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Semana Informática > Actualidade > Altran quer mais inovação nas telecomunicações
 
Altran quer mais inovação nas telecomunicações
De
Semana nº 961 de 05 a 11 de Fevereiro de 2010


 
A empresa defende que o sector tem que evoluir sob pena de não conseguir acompanhar o mercado

A Altran Portugal defende a aplicação de metodologias de inovação ao sector das telecomunicações, como forma de promover o desenvolvimento de produtos e serviços diferenciadores, bem como para potenciar a evolução cultural dentro das organizações.

O mercado está a «avançar a um ritmo frenético, e ficar parado, num mundo que se move cada vez mais rápido, significa ficar para trás», alerta Borja Baturone, director-geral da Altran IMD. Com base neste cenário, o responsável considera ser «imprescindível que as organizações cultivem uma capacidade sistemática e recorrente de inovar, em todas as áreas e a todos os níveis».


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Representando actualmente cerca de 40 por cento do volume de negócios global da Altran em Portugal, o mercado de telecomunicações é, na opinião de Bruno Casadinho, director da Unidade de Negócio Telecomunicações e Media da Altran Portugal, «absolutamente estratégico para o desenvolvimento da empresa a curto e médio prazo».

Este responsável afirmou ao Semana que 2009 foi um ano «extremamente positivo para a Altran Portugal, em particular para o sector de Telecomunicações», o que segundo ele prova que mesmo num cenário de crise global é possível gerar riqueza e transformar ameaças em oportunidades. «Conseguimos aumentar a nossa quota de mercado, suportados num forte crescimento (14% do volume de negócio face a 2008), e as contas apontam para os 7,5 milhões de euros», avança Bruno Casadinho.

O director da Unidade de Negócio Telecomunicações e Media reconhece que o mercado de telecomunicações em Portugal é muito exigente e com um enorme potencial, e que a capacidade de inovação e de diferenciação são factores críticos de sucesso nesta área, ao mesmo tempo que a eficiência operacional e a optimização de custos continuam a ser uma fonte de preocupação para todos os players deste mercado.  

«As nossas respostas a estes desafios são: assumirmos maior responsabilidade e risco na entrega, passando de um modelo de entrega de time & material para turn-key e/ou managed service, permitindo reduções de custos directos e indirectos na ordem dos 20%, focando o cliente no core do seu negócio e nas actividades de maior valor acrescentado; […] aposta na inovação, como factor de competitividade para os nossos clientes», revela Bruno Casadinho.

De acordo com este responsável, a oferta da Altran Portugal abrange toda a cadeia de valor no sector de telecomunicações, focando-se em oito domínios: Terminal Equipments, Acesss Networks, Transmissions, Core Networks & Convergence, Value Added Services, Operation Support System, Business Support Systems, Business & Support. «Os nossos principais clientes são operadores (PT Portugal, Sonaecom, Zon, Vodafone) e fabricantes de equipamento (Alcatel Lucent, Ericsson, Motorola, Thales), passando pelo próprio regulador do sector (Anacom)», destaca ainda este especialista.

Questionado em relação a projectos em curso nesta área, o director da Unidade de Negócio Telecomunicações e Media sublinha o desenvolvimento de um novo sistema de mediação operacional, auditoria e implementação de melhores práticas ITIL e CMMI, bem como trabalhos nas áreas de manutenção evolutiva e correctiva em ERP e CRM, de configuração e validação de CPE, de suporte e manutenção L2 e L3 de redes core, e implementações de soluções Enterprise Content Management e Business Process Management.

«Apesar de a maior parte dos CEO considerarem a inovação um factor importante para as empresas, este processo não é fácil, e quando não é feito com a metodologia adequada, pode perder-se muito dinheiro; neste contexto, o segredo não é quanto dinheiro se gasta na inovação, mas como se gasta», relembra Borja Baturone.

Este responsável defende que neste ponto a Altran dá um «precioso contributo», na medida em que «apresenta uma metodologia sólida e testada durante 50 anos, numa multiplicidade de desafios, em todo tipo de empresas e instituições».

«A visão de insight led innovation é particularmente importante e está baseada numa compreensão profunda das necessidades dos clientes», acrescenta o director-geral da Altran IMD.
 
 
 
 
 
     
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