A Associação Nacional das Empresas das Tecnologias de Informação e Electrónica (ANETIE) organizou a décima conferência anual, desta feita subordinada ao tema «Alavancar a Lusofonia nas TIC», no âmbito do qual o tópico da internacionalização ganhou especial relevância.
Depois de o Executivo ter apresentado seu Plano Global Estratégico de Racionalização e Redução de Custos de TIC na Administração Pública, a Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI) e a Associação de Empresas de Software Open Source Portuguesas (ESOP) vieram a público deixar os seus pareceres.
Portugal caiu uma posição em termos de inovação no ano de 2011, ocupando agora o trigésimo lugar entre os 52 países analisados pela Cotec. No Barómetro de Inovação, a associação empresarial considera Portugal «um país cigarra», já que não concretiza o seu potencial «em resultados concretos com impacto económico-social».
Fazer previsões é sempre um risco, sobretudo por causa da volatilidade das economias portuguesa, europeia e mundial nestes últimos dois anos. Conhecidas as dificuldades nacionais de acesso ao crédito, a redução dos investimentos público e privado, a descida do consumo das famílias e a vulnerabilidade do país em relação ao que se passa no resto da Europa – em especial na zona Euro –, é normal que o cenário do investimento em TI não seja o melhor.
Segundo a sexta edição do Observatório Toshiba, em 2011, venderam-se em Portugal 900 mil portáteis. Este valor corresponde a uma queda de 10% face ao milhão de unidades comercializadas em 2010. Este valor não inclui as cerca de 150 mil máquinas comercializadas ao abrigo dos programas especiais para a educação. Caso esses valores fossem integrados, a queda do mercado de portáteis poderia ascender aos 24%.
A nova estratégia do Executivo para as tecnologias de informação assenta em 25 medidas de racionalização e deverá ajudar a diminuir os custos em mais de metade