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Semana Informática > Actualidade > PME portuguesas vão investir menos 7,1% em TI
 
PME portuguesas vão investir menos 7,1% em TI
De
Semana nº 986 de 29 de Julho a 5 de Agosto de 2010


 
Gabriel Coimbra, research & consulting director da IDC em Portugal
As pequenas e médias empresas representam 35% do investimento nacional em TI. No ano passado, foram responsáveis por 1,16 milhões de euros, uma quebra de 11,1% face a 2008 e que este ano deverá ser ainda maior

As pequenas e médias empresas (PME) representam 35 por cento do investimento total em tecnologias de informação (TI) em Portugal. Em 2009, este universo de empresas investiu 1,16 milhões de euros em TI, o que se traduz por uma quebra de 11,1% face aos valores registados em 2008. Em 2010, este segmento deverá investir menos 7,1% em TI, uma quebra superior à do mercado global nacional. Estas conclusões constam no estudo «Investimento nas Tecnologias de Informação das PME Portuguesas», levado a cabo pela IDC, e enquadra-se numa análise realizada ao mercado de TI a nível europeu sobre a utilização das TI e o impacto na competitividade das PME, para o qual foram inquiridos fornecedores e compradores de TI neste segmento. Em Portugal, nos últimos 12 meses a IDC inquiriu quase 1000 PME.


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«Com este estudo, a IDC revela um conjunto de dados relevantes sobre o papel do investimento em TI na modernização da esmagadora maioria do nosso tecido económico», afirma Gabriel Coimbra, research & consulting director da IDC em Portugal. Segundo ele, as análises produzidas «mostram algum atraso tecnológico das nossas PME aliado a uma sensibilidade reduzida para a importância deste tipo de investimentos para manter a competitividade, o que leva ao desinvestimento em situações de crise».

Este estudo integra, por exemplo, uma análise de clusters onde foram definidos quatro grupos distintos numa escala de sofisticação dos investimentos em TI, definida a nível europeu. O primeiro diz respeito aos retardatários, que caracterizam as PME que possuem apenas uma infra-estrutura básica e muita relutância no investimento em TI, representando cerca de 27% das PME europeias. Em Portugal este grupo representa quase 30% das PME.

O segundo grupo corresponde aos que esperam para ver, e que representam as PME que possuem uma base tecnológica consistente para o suporte dos seus processos empresariais, mas que têm uma atitude conservadora no que toca ao investimento em novas soluções tecnológicas. Este grupo representa a maior fatia do universo de PME europeias (36%). No caso concreto de Portugal este cluster representa quase 40% das PME.

O terceiro grupo diz respeito aos seguidores, empresas que são caracterizadas por uma sólida infra-estrutura tecnológica e uma forte propensão para o investimento em TI. Representam cerca de 16% das PME europeias. Em Portugal representam cerca de 17%.

Por último, surge o grupo dos orientados à tecnologia, que representam as PME mais sofisticadas relativamente aos investimentos em tecnologia. Integram este grupo 21% das PME europeias mas apenas 13% das PME nacionais.

O estudo agora divulgado analisa igualmente o nível de sofisticação e propensão para o investimento em TI nos vários sectores de actividade e o impacto de um conjunto crítico de soluções tecnológicas na produtividade e competitividade das PME portuguesas.

Mercado cai 6,5% no seu todo
A IDC fez uma importante revisão das suas previsões, feita a partir de diversas fontes de informação, das quais se destacam entrevistas aos fornecedores de TI e uma pesquisa junto de utilizadores e consumidores e concluiu que o mercado global de tecnologias de informação em Portugal deverá registar uma quebra de 6,5% em 2010, o que representa um valor total de 3,09 mil milhões de euros. Esta quebra de 6,5% estimada para 2010 surge depois de o mercado já ter registado uma redução de 10,3% em 2009.

«Os dados agora divulgados têm em linha de conta os dados finais de 2009, nomeadamente o último trimestre, e mostram uma linha de tendência de enfraquecimento progressivo do investimento em tecnologias de informação, em resultado dos baixos níveis de confiança do mercado empresarial e consequente forte quebra do investimento», afirma Gabriel Coimbra, acrescentando que «em 2010 essa tendência de redução deverá desacelerar e, em 2011, com todas as reservas que a volatilidade económica aconselha, poderemos ver uma recuperação tímida deste mercado».
 
 
 
 
 
     
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