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Semana Informática > Actualidade > Nova estratégia económica para a Europa
 
Nova estratégia económica para a Europa
De
Semana nº 966 de 12 a 18 de Março de 2010


 
Durão Barroso, presidente
da Comissão Europeia
A Comissão Europeia lançou a Estratégia Europa 2020 para assegurar a saída da crise e preparar a economia da UE para a próxima década

A Comissão Europeia (CE) identificou três vectores fundamentais de crescimento que deverão orientar as acções concretas da União Europeia (UE) e também nacionais. A primeira delas é o crescimento inteligente (ou seja, a promoção do conhecimento, a inovação, a educação e a sociedade digital). Seguem-se o crescimento sustentável (tornar o nosso aparelho produtivo mais eficiente em termos de recursos, ao mesmo tempo que se reforça a nossa competitividade) e o crescimento inclusivo (aumento da taxa de participação no mercado de trabalho, aquisição de qualificações e luta contra a pobreza). Estes vectores surgem espelhados na Estratégia Europa 2020, agora lançada pela CE e que visa assegurar a saída da crise.


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O organismo europeu acredita que a batalha em prol do crescimento e do emprego «exige um empenhamento ao mais alto nível político e a mobilização de todos os intervenientes à escala europeia».

O Presidente da Comissão, Durão Barroso, explicou a propósito da nova estratégia que «a Europa 2020 reflecte aquilo que teremos de fazer desde já e no futuro próximo para relançar a economia europeia». Este responsável considera que «a crise veio revelar questões fundamentais e tendências insustentáveis que não podemos continuar a ignorar». Na verdade, a Europa regista um défice de crescimento «que compromete o futuro», motivo pelo qual se torna necessário «combater de forma decisiva os pontos fracos e apostar nos inúmeros pontos fortes». Durão Barroso fala na necessidade de se construir um novo modelo económico «baseado no conhecimento, numa economia hipocarbónica e numa elevada taxa de emprego».

Nesse sentido, e em primeiro lugar, a Europa deve tirar ensinamentos da crise económica e financeira mundial, defende a Comissão. A Estratégia Europa 2020, que constitui uma visão para a economia social de mercado da Europa para a próxima década, baseia-se em três áreas prioritárias interdependentes e que se reforçam mutuamente.

Os progressos para alcançar estes objectivos serão avaliados em função de cinco objectivos representativos a nível da UE, que os Estados-membros deverão traduzir em objectivos nacionais, tendo em conta os seus diferentes pontos de partida.

Trata-se de garantir que 75 por cento da população com idades compreendidas entre 20 e 64 anos tenha emprego, que 3% do PIB da UE seja investido em I&D e que os objectivos em matéria de clima/energia «20/20/20» sejam cumpridos. É ainda necessário que a taxa de abandono escolar seja inferior a 10% e pelo menos 40% da geração mais jovem disponha de um diploma do ensino superior e, finalmente, que 20 milhões de pessoas deixem de estar sujeitas ao risco de pobreza.

Para atingir estes objectivos, a Comissão propõe uma agenda Europa 2020 que consiste numa série de iniciativas emblemáticas. Por exemplo, garantir que teremos uma União da inovação, ou seja, recentrando a política de I&D e inovação nos principais desafios societais, «ao mesmo tempo que se colmata o desfasamento que existe entre ciência e mercado, transformando as invenções em produtos», diz a UE. A título de exemplo, a patente comunitária poderia traduzir-se numa economia anual de 289 milhões de euros para as empresas.

Por outro lado, deverá existir uma agenda digital para a Europa. Neste caso, a CE quer retirar, de forma sustentável, benefícios económicos e sociais do mercado único digital baseado na Internet de alta velocidade. «Até 2013, todos os europeus devem ter acesso à Internet de alta velocidade», advoga a Comissão.

É ainda importante ter uma Europa eficiente em termos de recursos, uma política industrial em prol do crescimento verde e delinear uma agenda para novas qualificações e novos empregos. Neste último caso, importaria criar as condições necessárias para a modernização dos mercados de trabalho, «com vista a aumentar as taxas de emprego e assegurar a sustentabilidade dos modelos sociais».
 
 
 
 
 
     
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