Sage apresenta nova versão do X3
De
, em Paris
Semana nº 961 de 05 a 11 de Fevereiro de 2010
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Paul Walker, chief executive do The Sage Group |
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O ERP surge vocacionado para empresas internacionais e globais, sendo o negócio gerido por um governance board que integra profissionais dos diferentes escritórios da Sage em todo o mundo
A Sage apresentou a nova versão do seu ERP desenhado para o mercado das médias e grandes empresas: o Sage ERPX3 v6. A solução surge no mercado integrada num novo conceito de negócio que compreende a criação de uma equipa internacional para apoiar o desenvolvimento do ERP Sage X3. Esta equipa inclui pessoas chave do negócio mundial da companhia que reúnem os conhecimentos locais da empresa com os recursos globais, para garantir que a solução Sage ERP X3 «é altamente relevante para os clientes actuais».
Em entrevista ao Semana, Paul Walker, chief executive do The Sage Group, explicou a ideia por detrás deste novo conceito: «Pretende-se criar uma equipa internacional com uma perspectiva e uma dimensão internacional mas que, ao mesmo tempo, esteja muito perto do negócio local e das necessidades de cada país e de cada cliente Sage.»
Christophe Letellier, general manager worldwide, Sage ERP X3, acrescentou que «é importante para a Sage estar perto dos seus clientes e perceber aquilo de que eles precisam». Na realidade, esta equipa terá a seu cargo «a gestão do roadmap do produto, a definição dos investimentos a fazer em cada país e será também responsável pelo desenvolvimento conjunto do X3», disse ainda Letellier.
Este governance board deverá trabalhar em estreita colaboração com as operações locais da Sage para garantir que a solução se torne numa oferta complementar aos produtos locais, incluindo serviços internacionais profissionais e de pré-venda assim como formação.
Paul Walker acredita que a criação desta equipa mista internacional «é mais uma evolução na longa história da Sage em disponibilizar exactamente aquilo de que os clientes necessitam». Com esta estratégia, a Sage acredita estar a «quebrar o método convencional de abordagem ao ERP global».
Uma oferta SaaS
Questionado relativamente à possibilidade de vir a disponibilizar o ERPX3 em formato SaaS, Christophe Letellier assegurou que, hoje em dia, no mercado que a Sage serve com o seu ERP «não há qualquer tipo de demanda relativamente ao modelo SaaS». Uma situação que não significa que a empresa deixe de se preparar «e de ter ofertas na calha para vir a endereçar este tipo de modelo». Letellier explicou que o modelo de negócio da sua empresa «é uma mistura entre vendas directas, indirectas e vendas com integradores de sistemas», mas que a Sage está pronta para «entrar no SaaS assim que o mercado o exigir».
O ERPX3 surge vocacionado para grandes clientes ou para clientes médios com necessidades de internacionalização. Os clientes mais pequenos «são actualmente servidos por soluções locais e vão continuar a sê-lo», garantiu Paul Walker. Esta aposta redobrada nas empresas em vias de internacionalização e mais globais não representa «uma mudança de estratégia mas antes uma extensão», assegurou Paul Walker. Tendo em conta que a empresa apresenta já «uma boa base instalada em termos de PME é natural que existam clientes que, potencialmente, querem vir a evoluir e a dar o próximo passo para o mercado internacional». Neste campo, «a Sage através do X3 está disponível para ajudar e ir ao encontro das necessidades que esses clientes possam ter».
Apesar da criação do governance board e também desta nova estratégia, Paul Walker asseverou que os escritórios locais vão manter a sua autonomia, «até porque isso é o coração do nosso negócio e também o nosso maior segredo», afirmou. O responsável máximo do The Sage Group acredita que «a autonomia dada, por exemplo, à Sage Portugal é absolutamente crítica para endereçar com sucesso as necessidades específicas do mercado português».
Paul Walker disse ainda que em termos de receitas totais, o mid-market representa «provavelmente mais de 50% do negócio Sage». O mesmo responsável revelou que em termos de número de clientes, «o entry level é claramente aquele em que existem mais clientes, mas já no caso das receitas o mid-market acaba por ser mais importante».
Com um largo conjunto de melhorias e novas funcionalidades, a solução Sage ERPX3 V6 foi projectada especificamente para responder aos principais problemas enfrentados pelas empresas de média e grande dimensão, ou seja, «redução de custos e economia de tempo, oferecendo uma interoperabilidade plena entre os locais e as equipas dispersas por todo o mundo e melhorando a experiência global do cliente», assegura a Sage. Esta solução pode ser implementada numa ampla gama de plataformas de tecnologia e bases de dados, permitindo uma flexibilidade aos clientes.
A versão seis fornece «uma visão completa das operações de uma empresa e o controlo financeiro total em toda a organização», explicou Letellier. É ainda totalmente funcional, quer numa infra-estrutura local, quer via Internet. A sua interface baseada na Web «permite aos clientes personalizar o sistema de acordo com as suas necessidades e aumenta a sua experiência global», acredita a Sage.
O X3 em Portugal
Depois do lançamento internacional, o Semana quis saber quando é que a nova versão do X3 chegaria a Portugal. Pedro Caçorino Dias, responsável pelo mid market no nosso país, explicou que o segundo semestre deste ano é a data apontada, sendo que o valor de comercialização em termos de licenciamento «não se afastará muito do valor das versões actuais». Onde haverá uma redução no custo total da implementação do ERP Sage, «será no custo associado à quantidade de dias necessários à parametrização e implementação do software, que serão muito inferiores», disse ainda o mesmo responsável.
Com este produto, Pedro Caçorino Dias acredita que a sua empresa poderá vir a ser «líder no mercado das médias empresas, tal como já o é para as PME». A criação do governance board, e no qual Portugal será representado pelo director da unidade de midmarket, tem como objectivo «implementar o princípio “Think Globaly, act localy”», acredita Pedro Caçorino Dias. Esta equipa inclui pessoas chave do negócio mundial da Sage, «que juntam aos conhecimentos locais da empresa os seus recursos globais e internacionais, para garantir que a solução Sage ERP X3 seja altamente relevante para os seus actuais clientes».
Trabalhando em estreita colaboração com a operação portuguesa, esta estratégia «garantirá que a solução Sage ERP X3 se torne numa verdadeira oferta complementar aos actuais produtos locais». Em Portugal, o mid-market «representa 30% do volume total de negócios e engloba X3 e XRT». Entre os clientes de referência neste campo contam-se a Sonae, a Galp, a Teixeira Duarte, a TAP, a Soares da Costa, o Millenium BCP, o BES, a Caixa Geral de Depósitos e o Santander Totta. |