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Semana Informática > Negócios > QlikTech anuncia ruptura com o BI tradicional
 
QlikTech anuncia ruptura com o BI tradicional
De
Semana nº 966 de 12 a 18 de Março de 2010


 
José María Alonso, managing director da QlikTech Ibérica
Em conversa com o Semana, José María Alonso afirma que os modelos tradicionais de business intelligence não estão a responder às necessidades actuais do mercado

Numa altura conturbada, há quem veja uma luz ao fundo do túnel e transforme todas as oportunidades em negócio. É com base neste “sentido de oportunidade” que a QlikTech procura demarcar-se no mercado das aplicações de business intelligence e procura acrescentar valor ao conceito que as suportam.

«A situação da crise faz com que as empresas olhem para o BI de outra forma, procurando respostas para decisões rápidas, ou seja, os critérios de rapidez, escalabilidade, visibilidade e retorno são exigências comuns no mercado às quais respondemos prontamente», assegura José María Alonso, managing director da QlikTech Ibérica.


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Defendendo uma abordagem inovadora do BI, este responsável afirma que a sua empresa rompe com o conceito de BI tradicional, no sentido de que não obrigam as empresas a ter estruturas de dados rígidas. «Podemos trabalhar com data warehouse como sem ele, ou seja não forçamos as companhias a estruturar a informação antes de a colocarmos debaixo da capa analítica».

José María Alonso defende mesmo que, actualmente os modelos tradicionais de BI já não respondem às necessidades do mercado, porque «são estruturas de dados extremamente inflexíveis, não tiram o partido de informação de forma ágil e, mais importante, não evoluem à mesma velocidade que o mercado ou o negócio».

Citando dados da IDC, o managing director da QlikTech Ibérica, explicou ao Semana que um projecto médio de BI tradicional está a demorar cerca de 27 meses a ser concretizado. «Um projecto baseado em tecnologia QlikTech tem uma duração média inferior a três meses», garante o responsável. Segundo ele, este é um «argumento de força que permite mostrar ao cliente resultados, minimizando riscos e a tomada de decisão de compra de soluções deste tipo».

Portugal é um mercado estratégico para a empresa, que depois de uma abordagem menos bem conseguida a partir de Espanha incrementou uma política de awareness mais agressiva e investiu na abertura de um escritório no nosso país. Com as primeiras referências de clientes (Cimpor, Turismo de Portugal) e um número de parceiros com margem para crescer, o managing director da QlikTech Ibérica assegura que, em 2010, a empresa via estar com objectivos muito agressivos e por isso está convencido de que poderá dobrar a presença nesta zona.

Atendendo ao facto de o tecido empresarial português ser constituído maioritariamente por médias e pequenas empresas, José María Alonso   defende que o sistema de BI da QlikTech – QlikView está comprovado neste tipo de organização. «Desde há três anos que esta solução é considerada um standard de BI nestas empresa», atesta o responsável.

Segundo ele, o tamanho e a estrutura do mercado nacional são ideais para a QlikTech mostrar a sua proposta de valor, no entanto, a proximidade com organizações maiores também está a acontecer em terras lusas. «Com as versões 8 e 9 do QlikView estamos a ser contactados por prospects de maior dimensão», avança aquele responsável.

Actualmente com 12 mil clientes no mundo, onde mais de 1000 têm deployments  \x acima de 100 utilizadores, esta aproximação às grandes contas no mercado nacional é encarada como uma boa oportunidade para a software house especialista em BI que aposta no crescimento do negócio nestas paragens. José María Alonso afirma que as ferramentas de BI da QlikTech aportam a mesma simplicidade e potência aos clientes unipessoais ou para clientes com milhares de funcionários.

A software house acredita que a sua tecnologia é «disruptiva», uma vez que alia a facilidade e rapidez de implementação a uma lógica associativa forte, proporcionando «maior objectividade nos raciocínios, melhores tempos de resposta e mais simplicidade de utilização».

«O QlikView é reconhecido pelos clientes como a solução de BI que tem o maior índice de criação de valor, o mais baixo TCO e os melhores benefícios quantificáveis dentro das organizações, o que resulta no maior pay back das quantias investidas», reforça este responsável, destacando o facto de a QlikTech utilizar a sua tecnologia internamente.

Do primeiro ano de actividade no mercado nacional, o managing director da QlikTech Ibérica desenha um cenário «muito positivo» e afirma-se pronto para continuar um percurso de crescimento. Na sequência deste posicionamento, a equipa da QlikTech em Portugal deverá crescer durante este ano dos três para os cinco elementos numa primeira fase e, posteriormente, deverão ser contratados mais recursos para potenciar o desenvolvimento da rede de parceiros.

José María Alonso não teme a concorrência de outros players de BI no mercado nacional e acredita que o modelo de negócio da QlikTech é «claramente entendido» por clientes e parceiros e que a demonstração das potencialidades do software são parte do sistema de vendas. «O modelo de negócio facilita o acesso de qualquer pessoa ao produto, que pode ser acedido via download para teste ou explicado numa demonstração ao vivo e criada com base nas fontes de informação do próprio cliente – em dois a cinco dias no máximo a aplicação é criada e são apresentados os resultados», explica o especialista.

Na cruzada por terras nacionais, a QlikTech está a construir uma rede de parceiros, que conta já com sete empresas, entre elas a GCI, a Lógica, a Delloite e a CPI Retail. De acordo com o managing director, o objectivo é conseguir uma rede de parceiros com cerca de 20 empresas, sobretudo revendedores especializados que permitam à empresa posicionar-se junto de companhias pequenas e que estejam localizadas fora de Lisboa. O modelo de negócio da QlikTech é misto, assegurando aos parceiros cerca de 60 por cento das vendas e 90% dos serviços prestados.

Questionado em relação aos preços das soluções QlikView, José María Alonso explica que este não tem segredos e varia de acordo com o número de utilizadores, o tamanho de empresas e o modelo de licenciamento.
 
 
 
 
 
     
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