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Semana Informática > Especial > Um ano que fica para a história
 
Um ano que fica para a história
De Alfredo Sousa*
Semana nº 996 de 5 a 11 de Novembro de 2010


 
Ranking Geral
Telecomunicações
Para lá das 200 maiores empresas
O volume de negócios total das 200 Maiores Empresas de TI representou, em 2009, um volume de negócios de 5,8 mil milhões de euros, um crescimento de 7% quando comparado com os 5,5 mil milhões de euros que estas empresas reportaram em 2008

O ano em análise diz respeito ao período em que a crise financeira se transformou em crise económica. Foi uma fase de maior dificuldade para muitas empresas que tiveram que lidar com reduções, e algumas delas importantes, nos seus volumes de negócio e com dificuldade de acesso ao crédito.

O ano de 2009 ficará na história e será recordado pelos piores motivos, como aconteceu com o período da Grande Depressão. Este período negro da História teve início em 1929 mas as suas repercussões fizeram-se sentir nos anos seguintes até 1933.


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Passados oitenta anos, o mundo volta a sentir os efeitos de uma grande depressão económica à qual ninguém é imune. Portugal não escapa à regra; no ano passado sentiram-se os primeiros efeitos de um período de contenção económica que não se sabe muito bem quando irá acabar.

Apesar da contracção sentida no mercado nacional, há sectores de actividade que foram mais afectados do que outros. Nas tecnologias de informação e comunicação (TIC) há de tudo, mas no ranking das 200 Maiores Empresas de TI em Portugal em 2009 que constam no trabalho elaborado pelo Semana Informática seis companhias apresentaram resultados idênticos aos do ano anterior, não tendo alcançado crescimento, 74 empresas reportaram quedas nos seus volumes de negócios e, dentro deste universo, 40 companhias tiveram reduções nas suas receitas superiores a dois dígitos.

Mas nem tudo são más notícias. De facto, muitos são os que dizem que as crises são também períodos de oportunidades. Não é de estranhar que 116 empresas tenham reportado crescimento entre 2008 e 2009. Destas empresas, 70 registaram crescimentos de dois dígitos e oito tiveram crescimentos de três dígitos. Para finalizar a contabilidade de empresas que responderam ao nosso estudo, falta referir as quatro companhias às quais não foi possível medir o seu crescimento por falta de dados.

O volume de negócios total das 200 Maiores empresas de TI representou em 2009 um volume de negócios de 5,8 mil milhões de euros face aos 5,5 mil milhões de euros, o que representa um aumento de sete pontos percentuais. De referir que em 2008 o crescimento alcançado foi de 11%.

Não deixa de ser extraordinário que num ano de ressaca, o sector das tecnologias de informação ainda consiga gerar empregos. As 200 empresas que constam neste ranking empregavam, em 2009, um total de 26 898 pessoas com uma média de remunerações anuais a variar entre os 28 mil euros e os 64 mil euros.

No índice geral, importa salientar que no top 10 de empresas houve cinco empresas que reportaram um crescimento superior a dois dígitos, uma empresa que apresentou um crescimento inferior a dois dígitos e as restantes companhias do top 10 registaram quedas nos seus volumes de negócio.

As três primeiras classificações do ranking mantêm-se inalteradas face a 2008, com a Hewlett-Packard a liderar pelo sétimo ano consecutivo, seguida pela CPCDI e pela IBM, nas segunda e terceiras posições, respectivamente, isto apesar de as três empresas que ocupam o pódio deste ranking terem apresentado reduções nos seus volumes de negócio.

Na quarta posição surge uma JP Sá Couto, com um crescimento de 70% que pode ser explicado pelo sucesso do programa e-Escolinhas e da exportação do portátil Magalhães, e que relegou a Novabase para a quinta posição.

Nos lugares seguintes surgem a Techdata, que manteve a sexta posição, e depois assistimos a um conjunto de novas entradas, neste caso a LG Portugal, no sétimo lugar, TimWe, na oitava posição, e a Nokia Siemens Networks, no nono lugar. O último lugar do top 10 é ocupado pela Prológica, que consegue crescer 97% relativamente a 2008. Um crescimento que pode ser explicado também pela sua participação nos programas e-Escolas e e-Escolinhas.

No subranking das telecomunicações, o somatório das empresas corresponde a um volume de negócios de 7,1 mil milhões de euros, um valor quase idêntico ao alcançado em 2008. Este sector empregava no final do ano transacto um total de 12 828 pessoas.

Fora do ranking ficaram 49 empresas. Juntas totalizam um volume de negócios de 36,4 milhões de euros, quando em 2008 essas receitas foram de 32,8 milhões de euros. Estas empresas facturam entre 1,1 milhões de euros e 230 mil euros e empregam no total 547 pessoas.

* Gestor
 
 
 
 
 
     
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