WORKPAD ajuda a salvar vidas
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Semana nº 986 de 29 de Julho a 5 de Agosto de 2010
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Neelie Kroes, vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela Agenda Digital |
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O projecto desenvolveu aplicações de software que agilizam e melhoram a comunicação entre equipas de emergência em situações de catástrofe natural
Garantir às equipas de emergência que dão resposta a situações de catástrofe natural uma coordenação e comunicação mais rápida e eficiente entre si, contribuindo para salvar mais vidas. É este o principal objectivo das aplicações de software desenvolvidas no âmbito do projecto de investigação WORKPAD, financiado pela União Europeia.
A coordenação e a comunicação são especialmente importantes quando coexistem no terreno equipas de emergência de muitos organismos, autoridades civis e ONG diferentes. Um financiamento da UE no valor de 1,85 milhões de euros permitiu aos investigadores examinar a forma como muitas bases de dados de organizações diferentes podem ser ligadas através da tecnologia posto-a-posto para melhorar o tempo de resposta e evitar a duplicação de esforços. Um ponto de expedição central que recebe e envia informação a todas as equipas de emergência pode contribuir, de uma forma rápida e eficiente, para salvar mais vidas. A tecnologia já foi testada com êxito no sul da Itália e está disponível para utilização em qualquer parte do mundo.
Conforme explicou Neelie Kroes, vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela Agenda Digital, «em caso de sismo, incêndio florestal ou inundação, temos de disponibilizar todos os nossos recursos para salvar o maior número possível de vidas e oferecer serviços de salvamento urgentes». Assim sendo, os fundos de investigação da UE «contribuíram para desenvolver uma ferramenta TIC notável, que melhora e acelera a resposta de emergência», refere a comissária.
O projecto de investigação WORKPAD desenvolveu uma rede que permite ligar diversos sistemas de retaguarda no âmbito da comunicação e, em seguida, através de um ponto central de coordenação e expedição, os socorristas de primeira linha podem comunicar entre si através dos seus dispositivos portáteis (essencialmente assistentes digitais pessoais). A marcação geográfica, por exemplo, permite aos chefes de equipa estar ao corrente da localização de todos os membros da sua equipa e saber, a qualquer momento, onde se encontram os socorristas e as tarefas que executam.
A informação trocada nesta rede através da tecnologia posto-a-posto (P2P) pode incluir igualmente outros dados, nomeadamente os nomes dos habitantes de um imóvel de apartamentos desmoronado, listas de turmas escolares ou outras informações pertinentes.
O WORKPAD desenvolveu também software que permite definir tarefas, atribuir funções e dar instruções faseadas a equipas de salvamento. Os dados podem ser actualizados em tempo real, pelo que, caso surja uma necessidade mais urgente, os trabalhadores podem ser chamados a desempenhar uma nova tarefa.
Os resultados de investigação do WORKPAD foram testados com êxito no sul da Itália, numa região que é anualmente vítima de incêndios florestais, e por vezes de sismos, situações que exigem respostas de emergência. |