Semana Informática

Sábado, 20 De Setembro De 2014
Big Data: perspectiva sobre o conceito
13-03-2013
Comentário
0 Comentário

Imagine-se uma grande empresa de retalho a conseguir recomendar em tempo real, o produto certo, no momento certo, diferenciadamente a cada um dos seus muitos milhares de clientes, conseguindo com isto incrementar significativamente o seu volume de negócio e reduzir custos de operação.


opinião
Carlos Marçalo
Manager da Accenture Portugal na área de Tecnologia

Este exemplo, extensível no âmbito e a qualquer outra indústria ou sector económico, não é apenas um mero exercício conceptual, mas sim a realidade que resulta de um dos temas mais mencionados no momento: Big Data.

 

O que é então este conceito?

 

Desde o final da década de 1990 que a noção de Business Intelligence (BI) está perfeitamente enraizada no meio empresarial. Nos dias de hoje é banal encontrar-se empresas de elevada performance dotadas de áreas de BI bem amadurecidas e assimiladas dentro da organização. Nestas empresas os processos de decisão são suportados pelo acesso flexível, eficiente e democratizado aos seus dados transaccionais históricos (dados estruturados), devidamente agregados e armazenados em data warehouses cujos volumes de informação podem chegar vulgarmente aos terabytes.

 

Neste contexto, os processos, as competências e as tecnologias indispensáveis para assegurar este patamar estão estabilizados e amplamente adoptados, estando as organizações mais sofisticadas neste domínio diferenciadas das demais, ao estenderem as suas capacidades de análise descritiva (BI tradicional) com capacidades de análise preditiva – aplicação de análises estatísticas e/ou técnicas de data mining para prever e formular hipóteses sobre eventos futuros.

 

Este marco representou sem dúvida uma enorme revolução na rapidez e na qualidade dos processos de decisão das empresas. Importa porém ter presente que esta melhoria teve como base a análise de dados (quase) exclusivamente transaccionais – vendas, stocks, etc... Para atingir capacidades analíticas mais evoluídas e poderosas, as organizações tiveram de aguardar por progressos que só se observaram um pouco mais tarde.

 

A partir de meados da década de 2000 deu-se início ao surgimento vertiginoso de novos paradigmas e tecnologias que iriam moldar de forma indelével as tendências, os comportamentos e as tradicionais relações entre clientes e fornecedores, de entre os quais se destacam: a generalização do acesso à banda larga; a popularização dos media sociais (facebook, twitter, youtube, blogs, linkedin, wikipedia, etc…); e a omnipresença de dispositivos computacionais móveis com acesso à Internet. Com isto abriu-se um imenso mar de oportunidades que as empresas não poderão evitar de explorar. Citando Luís Reis, um conhecido gestor e professor na Escola de Gestão do Porto: “as redes sociais colocaram um gramofone na boca de cada consumidor”.

 

Com efeito, as pessoas habituaram-se a exprimir publicamente e com grande alcance as suas opiniões e preferências, bem como a valorizar os juízos efectuados pelos outros para fundamentar as suas escolhas. Os mercados têm à disposição um novo e poderoso meio para perceber os sentimentos dos consumidores, sejam eles positivos ou negativos. A habilidade de extrair conhecimento a partir das redes sociais, assim como a partir de vídeos, imagens e afins (dados não estruturados), desencadeia uma infinidade de novas possibilidades de melhorar a relação e o nível de satisfação dos clientes, de optimizar os processos de inovação, de reagir prontamente a sinais vindos da concorrência e por aí em diante.

 

É este o conjunto de circunstâncias que propiciou a evolução das capacidades analíticas para uma dimensão completamente nova e disruptiva, à qual se associa frequentemente o paradigma Big Data.

 

O conceito Big Data traduz-se pois na perícia das empresas conseguirem transformar a informação em novas fontes de valor para o negócio, tendo em conta que os dados têm agora características novas e altamente desafiantes: o seu Volume é colossal; a Velocidade com que são gerados é alucinante; e sua Variedade é notável, incluindo neste atributo tanto dados transaccionais estruturados, quanto diversos outros tipos de dados não estruturados, tal como referido anteriormente.

 

Perante o exposto conclui-se que os benefícios para as organizações são inequívocos e estão percepcionados - a dinâmica à volta do Big Data é irreversível!

Tags:
Big data, business intelligence, Accenture
Partilhar:
Partilhar no FacebookPartilhar no Twitter
URL:

Adicionar comentário:

comentar

Código de segurança
Atualizar

Joomla SEF URLs by Artio
pub
Subscrever
Facebook
principais notícias da rede cofina media digital
Semana Informática
Copyright ©. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Edirevistas, S.A. , uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina. Consulte as condições legais de utilização.