Rittal encara 2010 com optimismo
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Semana nº 966 de 12 a 18 de Março de 2010
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Jorge Faria da Mota, director-geral da Rittal Portugal |
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A subsidiária portuguesa fechou o ano passado com um volume de negócios de 4,7 milhões de euros. Para o corrente exercício, a empresa dirigida por Jorge Faria da Mota estima crescer 12%
A Rittal Portugal finalizou o exercício de 2009 com um volume de negócios de 4,7 milhões de euros e conta com um total de 600 clientes activos no mercado nacional. A empresa fabrica e comercializa sistemas de armários e bastidores e actua em diversos sectores da economia portuguesa tendo entre os seus clientes algumas das mais importantes unidades industriais, produtores e distribuidores de energia, operadores de comunicações, bancos, aeroportos e o transporte ferroviário, entre outros.
A subsidiária portuguesa da multinacional alemã Rittal Werk GmbH & Co possui a sua sede na zona industrial de Rio Meão, em Santa Maria da Feira, e conta com uma delegação em Lisboa, dispondo de um edifício sede com cerca de 2000 m2, dos quais mais de 1500 m2 são destinados a espaço de armazém, a partir do qual são expedidas todas as encomendas que se destinam ao mercado português. As entregas, desde que o produto desejado esteja disponível no armazém, são garantidas em 24 horas em qualquer ponto do país (continente).
Jorge Faria da Mota, director-geral da Rittal Portugal, refere que a empresa possui em Portugal uma quota de mercado de 35% a 40% na indústria, de 75% a 80% na climatização de armários industriais e de cerca de 50% nos bastidores TI.
O ano passado o mercado de servidores português sofreu uma queda abrupta. Questionado sobre o impacto que esta situação pode ter no desempenho da Rittal, Jorge Faria da Mota salientou que acabou por não afectar, porque o mercado da empresa, o das infra-estruturas TI, «depende mais da necessidade que as organizações têm em optimizar espaços e racionalizar custos, nomeadamente ao nível do consumo energético, mais do que das necessidades de TI propriamente ditas». Por este motivo, o director-geral confirma que as vendas as «não estão relacionadas com novos servidores, mas sim com decisões estratégicas ao nível de racionalização de custos».
Em todo o caso, a Rittal não sentiu que tivesse havido falta de dinamismo no mercado dos centros de dados em 2009, aliás, foi uma das áreas onde mais cresceu, embora o director-geral admita que esse crescimento possa ter acontecido à custa do decrescimento dos concorrentes.
Novidades introduzidas no ano passado
Durante o ano de 2009 foram introduzidos no portfolio da Rittal diversas soluções inovadoras, tais como os novos modelos de chillers para data centers; novos sistemas Liquid Cooling Package (LCP) para centros de dados, com capacidade de refrigeração de racks com blade servers, até 30Kw; software de gestão de data centers RiZone, o qual é fruto de uma parceria entre a Microsoft e a Rittal; novos sistemas de segurança para data centers; novos bastidores com isolamento acústico para ambientes de escritório; entre muitos outros para a área industrial e para as telecomunicações industriais.
Devido a estas inovações, a multinacional alemã realizou um grande projecto no centro dados da Microsoft, na sua sede em Redmond, onde «estas soluções foram adoptadas pela Microsoft para o seu mais emblemático data center, por serem do ponto de vista da eficiência, sustentabilidade e protecção ambiental as que melhor correspondiam aos objectivos» da multinacional, explica Jorge Faria da Mota.
O executivo refere que em Portugal também houve um conjunto de grandes projectos ao longo do ano passado, entre os quais destaca alguns pela sua importância. São os casos dos conversores eólicos, da nova fábrica da Soporcel, ou dos projectos desenvolvidos para a REN e para a EDP. Na área das telecomunicações, o gestor refere que a empresa forneceu a solução de informação de preços de combustíveis nas auto-estradas e a solução das portagens virtuais; na área de tecnologias de informação disponibilizou diversas soluções para data centers de organismos públicos e privados.
No final de 2009, as soluções da Lampertz, empresa especializada na protecção física de dados e sistemas de segurança, foram integradas no portfolio da Rittal. Questionado sobre como estão a ser trabalhadas em Portugal estas soluções, o director-geral da subsidiária refere que «as decisões estratégicas da implementação dos produtos em Portugal estão a ser avaliadas». Apesar disso, já no decorrer de 2009, a empresa concretizou alguns negócios importantes nesta área com as soluções modulares de data centers de alta segurança mono bastidores – Lampertz Modular Safe.
Para o ano de 2010, a Rittal Portugal desenvolveu um plano de negócio estratégico que visa um crescimento de 10 por cento na facturação, sendo este sustentado maioritariamente pela conquista de mercado aos principais concorrentes. «Em 2009, crescemos 12,1% em facturação mas crescemos cerca de 25% em marketshare. Em 2010 pensamos que podemos crescer mais 15% em quota de mercado», diz Jorge Faria da Mota, acrescentando que apesar de 2010 ser um ano de grandes incertezas, a empresa possui em carteira um importante conjunto de projectos na área TI «que podem potencializar um crescimento de mais de 50% nesta área de negócio».
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