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Quinta-Feira, 24 De Abril De 2014
SIG exploram novas oportunidades para crescer
19-04-2013 | por Semana Informática | foto Arquivo SI
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Tempo de crise é também tempo de oportunidades, e é isso que as empresas presentes no mercado português tentam aproveitar, explorando novas áreas de negócio ou apostando em I&D ou no mundo das app.


A tendência já se manifestou em 2012 e continua a dominar em 2013. O mercado de sistemas de informação geográfica tem sido uma das áreas afectadas pela falta de capacidade para investir de empresas e entidades públicas. «A prioridade dos nossos clientes está na redução imediata de custos e na identificação de oportunidades para gerar receita adicional. Esta tendência é generalizada e para se manter», confirma Nuno Pereira Leite, director de negócio da Esri, um dos principais players do sector.


Tradicionalmente empurrado pelo investimento público, que suporta neste tipo de soluções as tarefas de gestão e administração do território, o sector conta hoje menos com o Estado e com as autarquias para colocar no terreno grandes projectos e para inovar. «Mais do que estagnação de investimento, temos assistido no sector público, na Administração local e central, à redução significativa dos seus investimentos neste tipo de soluções», confirma Sandro Batista, managing partner da Focus BC.

 

Segundo este responsável, as excepções à regra concentram-se sobretudo nos domínios operacionais, em que a componente location intelligence dá um apoio nos objectivos que todas as organizações perseguem, de garantir eficiência operacional e optimizar recursos escassos, ao melhorarem a capacidade de planeamento e gestão de operações no terreno.

 

A compensar a diminuição de investimento no sector público há uma procura maior destas tecnologias no sector privado, que pode não compensar mas pelo menos atenua as perdas. Há por outro lado um conjunto de oportunidades fora de portas que as empresas portuguesas querem explorar. São esses dois factores que explicam o surgimento de novos negócios em altura de crise.

 

Procurar novas oportunidades


A SmartGeo é uma das novas empresas do sector em Portugal. É também um dos mais recentes investimentos da Novabase, que através da Novabase Capital adquiriu 25% do capital da startup fundada por antigos quadros da empresa. As perspectivas de crescimento nacional e internacional são aspectos apontados pela tecnológica para justificar o negócio.

 

Sandra Loureiro, CEO da SmartGeo, considera que, «apesar da conjuntura nacional, há uma clara tendência para trazer a localização para todos os sistemas empresariais». A SmartGeo quer tirar partido disso e já conseguiu alguns clientes de referência no mercado nacional. Fora do país, está de olho nos mercados emergentes, «que é onde existe maior necessidade de SIG nos diferentes níveis de implementação, desde o cadastro até à exploração estratégica do território». Acompanhar o processo de internacionalização de empresas portuguesas é pois uma das abordagens da SmartGeo.

 

Outra aposta empresarial recente é a da Focus BC, fundada por um grupo de ex-Esri. A inteligência geográfica é um dos principais domínios de actuação da consultora de negócios, para já dedicada às oportunidades no mercado nacional mas com planos para explorar o mercado internacional a partir deste ano. Uma das apostas fortes da empresa, que no segundo ano de vida já perspectiva resultados líquidos positivos, é a parceria que mantém com a Google na vertente enterprise geo solutions para o mercado EMEA. A ligação assegura-lhe competências nas várias vertentes da plataforma da gigante de Internet e sustenta as suas previsões de crescimento para 2013.

 

Reorganizar estratégias


Empresas com mais história nos SIG aproveitam o abrandamento económico para explorar novas áreas e novas oportunidades. «A crise económica que vivemos tem duas faces. A face negativa reflecte-se na contracção do mercado interno, designadamente público, mas traduz-se no surgimento de novas oportunidades no que se refere aos projectos que geram ROI para as entidades», defende António Fernandes, director-geral da Muncípia. É neste tipo de projectos que a empresa tem apostado.

 

«Todas as áreas que geram retornos para as entidades apresentam uma forte dinâmica de mercado», garante António Fernandes. Seguindo esta lógica, a empresa tem dinamizado novas soluções, como um produto para gestão de frotas que junta à tradicional monitorização de veículos outros indicadores relacionados com combustíveis, inspecções, revisões, tempo de trabalho ou quantidades de produtos recolhidos ou distribuídos.

 

Outra vertente que a Municípia tem explorado é a da investigação em parceria com universidades. Desta união começam a nascer protótipos, que são a semente de novos SIG dirigidos a sectores como os de energia ou água.

 

A internacionalização é mais uma ponta da estratégia das empresas, como acontece na PH Informática, que suporta nesses processos uma parte importante da sua operação, sendo o Brasil um dos mercados de referência. Em 2012 também contornou a crise com a renovação da oferta, tendo lançado o Gismat 10 e um novo modelo de promoção territorial enriquecido com a plataforma de marketing territorial CityGuide, que lhe deu conteúdos locais, como explica Sandra Silva,directora comercial de aplicações Gismat na PH Informática. A combinação ajudou a empresa a garantir um crescimento de 60%. A previsão para este ano é de 25% e volta a ter por base uma estratégia de enriquecimento da oferta.

 

Dar cada vez mais contexto aos SIG e alargar o potencial de informação suportado pela plataforma tecnológica de base é outra das estratégias que vários fabricantes estão a seguir. A Esri é uma das empresas nesse trilho. Além de nortear as inovações que vai integrando na sua plataforma pelas questões de optimização que preocupam as empresas, aposta cada vez mais na promoção de uma comunidade de desenvolvimento em torno da sua tecnologia.

 

Através de API e SDK, o fabricante coloca na mão dos programadores o poder de explorar novos desenvolvimentos para a sua tecnologia e por essa via vê endereçadas novas áreas. «A aposta da Esri junto da comunidade de developers está a contribuir para a emergência de aplicações Web e mobile direccionadas para novas áreas», confirma Nuno Leite. 

Tags:
SIG, app, Esri, Focus BC, SmartGeo, Municípia, PH Informática
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