo de negócio da Chip7 está avaliado em cerca de 60 mil euros. Este valor compreende as modificações do site – plataforma de comércio electrónica adaptada à realidade do destino – bem como o investimento na formação profissional dos franchisados que é assegurada pela Chip7.
S.I. – Quantos parceiros têm já neste modelo em Portugal? M.M – Até ao momento e um ano após o lançamento do modelo de negócio, o franchising Chip7 já integra cerca de 62 parceiros, não havendo registo de qualquer caso de insucesso.
S.I. – Que balanço fazem do primeiro ano do programa? M.M – Os resultados obtidos no ano de lançamento de um modelo de negócio pioneiro no sector informático são francamente positivos, não só pelo número de parceiros conquistados, como também pelo grau de satisfação que o modelo tem suscitado junto dos mesmos. No momento actual, em que as grandes superfícies comerciais exercem uma pressão muito forte sobre os revendedores de dimensões mais reduzidas, o sucesso das pequenas empresas do ramo informático passa pela prestação de serviços técnicos. O modelo de franchising adoptado pela Chip7 aposta, desde o primeiro momento, na conquista da confiança do consumidor e na transformação do “cliente produto” num “cliente de serviços”. A visão e o êxito desta estratégia podem ajudar a justificar a elevada receptividade do mercado nacional.
S.I. – Quanto representam estes franchisados em termos de facturação? M.M – Neste momento, os parceiros que já integram a rede de franchising Chip7 representam cerca de 15 por cento do total de facturação da Introduxi, empresa do grupo Avanport (que integra a Chip7), de comercialização de material informático.
S.I. – Quais os aspectos mais valorizados pelos franchisados? M.M – Os franchisados reconhecem o potencial do modelo enquanto ferramenta ideal para auxiliar muitas pequenas empresas do sector espalhadas pelo país. A possibilidade de pertencer a uma marca amplamente reconhecida e de beneficiar das ferramentas de marketing por ela disponibilizadas são algumas das mais-valias proporcionadas por este modelo de negócio e que permitem competir de igual para igual com as grandes superfícies. Ao aderir, os franchisados poderão também instituir o conceito de Clínica Chip7 e, deste modo, dar resposta às necessidades técnicas dos clientes cada vez mais exigentes e para quem a informática se tornou um bem essencial.