HP confiante no mercado de impressão
De
Semana nº 965 de 5 a 11 de Março de 2010
O segmento de dispositivos multifunções foi o que menos sofreu com a crise em 2009
A HP traçou o panorama actual do mercado de impressão num encontro com jornalistas onde José Correia, director-geral do Grupo de Imagem e Impressão (IPG) da marca em Portugal, deu também a conhecer a estratégia da empresa. Aceitando a quebra acentuada que o mercado impôs às vendas de hardware de impressão (só em Portugal, o número de unidades vendidas caiu 30 por cento nos últimos dois anos), este responsável fez todavia questão de salientar que o IPG é uma das áreas de maior registo de patentes em TI. Dentro da área de imagem e impressão da HP, de resto, «a maior oportunidade de crescimento está no segmento de graphics solutions business» – impressão em grande formato e produção.
Em Portugal, o mercado de impressão «tem vindo a sofrer com o ambiente macroeconómico vivido actualmente», mas «verifica-se uma consolidação do mercado laser». Mesmo assim, o responsável pelo IPG da HP em Portugal garante que o último trimestre de 2009 revelou uma tendência de recuperação, especialmente no que respeita ao segmento de jacto de tinta. Neste segmento particular, a quota de mercado da HP em Portugal cresceu de 61 para 65%. José Correia sublinha o facto de 94% das vendas de aparelhos jacto de tinta dizerem respeito a multifunções – o mercado de standalone printers jacto de tinta é cada vez mais marginal. No total, em 2009, a HP alcançou 54% de quota de mercado – 230 mil unidades vendidas, das quais 61% dizem respeito a impressoras jacto de tinta e 30% a laser. No ano passado, o mercado caiu 26% em valor e 16% em unidades vendidas, mas o segmento de multifunções foi o que sentiu menos o impacte negativo, tanto em valor como em unidades.
José Correia relembra que a HP «deixou de ser uma empresa de impressoras para se transformar numa empresa de impressão» e assume que a marca «quer estar em todas as áreas onde é possível imprimir». Numa perspectiva futura, este responsável salienta que o conteúdo digital passível de ser imprimido vai crescer três vezes a curto prazo (até 2012), pelo que «a HP tem de garantir a melhor oferta em todas as frentes».
No que ao mercado de consumo concerne, o director do IPG explica que «não interessa onde o cliente imprime, desde que seja num equipamento HP». Estima-se que nos próximos três anos se imprima menos em casa, mas a abertura do espectro de funcionalidades móveis possibilita que, por exemplo, 75% dos terminais móveis possam dar ordem de impressão.
A estratégia para o mercado empresarial passa por substituir o parque de impressão das empresas por um conjunto de dispositivos que seja «mais facilmente gerível e mais fiável». Além disso, a HP pretende usar a informação do parque de impressão para optimizar os processos de gestão documental e de impressão e integrar os sistemas de workflow com o ambiente de impressão instalado.
Nos últimos quatro trimestres, o IPG revelou ser um negócio de 24 mil milhões de dólares, correspondente a vendas de 621 milhões de impressoras (464 milhões de jacto de tinta e 157 de impressoras LaserJet). José Correia sublinhou o facto de a HP continuar na dianteira da corrida no que respeita ao share mundial nos segmentos de dispositivos jacto de tinta, laser, consumíveis e impressoras de grande formato. |